Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casepaga

casepaga

01.08.14

Crime (Israel) e Castigo (Rússia) - "Quer dizer então que Obama, Merkel, Cameron, Hollande e o premiê italiano Matteo Renzi - "Os 5 Fabulosos" - reuniram-se lá numa videoconferência para darem-se mutuamente coragem e "aumentar a pressão", e 'exigi


antonio garrochinho

Crime (Israel) e Castigo (Rússia)


"Quer dizer então que Obama, Merkel, Cameron, Hollande e o premiê italiano Matteo Renzi - "Os 5 Fabulosos" - reuniram-se lá numa videoconferência para darem-se mutuamente coragem e "aumentar a pressão", e 'exigir' um cessar-fogo em Gaza. Horas depois, Benjamin "Bibi" Netanyahu de Israel distribuiu sua resposta, em palavras claras: nada jamais o afastará da ideia de que, dessa vez, sim, o mundo conhecerá a versão dele de uma Solução Final para Gaza. Com ou sem "pressão". "
"Assim sendo, o que restou aos 5 Fabulosos, depois que Bibi chutou tão sem-cerimônias o traseiro ocidental coletivo deles? Pois foi quando resolveram deixar Gaza de lado e... sancionar a Rússia - outra vez. Não lhes parece estratégica brilhantíssima, para quem tanto precisava tentar salvar a cara? "
"O horrível, dos Dois Minutos de Ódio, não era que se fosse obrigado a agir como todos os outros, mas que era impossível negar-se a participar. Um frenesi odioso de medo e vingancismo, um desejo de matar, torturar, esmagar cabeças com uma marreta parecia percorrer todo o grupo como uma corrente elétrica, convertendo cada um, mesmo contra a própria vontade, em lunático que berra ameaças e faz caretas horrendas" (George Orwell, 1984).
Quer dizer então que Obama, Merkel, Cameron, Hollande e o premiê italiano Matteo Renzi - "Os 5 Fabulosos" - reuniram-se lá numa videoconferência para darem-se mutuamente coragem e "aumentar a pressão", e 'exigir' um cessar-fogo em Gaza. Horas depois, Benjamin "Bibi" Netanyahu de Israel distribuiu sua resposta, em palavras claras: nada jamais o afastará da ideia de que, dessa vez, sim, o mundo conhecerá a versão dele de uma Solução Final para Gaza.[] Com ou sem "pressão". 
Assim sendo, o que restou aos 5 Fabulosos, depois que Bibi chutou tão sem-cerimônias o traseiro ocidental coletivo deles? Pois foi quando resolveram deixar Gaza de lado e... sancionar a Rússia - outra vez. Não lhes parece estratégica brilhantíssima, para quem tanto precisava tentar salvar a cara? 
Aquela espetacular não entidade, Tony Blinken, que reforça o orçamento trabalhando como vice-conselheiro de segurança nacional de Barack Obama, teve a gentileza de explicar à imprensa-empresa ocidental, que o pessoal-lá, aquela gangue sem leis do Eurolixo, está, afinal "decidido a agir". Não, não, não contra Israel, por causa de Gaza; contra a Rússia, por causa da Ucrânia. Que adorável simetria orwelliana: os Dois Minutos de Ódio prorrogados de Israel contra os gazenses convertem-se em Dois Minutos de Ódio prorrogados do "Ocidente" contra a Rússia, perfeita reprodução dos Dois Minutos de Ódio prorrogados de Kiev contra os ucranianos do leste. 
Nem Hollywood teria concebido trama semelhante: Israel safa-se da cadeia, apesar do assassinato premeditado em massa de civis... E a Rússia é enquadrada por causa de assassinato de passageiros de um avião civil, caso que tem todas as características de ter sido obra dos vassalos em Kiev dos "parceiros" ocidentais da Rússia. 
Em outro artigo[] já discuti como sanções, sanções, sanções é a única "política" do governo Obama para a Rússia. Além das próximas sanções que virão sem demora da União Europeia, vêm aí também - e o que mais seria - mais sanções dos EUA. Afinal, Washington está tão "preocupada" porque Moscou pode, mais dia menos dia, invadir a Ucrânia, o que seria resposta caída dos céus para aqueles rezadores lá de "In God We Trust" como no papel-dinheiro. 
Em que pé ficamos agora 
Acompanhemos os fatos. Washington disse, desde o primeiro instante, que o MH17 fora derrubado por míssil do presidente russo Vladimir Putin. Juraram que teriam provas. Tipo "A gente tem certeza. Confiem na gente." A história comprova, pelo menos, há 60 anos, que não se deve confiar neles. Não havia provas. Nenhuma prova jamais apareceu. Só diz-que-disse. 
Moscou, pela voz do ministro da Defesa, exibiu provas sólidas. E recomendou que se fizesse investigação internacional independente não enviesada. Washington ignorou tudo: as provas e a recomendação. 
A Marinha dos EUA, com seus radares de altíssima tecnologia e última geração, estavam há semanas no Mar Negro. Como os russos, tinham rastreamento completo de cada partícula que sobrevoasse a Ucrânia. A Agência de Segurança Nacional dos EUA não faz outra coisa, além de reunir inteligência naquela área; a Agência Nacional de Inteligência/Geoespacial só faz registrar tudo que se passe no reino da imagem; a Agência de Inteligência da Defesa acrescenta 'inteligência humana', Humint; e mais a CIA; e o Diretor de Inteligência Nacional, que tudo vê/tudo sabe. Como é possível que esse aparato de três trilhões de dólares para Dominação de Pleno Espectro não tivesse visto nada?! Como é possível que não tenham uma única prova, uma, que seja, conclusiva, a apresentar? 
