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casepaga

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30.12.14

A VILA CONDENADA A DEMOLIÇÃO - Doel é um vilarejo de 700 anos situado perto do rio Scheldt, na Bélgica, que está enfrentando a ameaça de demolição. Seu único crime é que está localizada muito perto do porto de Antuérpia. Em algum lugar na dé


antonio garrochinho

Doel é um vilarejo de 700 anos situado perto do rio  Scheldt, na Bélgica, que está enfrentando a ameaça de demolição. Seu único crime é que está localizada muito perto do porto de Antuérpia. Em algum lugar na década de 70, decidiram que o porto de Antuérpia precisava expandir e Doel rapidamente se tornou um alvo para a demolição. A construção de um cais e terminal de contêineres de grande capacidade para receber navios de alto-mar já está em andamento bem ao lado da aldeia, e as autoridades portuárias propõe a construção de um segundo onde está a aldeia agora.

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A vila condenada de Doel e sua arte de rua surpreendente 01
Quando o plano para acabar com a aldeia foi anunciado, os moradores protestaram e com sucesso evitaram a demolição por várias décadas, mas o governo foi insistente e em 2008 um pelotão de 100 homens da polícia de choque foi enviada para a aldeia a fim de forçar a evacuação. A aldeia uma vez próspera, agora parece uma zona de guerra com ruas com escombros espalhados, e grandes e feias lacunas aparecendo por entre as casas.

Alguns moradores ainda insistem, mas a maioria já se mudou desde a década de 90. Com a saída dos moradores, um conjunto diferente de recém-chegados -artistas de toda a Europa- começaram a se mover pela cidade quase fantasma e estão lentamente transformando Doel em uma enorme tela artística de rua.

Fachadas inteiras desta localidade abandonada agora são dominadas por grandes obras do grafite. A aldeia pode estar quase desprovida de seres humanos, mas o grafite colorido e inspirador a mantém viva, mas infelizmente ninguém sabe até quando.

Como sempre lembramos em posts de arte urbana, grafiteiros são artistas que transformam as ruas em um espaço agradável ou questionador com obras de arte, pichadores são só um bando de fdp.
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30.12.14

Comparativo gritante entre a Coreia do Norte e os EUA - A comparação acima mostra algumas interessantes diferenças entre os Estados Unidos, e todos os países submetidos aos seus interesses, e a Coreia do Norte. Claro que os defensores do regime capita


antonio garrochinho

Comparativo gritante entre a Coreia do Norte e os EUA



A comparação acima mostra algumas interessantes diferenças entre os Estados Unidos, e todos os países submetidos aos seus interesses, e a Coreia do Norte. Claro que os defensores do regime capitalista podem recorrer ao velho clichê de que nos EUA existe “liberdade”, ainda que esse conceito vazio de liberdade consista no acesso em determinados direitos e privilégios, como ir ao médico ou para escola, poder viajar, ou a famosa liberdade de expressão, etc... (somente se tiver dinheiro, porque se não tiver para o capitalismo você não existe). Na realidade, e se fizemos caso o que nos repetem os meios de propaganda capitalista para a sociedade, se a Coreia do Norte é um país anti-democrático, como definir o desastre social e a desigualdade brutal existente nos Estados Unidos é claro também nos países submetidos aos ianques?

Vejamos as gritantes diferenças entre ambos os países que aprecem no comparativo acima:

1) Na Coreia do Norte não existe o desemprego, e o direito ao trabalho é total. Nos Estados Unidos e nos países que imitam ou onde impõe o seu modelo (a própria Coreia do Sul), o desemprego é no capricho dos interesses do mercado (ou o que é o mesmo, dos grandes mafiosos que o controlam).

2) O direito à moradia é uma realidade na Coreia do Norte, pois as casas e os apartamentos são gratuitos. Nos EUA, paradigma da “liberdade”, só tem direito à moradia quem pode pagar, e muitos, como no Brasil, na Espanha e em mais países onde a “democracia” do dinheiro fala mais alto, as pessoas se endividam durante toda sua vida para poder pagar, isso se não perder o emprego durante o caminho.

3) Já que todo mundo tem trabalho e moradia, não existem o que nos EUA chamam de “homeless” e no Brasil de “mendigos”. Outro gritante contraste social, pois todos os trabalhadores tem garantidos seus direitos de forma igualitária, isso nos EUA não existe.

4) A jornada de trabalho é de 8 horas ao dia de jure e de fato. Nos regimes capitalistas é, cada vez, mais, do jeito que sair do nariz do chefe.

5) Os trabalhadores são os proprietários dos meios de produção e por tanto participam nas reuniões de decisões da empresa. Nos EUA e em seus satélites os trabalhadores são escravos assalariados, que fazem e produzem o que decidem os que, em definitiva, ficam com os benefícios.