A única 'prova' risível que se viu até agora, mostra uma salada de letrinhas de siglas de agências de inteligência dos EUA, que consomem o horário de expediente inteiro a ler blogs e tuitar. O chefe do Departamento de Estado em Kiev tuitou imagens de satélite, o New York Times papagueou o tuíto e assim "provou" que a Rússia estaria bombardeando a Ucrânia do seu lado da fronteira. Até que apareceram proverbiais "altos funcionários" dos EUA, que tiveram de admitir, tensíssimos, ao vivo, que não, não havia prova alguma do "míssil de Putin". Se houvesse, a OTAN estava preparada para disparar saquinhos de hambúrgueres sobre a Praça Vermelha. 
Considerada a riqueza de informação já divulgada, a mais forte probabilidade sobre o que causou a tragédia do MH17 é um míssil R-60M ar-ar, disparado de um jato ucraniano Su-25 - não de um BUK (há também a possibilidade de que tenha havido dois ataques ao avião: primeiro o míssil R-60M, em seguida um BUK). O R-60M é muito rápido, com distância ideal de ataque de até 5 quilômetros. Essa, precisamente, é a distância em que estava, do MH17, o Su-25 que os russos detectaram (como se viu nas imagens que divulgaram). 
Os serviços secretos da Ucrânia, SBU, por sua vez, confiscaram todas as gravações da torre de controle de Kiev em conversas com o MH17. Essas gravações com certeza explicariam por que o MH17 sobrevoava zona de guerra (a empresa Malaysian Airlines revelou que foram forçados). Pode-se apostar bom dinheiro em que aquelas gravações estão sendo "tratadas". 
E há também as caixas pretas, que não serão decodificadas nem pelos malaios nem pelos holandeses, mas pelos britânicos - que trabalham a serviço de Washington. Como o blogueiro The Saker resumiu a opinião de altos especialistas russos: "os britânicos deixarão que a Agência de Segurança Nacional dos EUA falsifique os dados e a falsificação será coordenada com o SBU em Kiev, e eles distribuirão só as gravações que 'confirmem' integralmente a 'autenticidade' das gravações que a ASN-EUA falsificou no Reino Unido".[] Para tornar a coisa mais palatável, e apagar suspeitas de complô anglo-norte-americano, os holandeses anunciarão o 'laudo'. Assim, vocês já ficam avisados. 
Na OTAN, as cabeças não param. As milícias de Kiev farão "exercícios conjuntos" com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN, na Ucrânia, daqui a pouco mais de um mês, dia 1º de setembro. Alerta vermelho, porque é exatamente quando o presidente da Ucrânia Petro Poroshenko disse que a limpeza étnica em câmara lenta no Donbass estará concluída. 
Quanto ao aspecto R2P ("responsabilidade de proteger"), é bem pouco provável. É verdade que, sim, Moscou sempre pode declarar que, a menos que pare a limpeza étnica em câmara lenta no Donbass, eles reconhecerão as Repúblicas Populares, de Donetsk e Luhansk. Nesse caso, Moscou estaria repetindo Abkhazia e Ossetia Sul: responsabilidade de proteger apoiada em musculatura militar. 
Nos termos da lei internacional - que Washington, por falar dela, nunca respeita - não é a mesma coisa que "invadir" a Ucrânia. Uma Samantha Power, sejamos francos, que dá medo, embaixadora dos EUA na ONU, entrará obviamente em surto - mas será só dose do próprio remédio que ela tanto recomenda aos outros. Seria de fato comparável ao que os EUA estão fazendo para ajudar os jihadistas salafistas na Síria; melhor ainda: o mesmo que os EUA fizeram no Kosovo. 
$50 bilhões de dólares de abutres
E agora, além das sanções, Moscou também enfrenta tentativa de assalto massivo de $50 bilhões. A Corte Internacional de Arbitragem em Haia descobriu que o processo que o Kremlin moveu contra a petroleira Yukos[] e seu principal acionista, Mikhail Khodorkovsky, há uma década, teve motivação política. Moscou não pode apelar - mas seguirá todas as vias legais para tentar "cancelar ou revogar" essa sentença. 
Ora essa! A decisão politicamente motivada, no caso, é a sentença do tribunal de Haia. Khodorkovsky foi considerado culpado também na Corte Europeia de Direitos Humanos, não só no sistema judicial russo. Os acionistas de Yukos e Menotep eram e continuam a ser um bando de gângsteres oligarcas - para dizer o mínimo. 
Eis aí pois o Império do Caos mais uma vez em ação, manipulando uma corte holandesa depois de, literalmente, ter roubado o ouro da Alemanha e ter multado a França por vender navios de guerra à Rússia. Nesse caso, o "Ocidente" tem mais investimentos na Rússia que o governo russo no ocidente. O revide pode ser terrível - se Moscou, por exemplo, congelar todos os investimentos de EUA e da União Europeia, sobretudo os feitos na nova fronteira ultra rentável, os campos de petróleo no Ártico. O Grande Petróleo Ocidental jamais permitirá que aconteça tal coisa. 
A lista poderia estender-se para sempre. Resumo de tudo: o estado russo simplesmente nunca se deixará roubar por qualquer safado que distribua sentenças para ajudar um bando de oligarcas. Paralelamente, é verdade também que não só o Retorno dos Mortos (neoconservadores) Vivos, mas também porções consideráveis do estado profundo em Washington DC e arredores - além da plutocracia "ocidental" - querem muito provocar alguma espécie de guerra da OTAN contra a Rússia e o quanto antes, melhor. 
Em linha paralela, dizem os boatos em Moscou que o Kremlin considera essa prolongada batalha post-Yukos como preocupação menor, comparada à guerra econômica que ameaça convulsionar a Europa e, eventualmente, pôr a Europa em posição antagônica em relação à Rússia: exatamente o que o Império do Caos reza - e muito trabalha - para que aconteça. "Dois Minutos de Raiva"? Quem disse? Vêm por aí horas, dias, semanas e anos.*****

mafarricovermelho.blogspot.pt
Crime (Israel) e Castigo (Rússia)

01.08.14

5 Coisas que Você Nunca Imaginou que Acontecessem em Países Nórdicos


antonio garrochinho

5 Coisas que Você Nunca Imaginou que Acontecessem em Países Nórdicos


Durante os primeiros seis anos de escola, as crianças não são avaliadas (na Finlândia)
É normal a filha trazer o namorado para dormir em casa (ou vice-versa)
Os países nórdicos são vistos por nós como o exemplo a ser seguido: organizados, ricos, finos. Sem dúvida são habitados por pessoas corretas e fiéis às regras e tradições, certo? O que poucos antecipam, no entanto, é que as regras e tradições por lá sem dúvida fariam muitos brasileiros torcer o nariz. Por exemplo...
O que explica, talvez, por que é hábito comum deixar as crianças estacionadas na calçada enquanto os pais fazem compras ou vão tomar um café.
Se tem uma coisa que você esperaria de um povo que vive no clima congelante do norte da Europa é que ele protegesse os pimpolhos do vento gelado, talvez só saindo de casa com o rebento depois que ele completasse pelo menos um ano de idade. Isso é certamente o que nó sportugueses, faríamos. Afinal, passamos séculos ouvindo nossos avós dizerem que andar descalço dá dor de garganta, que pegar vento dá pneumonia, que sair de cabelo molhado dá tuberculose - basicamente, passamos séculos sendo convencidos de que o frio é uma coisa que deve ser evitada a todo custo.
No entanto, contra todas as expectativas, os escandinavos acolhem o tempo frio de tal forma que quase beiram os maus tratos - é costume por lá deixar os bebês cochilar ao ar livre, principalmente no inverno.
Como é de se esperar de um país nórdico, escola na Finlândia é 100% pública e de excelente qualidade. Isso não significa que os alunos andem todos alinhandinhos de sainha e gravata, recitando o alfabeto, sendo respeitosos em sala de aula e brigando para ver quem é o nerd da turma. Muito pelo contrário: além de só começar a frequentar a escola a partir dos sete anos de idade, as crianças finlandesas não precisam usar uniforme, raramente fazem provas, recebem menos de meia hora de lição de casa, e mais de uma hora de recreio por dia. Para completar, pelos primeiros seis anos de educação escolar, elas não são avaliadas, sendo até ilegal dividir as classes de acordo com as notas, habilidades ou QI de cada um (como tantas de nossas escolas voltadas ao vestibular gostam de fazer).
A Dinamarca é a prova de que uma educação mais liberal em relação a sexo só traz benefícios. As crianças dinamarquesas falam abertamente com os pais sobre sexo desde pequenas e quando atingem 15, 16 anos, já são independentes o suficiente para que os pais confiem a elas decisões sobre a própria vida sexual. Por esse motivo, ninguém acha ruim quando o filho ou a filha traz alguém para dormir em casa - mesmo entre adolescentes.Em Portugal estamos acostumados com o discurso hipócrita dos pais: “não debaixo do meu teto”, mas isso simplesmente não acontece na Dinamarca. Ao invés de ir para um motel ou fazer sexo desconfortável no carro ou nas escadarias de algum lugar, os adolescentes dinamarqueses simplesmente levam o namoradinho(a) para casa, sem dar qualquer tipo de satisfação para os pais - ou melhor, sem ser intimado a dar algum tipo de satisfação - e ainda aproveitam um bom café-da-manhã em família no dia seguinte, sem constrangimentos.

Bebês são largados no frio sempre que possível


japão
Além disso, os adolescentes podem facilmente obter camisinhas ou pílulas anticoncepcionais gratuitamente do governo, o que faz com que as relações sejam muito mais seguras.  

5 Coisas que Você Nunca Imaginou que Pudessem Acontecer em Países Nórdicos

Em Portugal, a figura do trabalhador é exaltada. Nós enchemos a boca para falar sobre isso. Se a pessoa está indo bem, é porque ele é trabalhador. Se está indo mal, é porque é preguiçoso, não quer trabalhar. OS filandeses são ao contrário
Ninguém trabalha demais
Lá, ao contrário daqui, a regra geral é de que o frio faz com que as crianças cresçam mais fortes e resilientes. A recomendação é que os bebês passem a aproveitar cochiladas ao ar livre a partir dos dois meses de idade - bem empacotados em várias camadas de roupa e cobertores, claro. O mais impressionante é que, apesar de não ter sido provado que o frio realmente faz bem para a criança, provado que pelo menos mal ele não faz. As crianças nesses países não são mais doentes do que as de outros lugares no mundo, nem tem mais pneumonia, nem tem sua alma roubada pelo monstro do frio.

japão
Então acho que já podemos parar de empacotar os nossos bebês em gorro e luvas toda vez que o termômetro bate 20°C, néam?