6) Na Coreia do Norte as crianças tem protegido seu direito ao bem-estar e o desenvolvimento. As crianças tem garantida gratuitamente uma praça nas escolas, por não falar do acesso pela saúde universal e de qualidade. Nos EUA e no resto das tiranias capitalistas, depende de qual família nasça a criança, e se seus pais não tiverem trabalho ou se são pobres, a criança sofrerá as consequências.

7) Na Coreia do Norte os homens e as mulheres recebem o mesmo salário pelo mesmo trabalho, e as mulheres não são cidadãs de segunda classe (nos EUA e no resto dos países europeus, as trabalhadoras
seguem ganhando bastante menos de que os seus colegas homens).

8) Na Coreia do Norte, o direito as férias são pagas pelo estado e o acesso para praias e hotéis estão garantidos para todos. Nos EUA e o resto dos países de seu império só quem descansa nas férias é quem pode pagar.

9) Na Coreia do Norte a educação é gratuita e de igual qualidade para todos a todos os níveis (desde o primário até a universidade). Nos países capitalistas, enquanto uns pagam uma educação privada de qualidade, outros se conformam com uma educação pública cada vez mais abandonada na sua sorte;

10) A saúde é na Coreia do Norte um direito universal e gratuito (com cobertura total de todas as patologias). Nos EUA, a UE e o resto dos países similares, inclusive os que foram sempre modelo de uma saúde avançada, a tendência é que se não pagar, melhor morrer.
11) Todos os trabalhos na Coreia do Norte são prestigiosos. Não existe diferença entre um secretário e um gari, pois os dois fazem uma função social indispensável. Nos países capitalistas fala mais alto a diferença social, e se despreza os trabalhadores que, geralmente por sua origem social, desenvolvam trabalhos simples, Boris Casoy nos explica claramente isso.

12) Na Coreia do Norte o nível alfabetização é de 99,9%. Nos Estados Unidos, “um de cada vinte e quatro cidadãos é analfabeto e 29% da população conta com uma capacidade básica para a leitura e a informática” (Los Angeles Times).



Se trata somente de algumas diferenças evidentes. Claramente que os trabalhadores norte-coreanos tenham seus serviços básicos assegurados, e que não tenham que pagar pela sua saúde, a educação, ou as férias, entre outras coisas, supõe o final do negócio para os mafiosos capitalistas, e por ele seus meios de propaganda não cessam em denunciar o suposto caráter anti-democrático da Coreia do Norte, enquanto vendem o fascismo norte-americano, no qual nele os direitos dependem do dinheiro que se tenha e, em definitiva, da capacidade de consumo, ou seja pela lei do mais forte (ou do mais rico), como uma suposta democracia por mero feito de que de vez em quando os trabalhadores podem votar.

É certo que a Coreia do Norte tenha situações melhoráveis e realidades criticáveis, mas o certo é que, desde o ponto de vista do trabalhador, a diferença com os Estados Unidos e o resto dos países submetidos a sua ideologia política e econômica, dominados pelos interesses das máfias multinacionais e de delinquentes multimilionários, é, rotundamente profunda.



Reação dos camaradas norte-coreanos
quando a mídia papagueia (ops, fala) sob
re o país
mundoalternativo360.blogspot.pt

30.12.14

Grécia e as ameaças de ostracismo - «Estava escrito nas estrelas e anunciado pelos oráculos de Delfos: o equilíbrio instável grego, entre uma austeridade medonha e um poder político de cristal, estava prestes a fragmentar-se.


antonio garrochinho

Grécia e as ameaças de ostracismo



«Estava escrito nas estrelas e anunciado pelos oráculos de Delfos: o equilíbrio instável grego, entre uma austeridade medonha e um poder político de cristal, estava prestes a fragmentar-se.

As eleições vêm aí, entre as ameaças de ostracismo decretadas pela União Europeia e a vontade própria dos gregos. Na antiga Grécia uma "ostrakon" era um pedaço de cerâmica onde os cidadãos de Atenas escreviam o nome que queriam ver removido da política e desejavam que fosse enviado para o exílio durante 10 anos. O propósito do "ostracismo" era ser uma espécie de limpeza administrativa de uma democracia.

Nestes tempos da União Europeia onde a democracia foi substituída pela austeridade tutelada por Bruxelas, e onde o poder democrático dos cidadãos está refém da chantagem orçamental e dos empréstimos externos, o braço-de-ferro entre a Grécia e a UE, especialmente se as eleições parlamentares não "correrem bem", vai determinar também parte do futuro de Portugal. O delicado equilíbrio reinante na União Europeia e na Zona Euro vai ser posto à prova durante 2015 em sucessivas eleições. No meio de um ambiente propício ao radicalismo político. A crise grega é apenas o aperitivo para o que poderá acontecer em França, Grã-Bretanha, Espanha, Portugal ou Dinamarca.