japão
Vestibular? O que é isso, alguma brincadeira?
Apesar de parecer uma festa esculhambada, educação na Finlândia dá mais certo do que o modelo tradicional e é tratada como prioridade. As escolas e professores são altamente qualificados para dar a melhor educação possível, oferecendo aulas particulares a todo e qualquer aluno que estiver com maior dificuldade. Para se ter uma idéia, a Finlândia possui o mesmo número de professores que a cidade de Nova York, apesar de possuir quase metade do número de alunos. Tudo isso resulta em estudantes que ficam em primeiro em praticamente todos os rankings internacionais e prova que o nosso modelo de educação está muito mais defasado do que nós imaginávamos.

japão

japão
99.9% de chance de que não é o chefe do outro lado da linha.
Para começo de conversa, nos países nórdicos família vem em primeiro lugar. É tão importante que norteia grande parte do estilo de vida no país, desde os horários de trabalho, até os benefícios governamentais. É por esse motivo que raramente você vai ver um dinamarquês trabalhando depois das 17h, mesmo na capital (a idéia é que a família sempre tenha tempo de jantar junto a noite). Além disso, trabalho é proibido no fim de semana - mesmo o comércio, tão importante, tem grande parte de suas lojas fechadas de sábado e domingo. Pode parecer desleixo, mas na verdade essa atitude em relação ao trabalho contribui consideravelmente para o bem-estar da população, sendo que Copenhague (capital dinamarquesa) ostenta com orgulho o título de cidade mais feliz do mundo. Mesmo sem supermercado de domingo.
Quando você pensa em países nórdicos, provavelmente imagina neve, uma lareira e uma boa e fumegante sopa no pão. Estranhamente, no entanto, as comidas típicas dos escandinavos costumam ser frias: conservas, peixes defumados ou em salmoura, sanduíches abertos de pão preto e pepino.
Dá para entender que, no passado, fazer conservas de tudo no auge no inverno era a melhor saída, mas esse gosto perdurou e permanece até hoje. Os pratos quentes existem também, claro, mas geralmente são servidos somente no jantar e não recebem tanta atenção como os pratos frios. Por exemplo, o prato típico mais conhecido (e consumido) na Dinamarca é o smørrebrød - basicamente, um sanduíche aberto no pão de centeio que pode receber uma variedade de coberturas frias, desde cortes frios como rosbife, peito de peru, etc, até peixe defumado, caviar, legumes em conserva ou qualquer outra coisa coisa que você tiver na geladeira.
A comida típica costuma ser fria

japão
Não que eu vá começar a almoçar pão com pepino e arenque marinado, mas pra um lanchinho não é nada mal.


japão

 www.ocioso.com.br

01.08.14

CHARLES CHAPLIN - O que se aprendeu com Chaplin? Artur Semedo, Raul Solnado, Luis Miguel Cintra, Herman José e Mário Viegas recordam os tempos de criança onde imperava a figura de Charlot e tentam desvendar o mistério do seu legado.


antonio garrochinho

O fantasma do vagabundo


Testemunhos sobre Charlie Chaplin
por
José Mendes

Publicado no Expresso de 15 Abril 1989




O que se aprendeu com Chaplin? Artur Semedo, Raul Solnado, Luis Miguel Cintra, Herman José e Mário Viegas recordam os tempos de criança onde imperava a figura de Charlot e tentam desvendar o mistério do seu legado.

Charlie Chaplin, erguido por Douglas Fairbanks e fazendo o truque do chapéu de Charlot, na frente da multidão na baixa de Manhattan, para promover as Liberty Bond (titulos de apoio à causa dos aliados durante a 1ª Guerra Mundial). 1918, Nova York, EUA. Foto LIFE Archive.

Para o realizador de O Barão de Altamira e O Querido Lilás, Artur Semedo, Charles Chaplin foi um extra-terrestre e uma figura predominante na sua carreira: «ele esteve sempre ligado a toda a minha vida de cinema, teatro e televisão. Foi, é e será sempre a contribuição mais decisiva para esta espécie de cinema de feira que penso, logo faço». Reconhecendo em Chaplin uma genialidade paradoxal, espartilhada entre a realidade e a ilusão e continuamente assente em lutas desequilibradas, o criador de Charlot marcou profundamente a sua vida artística. «Chaplin evangelizou-me com as suas inquietações perante o mundo, moldou-me desde menino, nesses tempos áureos e fúnebres em que a tosse convulsa nos levava desta para pior. Não tossi, cresci, passei a barreira do serviço militar e Chaplin continuou a ser o prolongamento do meu desajustado cérebro de artista - bom ou mau, não interessa, não sou eu que estou em causa, é a dívida que tenho para com ele».
Semedo confessa ser herdeiro de muito poucas coisas e, se não confirma se gosta de profetizar, não parece ter dúvidas em relação a Chaplin: «ele é imortal, vive em todos nós. A herança-Chaplin, posso dizê-lo, foi das poucas que tive. Ele é uma componente decisiva de toda a minha existência de solavancos tragicómicos. Só a ele peço perdão pela insuficiência do que por cá vou fazendo».


Charlie Chaplin com a roupa e a caracterização da sua personagem Calvero, no filme Luzes da Ribalta (Limelight, 1952), dirige os músicos e os bailarinos, rodeado da equipa técnica. Por trás de Chaplin está o assistente de realização Robert Aldrich, ao lado de camisa branca Buster Keaton e ao lado deste o director de fotografia Karl Stuss.  Foto W. Eugene Smith e  LIFE Archive.


Um legado universal

Raul Solnado pode ser considerado outro dos seus herdeiros. Basta para isso voltar a ver Dom Roberto (1962), de Ernesto de Sousa, onde o cómico português vive na pele de João Barbelas, um vagabundo sonhador que se apaixona por Maria (Glicínia Quartin), uma rapariga com um passado infeliz. No final tudo acaba o melhor possível e vão estrada fora cheios de ternura, esperança... e muita fome. Diz Solnado: «No dia em que Chaplin inventou Charlot, o vagabundo sonhador, romântico, carregado de generosidade, humanismo, nessa data, Chaplin não só ganhou o dia como ganhou a eternidade. Vagabundos existem muitos, Charlot só existe aquele. Ele provocava o riso por vários ângulos; porque é desajeitado, porque é megalómano, e porque quando parte para uma conquista já vai totalmente apaixonado».
Incluindo-se no número de actores cómicos que devem muito a Chaplin, Solnado não deixa de se surpreender por uma característica que, do seu ponto de vista, é admirável no realizador de Luzes da Ribalta: a capacidade de provocar o riso através da comoção e da revolta «que é, quanto a mim, a mais bela forma do riso. Charlie Chaplin é o génio que nos legou este património universal e hoje todos os cómicos do mundo são melhores por tudo o que quiseram aprender com ele».


Raul Solnado falando de Chaplin 27 anos depois: «Sou melhor actor por causa dele» e Raul Solnado e Glicínia Quartin em Dom Roberto (1962) de Ernesto de Sousa. Fotos copiadas do jornal Expresso.

Quanto a Luis Miguel Cintra, a figura de Charlot e a própria personalidade de Charles Chaplin estiveram longe de o influenciar. Mesmo assim, não deixa de constituir uma grata recordação de infância que o leva hoje a dizer que, por um princípio rígido de não seguir os gostos das maiorias, talvez tenha injustiçado o génio do actor britânico: «Eu vi muito mal os filmes do Chaplin. Quando os vi era muito novo e não os voltei a ver. Ao contrário do que seria de esperar e é espantoso, mesmo para mim, não se tratou de uma personalidade artística que me tivesse marcado. De maneira nenhuma! Lembro-me, em miúdo, em casa da minha bisavó, de nos fecharem a todos numa sala, a mim e aos meus primos, para ver, através de um projector que havia em casa dela, os filmes curtos do Charlot, como o Charlot na Patinagem e coisas assim».
A memória do fim da adolescência, apesar de marcada pelos filmes de Chaplin, fazem aparecer na sua vida outro actor a quem acabará por dar a preferência: Buster Keaton. «Era um tempo em que eu achava que gostava mais do Keaton do que do Chaplin e havia uma espécie de concurso entre os meus colegas para saber quem gostava mais de quem. Eu gostava do Keaton mas levei algum tempo a perceber porquê. Suponho que tem a ver com o facto de eu não gostar daquilo que a maior parte das pessoas gostam. Apercebi-me disso muito tarde e enervava-me toda a gente poder gostar do Chaplin».


Charlie Chaplin dirigindo Sophia Loren em uma cena do seu último filme A Condessa de Hong Kong (A Countess from Hong Kong, 1967). Londres, Reino Unido, 1966. Foto de Alfred Eisenstaedt e  LIFE Archive.

«Buster Keaton era o tal»

A relação com os filmes sonoros de Chaplin, particularmente em títulos como A Condessa de Hong Kong ou Um Rei em Nova Iorque, causaram-lhe impressão diferente. Adorou-os, evidentemente, «mas sempre com essa ideia já feita de que o Buster Keaton é que era o tal. Quando vi A Condessa já era mais velho e o que acabou por ser aborrecido foi que filmes como esse não os voltei a ver. Lembro-me de ter visto A Condessa de Hong Kong e de o ter achado deslumbrante, fabuloso e com uma espécie de sabedoria da vida que faz com que se possa tratar e falar das coisas mais simples e aparentemente mais banais e também isso só muito mais tarde vim a perceber o que significava.»
Para quem tem acompanhado, mesmo que de uma forma fugaz, a carreira de Luis Miguel Cintra, quer no teatro quer no cinema, seria surpreendente chegar à conclusão que também nele a herança de Chaplin passava por referente obrigatório. Oactor é o primeiro a admiti-lo: «para a minha carreira Chaplin não foi um referente. De facto, não o foi, mas acho que tem muito a ver com a idade com que vi os filmes. Lembro-me de ter ido ver Um Rei em Nova Iorque muito miúdo - nem sei se aquilo era para maiores de 18 anos - mas sei que fui ver noite e lembro-me que isso à era uma coisa muito extraordinária. Com As Luzes da Ribalta já foi diferente. Vi-o outras vezes e chorava do princípio até ao fim.»
Uma das razões que terão levado Luis Miguel Cintra a não incluir o nome de Charles Chaplin entre as suas referências obrigatórias deveu-se igualmente ao tipo de mensagem veiculada pelas películas do criador de Charlot. Enquanto pensava seriamente sobre que carreira deveria abraçar, o encenador do Teatro da Cornucópia estava decidido, em qualquer dos casos, a não suportar melodramas piegas: «ninguém me pode obrigar a dizer que o Chaplin foi muito importante para a minha formação artística. Isso, de facto, não sou capaz de dizer. Havia essa questão de se tratar de filmes muito comoventes e muito sentimentais e eu vi-os naquela fase em que todos os adolescentes combatem isso. Quer dizer, não podem ser sentimentais, têm de ser racionais, precisam de saber porque razão um personagem pensa isto ou aquilo e não se deixar embalar pela comoção. Foi o que me aconteceu em relação ao Chaplin, como se dissesse ‘não pode ser, isto é muito piegas!’»



Charlie Chaplin como soldado em Charlot nas Trincheiras (Shoulder Arms, 1918), foto LIFE Archive e como mordomo em A Condessa de Hong Kong (A Countess from Hong Kong, 1967). Londres, Reino Unido, 1966. Foto de Alfred Eisenstaedt e  LIFE Archive.