Entre o poder dos mercados, o valor do voto dos cidadãos e a política cega da União Europeia se verá se a Europa não irá ser uma pavorosa Medusa, onde cada um dos seus cabelos não se transforma numa cobra cuspideira onde todos passarão a atacar todos. E onde o pior que poderá acontecer será Bruxelas tentar ostracizar os cidadãos de cada país humilhado e farto de falsas esperanças e de austeridade sem fim. 2015 arrisca-se a ser o ano de todas as decisões para esta Europa que criou um mercado único, mas não criou um sistema democrático europeu. Afinal a crise agora não é apenas financeira. Nunca foi. É política. Como, desde o início, sempre foi.»

Fernando Sobral

entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

30.12.14

UMA LIMOUSINE FEITA A PARTIR DE FERRO VELHO QUE VALE UM MILHÃO DE DÓLARES - O que pesa 3.000 kg, tem 9 metros de comprimento e é feito integramente de lixo e ferro-velho? Uma limusine naturalmente. O Finn Jet pertence a Antti Rahko, um senhor finland


antonio garrochinho

O que pesa 3.000 kg, tem 9 metros de comprimento e é feito integramente de lixo e ferro-velho? Uma limusine naturalmente. O Finn Jet  pertence a Antti Rahko, um senhor finlandês de 72 anos de idade que emigrou para os EUA em 1984 e que demorou 10 anos inteiros para construir sua limusine a partir do zero, usando inicialmente a carroceria de duas Mercedes Benz station wagons unidas, peças diversas de um Chrysler Imperial 1962 e vários componentes de outros veículos.

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Uma limusine feita de ferro-velho que vale 1 milhão de dólares 01
As origens humildes do veículo são pouco visíveis hoje, mas Rakho diz que o processo de construção nunca está realmente completo. Todavia ele continua adicionando novas peças sempre que pode.

  - "Eu tinha minha própria loja de revenda de carros, eu comprava, vendia alugava e um dia tive a ideia de juntar dois carros que não conseguia vender nem com reza brava."  Assim a idéia para o Finn Jet nasceu. O carro hoje é é tão bem apreciado que ganhou um prêmio na competição Art Car Parade, em Houston, duas vezes.

No início deste ano, ele foi levado para a Europa pela primeira vez, para ser apresentado no Salão do Automóvel de Essen. Embalado seguramente em um recipiente de 12m de comprimento, os organizadores pagaram todas as despesas de transporte e até fizeram uma apólice de seguro de milhões de dólares para o carro.

Embora o Finn Jet pareça um pouco estranho do lado de fora, é algo que a gente pode se acostumar bem depressa, por causa do bom critério com o qual foi concebido até aqui. O exterior tem cerca de 86 faróis, 36 espelhos e duas carcaças de motores a jato. O interior é espaçoso o suficiente para acomodar 10 pessoas, e também vem equipado com um freezer, televisão, microondas e um par de unidades de ar condicionado.

Além do mais, há ainda uma sauna funcional instalada na cabine de passageiros. Para manter o funcionamento do bichão, três jogos de baterias e alternadores foram instalados. O que é mais legal sobre o Finn Jet é que apesar de todas as suas características de carrão de luxo, ele é econômico. Rakho diz que na estrada a limusine atinge cerca de 25 milhas por galão, o que dá mais ou menos uns 10,5 quilômetros por litro.

O carro tem um total de 8 rodas, que garantem que componentes como pneus e suspensão não fiquem sobrecarregados. Apesar da estatura gigantesca, não é muito difícil de dirigir nas curvas, e segundo Rakho isso só é possível porque as rodas traseiras são orientáveis, girando no sentido oposto das rodas dianteiras.

O Seu Rakho conta que teve alguns momentos muito bons com sua limusine. Não é apenas um carro para paradas e shows, já que faz viagens turísticas freqüentes até o Canadá, e também vai buscar seus amigos visitantes no aeroporto com ela. Ademais é uma das preferências entre alguns casais recém-casados de Palm Beach, na Flórida, para a recepção.