Humores de palhaço

Precisamente para contrapor o que lhe parecia a pieguice «insustentável» dos filmes de Chaplin, Luis Miguel Cintra encontrou em Buster Keaton a alternativa ideal já que o actor americano cultivava um «lado extremamente austero e misterioso» que lhe era muito mais agradável e que, ao mesmo tempo, fazia todo o sentido: «falar dos dois era quase como pensar na diferença entre o palhaço rico e o palhaço pobre. Para mim, o tipo de humor do Chaplin estava mais próximo do palhaço pobre e o de Keaton do palhaço rico, apesar da figura do Pamplinas não ter nada a ver com o palhaço rico. Naquele tempo, o lado melodramático do Chaplin era-me quase insustentável mas hoje acho isso uma estupidez total, adoro os melodramas, quanto mais piegas melhor!»
Chaplin, no entanto, possuía uma característica que, à partida, poderia encontrar em Luis Miguel Cintra uma resposta favorável a polivalência de actividades, a noção de espectáculo global e a forma corno, tomando um assunto específico, ele parecia estar sempre a falar da vida inteira ao mesmo tempo: «Acho que as grandes pessoas do espectáculo têm de ser assim, pessoas que não são capazes de distinguir o que é representar, o que é dirigir ou o que é iluminar. Para mim ele tinha a sabedoria típica das pessoas que, ao abordar um único assunto é como se falassem da vida inteira ao mesmo tempo. Isso é muito bonito e sente-se que quando está a fazer arte está a viver, quando está a fazer cinema está a falar da vida que é aquilo que toda a gente com certeza gostaria de ser capaz de fazer. Eu também gostava».


Charlie Chaplin vestido de Calvero descansando durante as filmagens de Luzes da Ribalta (Limelight, 1952). Foto W. Eugene Smith e LIFE Archive.

«Eu nunca morri de amores pelo Chaplin». Herman José abre assim o jogo que, não sendo desencantado, também não se compadece com o mito: «a única qualidade que a morte possui na classe artística é a de envolver de repente as pessoas numa bruma de misticismo onde tudo é desculpado e onde tudo é genial. As imagens do Chaplin têm, para mim, a mesma importância das do Bugs Bunny».
Acreditando piamente que o humor e a tendência para o disparate são coisas genéticas e que não se aprendem, Herman José viu os seus primeiros «chaplins» em casa dos pais, nos tempos de criança, e só quando fazia anos: «na altura havia os filmes de Super 8, os meus pais tinham um projector e traziam para casa, de vez em quando, uns Bugs Bunnies e se calhar uns Mickeys e uns Chaplins lá pelo meio porque encantavam as crianças. Quanto ao Chaplin, parece-me que ele soube pegar numa qualidade genética, aquela tendência para o disparate que é genética e não se aprende. Se me é permitido falar em nome de todos os humoristas de algum êxito, no fundo o que fazemos não é mais do que profissionalizarmos características que já tínhamos na primeira e na segunda infância e depois, segundo a nossa esperteza, podemos comercializá-las bem ou mal».
Sobre a personalidade de Charles Chaplin, da sua forma de trabalhar e das suas relações com as pessoas, Herman não tem dúvidas: ele estava longe de ser um anjo. «Chaplin era esperto. Era um comerciante, uma pessoa muito dura a dirigir, era violento nas suas relações e nas suas decisões e soube administrar maravilhosamente aquela qualidade de satisfazer a necessidade que o povo americano tem de ver pieguice (que o americano é muito criança enquanto público, precisa da lágrima ao canto do olho)».

«O meu Chaplin é o Benny Hill»

Para Herman José, a fase sonora da obra cinematográfica de Charles Chaplin é a mais deficiente porque já não consegue suster a importância que o realizador tinha alcançado no tempo do mudo: «quando eu comecei a amadurecer, olhava para o Chaplin sem uma grande paixão e essa paixão diminuiu quando comecei a ver os seus filmes sonoros onde já não consegue estar à altura da importância que tinha no mudo. Ele consegue disfarçar essa incapacidade porque era um homem cultíssimo, inteligente e que se sabia rodear muito bem mas, salvo raríssimas excepções, eu não considero os seus últimos filmes obras-primas».
Entre os personagens criados por Herman José, uma galeria notável e cada vez mais vasta, a figura do Sr. Feliz (na dupla «Feliz e Contente», ao lado de Nicolau Breyner) foi, por diversas vezes, ligada a Charlot. O fato negro, o chapéu de coco e a bengala indiciavam-no quase sem equívocos. Mas, segundo o autor de Hermanias, não era no «boneco» que a relação resultava: «o 'Feliz e Contente' foi inspirado no Dupont e Dupond, do Hergé mas, como aconteceu com o Chaplin, o que eu fazia era disfarçar a minha incapacidade para fazer outras coisas que não sabia fazer (estava no teatro há um ano) e os meus tiques pessoais, em certas coisas, poderiam ter alguma coisa a ver com o Chaplin mas só por coincidência e não por influência».
Um herói, para ele, se o tem de haver, é Benny Hill: «ele é muito discutido e contestado em certos círculos mas, quanto a mim, é genial. O Benny Hill é o meu Chaplin ». Assim, a grande lição do autor de Tempos Modernos, o seu maior ensinamento para aquilo em que Herman se veio a tornar resume-se à questão do trabalho. Também para Herman José tudo tem de ser feito com extremo rigor: «é certo que ele me deixou isso, mas o rigor é o que nós temos de aprender à nossa custa. Não há génios espontâneos em nenhuma profissão»
Quanto à personalidade de Charles Chaplin, Herman não partilha a opinião de Artur Semedo. O criador de Serafim Saudade tem de Chaplin a ideia de um homem sorumbático, mas reconhece que a partir dos quarenta anos todos os comediantes têm a tendência para compensar na vida privada a alucinação da vida profissional, «e olhe que eu conseguia suportar a pieguice dos filmes dele, talvez porque ela era tão bem produzida e em doses tão certas que não chegava nunca para chatear. Fazer melodrama sem ficar ridículo é uma arte dificílima que ele dominou, admiravelmente desde o princípio. Mas para mim não era um extra-terrestre, antes pelo contrário, ele não podia ter sido mais gestor, mais 'yuppie' e mais terrestre do que foi. Isso é que lhe deu o êxito»

Artur Semedo, com Zita Duarte, em «O Barão de Altamira»; Luis Miguel Cintra em «Os Canibais»; Mário Viegas em «A Mulher do Próximo»; e Herman José em «O Querido Lilás»: Influências e indiferenças face a Charlot. Copiado do Expresso.

O enorme peso do fantasma

«Ele é o maior actor do século XX». Quem o afirma, sem o mínimo sinal de relutância, é Mário Viegas que, apesar de não se lembrar de quando começou a ver os filmes de Charlot, recorda - também ele - as sessões em casa dos pais «com aqueles filmes todos cortados, que havia por aí, do Chaplin e do Bucha e do Estica» e do tempo em que assistia a catorze sessões seguidas de Os Tempos Modernos na sala do malogrado Teatro Monumental. «Foi sempre a pessoa que mais me comoveu ver a representar. Era uma máquina de fazer rir e de comover as pessoas, porque fazer rir é comover, as pessoas riem por emoção».
Mário Viegas sempre se perguntou se Charlot era um burguês decadente ou um proletário em ascensão. Muito poucos o terão provavelmente visto assim, mas para o actor e recitador, sempre concentrado no personagem Charlot, o «fantasma» de Chaplin pesa, enorme, sobre qualquer actor: «ele quebrou, através da figura do Charlot, a fronteira entre o riso e o choro e não há nada mais dramático, às vezes, do que fazer rir. Depois dele pouco mais apareceu. O Charlot não envelheceu com o actor Charlie Chaplin ao contrário de Buster Keaton, que era autodestrutivo e autêntico como no filme Filmem que ele tem a coragem de nos dar a figura de um Pamplinas velho. Ele é o grande actor cómico dos pobres e é um grande bloqueio - senti muito isso quando estava a fazer o filmezinho com o Sam - compreender que o Chaplin esgotou quase todas as formas. Ele é o complexo de inferioridade de qualquer actor».

Texto, titulo e legendas das fotos copiadas: José Mendes
Publicado no Expresso de 15 Abril 1989


Charles Chaplin rindo perdidamente durante as filmagens de Luzes da Ribalta. Chaplin estava a mostrar aos figurantes, como se devem comportar ao assistir a um espectáculo popular de Music Hall. 1952. Foto W. Eugene Smith e  LIFE Archive.



(Fotos LIFE Archive)

citizengrave.blogspot.pt

01.08.14

AS MAIS BELAS PINTURAS DO MUNDO - PINTORES FAMOSOS - FELICE FICHERELLI - FOTOGALERIA


antonio garrochinho

Felice Ficherelli (30 de agosto de 1605 - 5 de março de 1660) foi um pintor italiano do período barroco, nascido em San Gimignano e activo, principalmente na Toscana. Entre primeiros patronos de Ficherelli era o Conte Bardi, que convenceu Ficherelli a se mudar para Florença e para estudar com o pintor Jacopo da Empoli. A influência da Empoli é evidente nos tecidos suntuosos visto em muitas das obras de Ficherelli. Ficherelli foi apelidado de "Felice Riposo" .







 A MORTE DE CLEOPATRA
















01.08.14

Khadafy e os Democratas do Petróleo - E vós também, nojentos da Política que explorais eleitos o patriotismo! Maquereaux ("chulos") da Pátria que vos pariu ingénuos e vos amortalha infames! E vós também, pindéricos jornalistas que fazeis c


antonio garrochinho

Khadafy e os Democratas do Petróleo

 E vós também, nojentos da Política
 que explorais eleitos o patriotismo!
 Maquereaux ("chulos") da Pátria que vos pariu ingénuos
 e vos amortalha infames!
 E vós também, pindéricos jornalistas
 que fazeis cócegas e outras coisas
 à opinião pública!
 «A Cena do Ódio» de Almada Negreiros, excerto




(Segundo dados da ONU)

A Líbia ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da África e tem a mais alta expectativa de vida do continente. A educação e a saúde recebem especial atenção do Estado. O PIB per capita é de 13,8 mil dólares, o crescimento em 2010 foi de 10,6%, a inflação de 4,5%, a pobreza de 7,4% e a colocação no IDH é 53º (Brasil é 73º) todos esses índices melhores que o do nosso Brasil.
O país dispunha de vultosos ingressos, provenientes da venda de petróleo de alta qualidade, e de grandes reservas em divisas depositadas em bancos das potências européias e Estados Unidos, e com isso podiam adquirir bens de consumo e até armamento sofisticado, fornecido exatamente pelos mesmos países que hoje planejam invadi-lo em nome dos direitos humanos.


Ao se aproximar das potências ocidentais, Kadafi cumpriu rigorosamente suas promessas de desarmamento e ambições nucleares. Com isso, a partir de outubro de 2002, iniciou-se uma maratona de visitas a Trípoli: Berlusconi, em outubro de 2002; Aznar, em setembro de 2003; Berlusconi de novo em fevereiro, agosto e outubro de 2004; Blair, em março de 2004; Schröeder, em outubro de 2004; Chirac, em novembro de 2004. Todos exultantes, garantindo o recebimento de petróleo e a exportação de bens e serviços.


Kadafi, de seu lado, percorreu triunfante a Europa. Recebido em Bruxelas em abril de 2004 por Prodi, presidente da União Europeia; em agosto de 2004 convidou Bush a visitar seu país; Exxon Mobil, Chevron Texaco e Conoco Philips realizavam os últimos acertos para exploração do óleo por meio de ‘joint ventures’.
Em maio de 2006, os Estados Unidos anunciaram a retirada da Líbia dos países terroristas e o estabelecimento de relações diplomáticas.
Em 2006 e 2007, a França e os Estados Unidos subscreveram acordos de cooperação nuclear para fins pacíficos; em maio de 2007, Blair voltou a visitar Kadafi. A British Petroleum assinou um contrato “extremamente importante” para a exploração de jazidas de gás. Em dezembro de 2007, Kadafi empreendeu duas visitas a França e firmou contratos de equipamentos militares de 10 bilhões de euros. Contratos milionários foram subscritos com importantes países membros da OTAN.


Dentre as companhias petrolíferas estrangeiras que operavam antes da insurreição na Líbia incluem-se a Total da França, a ENI da Itália, a China National Petroleum Corp (CNPC), British Petroleum, o consórcio espanhol REPSOL, ExxonMobil, Chevron, Occidental Petroleum, Hess, Conoco Phillips.
O que se passa para que o “cachorro louco”, que se transformara em grande amigo, volte a ser o “cachorro louco”?
De um lado, a evidência de que as potências hegemônicas tudo farão para não perder o controle dessa vital fonte de energia. De outro, fatores geoestratégicos. Diante da revolta por mudanças democráticas dos países árabes do Norte da África e do Oriente Médio, é fundamental, no caso da Líbia, ter um governo absolutamente confiável, pressionando o vizinho oriental Egito para manter o tratado com Israel e não partir para políticas que desarrumem todo o contexto regional. 
(In, talodabrabera.blogspot.com, em 19-03-11)


Todas as fotos foram encontradas na ne


tcitizengrave.blogspot.pt

01.08.14

OLHÃO: POVO RANHOSO? - "Odeiooooooo!!... Já não basta termos que esperar em filas desesperamente grandes, eis que o civismo não abunda. Cheiro nauseabundo, crianças ranhosas e obsoletas, enfim... cada vez mais partilho a linhagem nas famílias trad


antonio garrochinho

OLHÃO: POVO RANHOSO?

"Odeiooooooo!!... Já não basta termos que esperar em filas desesperamente grandes, eis que o civismo não abunda. Cheiro nauseabundo, crianças ranhosas e obsoletas, enfim... cada vez mais partilho a linhagem nas famílias tradicionais. "
A expressão acima, foi utilizada por Jorge Miguel Tavares na sua cronologia do Facebook e acompanhava uma imagem do Registo Civil de Olhão, entretanto retirados porque alguém lhe terá chamado a atenção para o desastroso conteúdo..
Comecemos então por dizer quem é o Jorge Tavares; durante o mandato anterior, admitido pela porta do cavalo na Ambiolhão como técnico superior, mas que na verdade exerce as funções de assessor de imagem de António Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão. Curiosamente, embora a Lei determine a completa separação de poderes entre as autarquias e o sector empresarial local, reservando às autarquias os actos inerentes aos accionistas, a verdade é que sendo funcionário da Ambiolhão, o Jorge Tavares trabalha de forma efectiva na Câmara, o que só acontece porque um outro podre da politica, Eduardo Cruz, de seu nome, entende tratar-se de "serviços partilhados" numa de mais uma das suas invenções.
Ficámos a saber o que Jorge Tavares pensa da maioria do Povo de Olhão, uma cambada de ranhosos. Bastaria ser forasteiro para que numa atitude comedida, ainda que assim pensasse, não o dissesse, mas disse-o, e disse-o de um Povo que paga principescamente a este parasita, que tal como um barco velho, a meter agua pela popa e a precisar de um batoque. É evidente que se trata de uma opinião pessoal, que só a ele vincula. Será?É que se formos analisar os comportamentos, atitudes e decisões dos nossos autarcas, António Pina e Eduardo Cruz, em nada diferem da bacorada do Jorge Tavares. Serão necessários mais batoques naquela casa?Parece que sim!
Com o passar do tempo, a Câmara Municipal de Olhão, e António Pina já lá está desde 2005, tem vindo a promover guetos para onde encaminha os olhanenses, desinserindo-os da frente ribeirinha e desertificando zonas como o Levante, a Barreta, Mundo Novo e agora pretende fazer desaparecer as Barrequinhas. No passado ninguém se interessava por aquelas zonas, mas agora existe uma disputa enorme por cada palmo de terra, não para estar ao serviço dos olhanenses, mas para servir interesses dos especuladores imobiliários e ali introduzir o elemento estranho, os forasteiros.
Considerando que os olhanenses são feios, porcos, maus e ranhosos, há a necessidade de escondê-los de quem nos visita, como se o Povo, com as suas caracteristicas próprias e historia, não fizessem parte do nosso património e objecto de apreciação e valorização turística de quem nos visita.
F. d P., a única coisa que sabem fazer no exercício do Poder é denegrir o seu próprio Povo. Até quando?
REVOLTEM-SE, PORRA!


olhaolivre.blogspot.pt