Outra curiosidade é que nunca foi parado pela polícia para que mostrasse seus documentos. Mas certa vez disse que levou um susto quando estava dirigindo até o Aeroporto Internacional de Miami e foi parado por 12 carros da patrulha rodoviária e um helicóptero. Aparentemente, a polícia só queria dar uma boa olhada e se fotografar junto ao carro. Mas agora que está envelhecendo e sua saúde já não é mais a mesma, correm boatos que está pensando em vender sua limusine, mas não vai ser muito barato, no entanto. A última vez que foi listado no eBay, um par de anos atrás, Rahko falou em algo por volta de 950 mil dólares 
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30.12.14

10 histórias de mulheres revolucionárias que você não aprendeu na escola


antonio garrochinho

10 MULHERES REVOLUCIONÁRIAS QUE VOCÊ NÃO APRENDEU NOS LIVROS DA ESCOLA


Algumas armadas com rifles, outras armadas com a caneta: 10 mulheres que lutaram muito por algo em que acreditavam e que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta
Todo o mundo conhece homens revolucionários como Che Guevara, mas a história geralmente tende a polir as contribuições de mulheres revolucionárias que sacrificaram seu tempo e suas vidas na luta contra sistemas e ideologias burguesas. Apesar dos falsos conceitos a respeito, existiriam milhares de mulheres que participaram em revoluções ao longo da história, com muitas delas exercendo papéis cruciais. Elas podem vir de diferentes espectros políticos, algumas armadas com rifles e outras armadas com nada além da caneta, mas todas lutaram muito por algo em que acreditavam.
Abaixo, estão 10 exemplos dessas mulheres revolucionárias de todas as partes do mundo, que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta.

Nadezhda Krupskaya
Muitas pessoas conhecem Nadezhda Krupskaya apenas como a companheira de Vladimir Lênin, mas Nadezhda foi uma política e revolucionária bolchevique graças a seus próprios esforços. Ela estava imensamente envolvida em uma variedade de atividades políticas e projetos educacionais – inclusive servindo como ministra interina da Educação na União Soviética de 1929 até sua morte, em 1939.
[Nadezhda Krupskaya]
Antes da revolução, ela serviu como secretária do jornal político Iskra, gerenciando toda a correspondência que atravessava o continente europeu, muita das quais tinham que ser codificadas. Depois da revolução, ela dedicou sua vida à melhora nas oportunidades educacionais para trabalhadores e camponeses, como por exemplo, sua luta para tornar as bibliotecas disponíveis para toda a população.
Constance Markievicz
Constance Markievicz (nome de solteira, Gore-Booth) foi uma condessa anglo-irlandesa revolucionária, nacionalista, sufragista, socialista e membro dos partidos políticos Sinn Féin e Fianna Fáil. Ela participou de inúmeros esforços para a independência da Irlanda, incluindo a Revolta da Páscoa, em 1916, onde teve um papel de liderança. Durante o levante, ela feriu um franco-atirador britânico antes de ser forçada a recuar e se render. Por consequência, foi a única mulher entre os 70 prisioneiros que foram confinados em solitária. Ela foi sentenciada à morte, mas acabou sendo perdoada por ser mulher. O promotor de acusação alegou que ela chegou a implorar, dizendo “Eu sou apenas uma mulher, você não pode atirar em uma mulher”. Todavia, os registros da corte mostram que ela, na verdade, disse: “Eu realmente queria que a sua laia tivesse a decência de atirar em mim”. Constance foi uma das primeiras mulheres no mundo a conseguir uma posição ministerial (Ministra do Trabalho da República Irlandesa, 1919-1922), e foi também a primeira mulher eleita para a Câmara dos Comuns em Londres (dezembro de 1918) – uma posição que ela rejeitou devido à política de abstenção do partido irlandês, Sinn Féin.




Petra Herrera
Durante a Revolução Mexicana, as combatentes femininas conhecidas como soldaderas entram em combate ao lado dos homens, apesar de elas frequentemente enfrentarem abusos. Uma das mais conhecidas das soldaderas foi Petra Herrera, que se disfarçou de homem e passou a se chamar “Pedro Herrera”. Como Pedro, ela estabeleceu sua reputação ao demonstrar liderança exemplar (assim como por explodir pontes) e terminou por se revelar como mulher.
[Petra Herrera]
Ela participou da segunda batalha de Torreón, em 30 de maio de 1914, junto de outras 400 mulheres, até mesmo sendo aclamada por algumas por merecer todo o crédito pela vitória na batalha. Infelizmente, Pancho Villa não estava disposto a dar esse crédito a uma mulher e não a promoveu para “general”. Em resposta, Petra abandonou as forças de Villa e formou sua própria brigada composta só de mulheres.





Nwanyeruwa
Nwanyeruwa, uma nigeriana da etnia Ibo, foi a responsável por uma curta guerra que geralmente é considerada o primeiro grande desafio da autoridade britânica no oeste da África, durante o período colonial. Em 19 de novembro de 1929, ocorreu uma discussão entre Nwanyeruwa com um oficial de censo chamado Mark Emereuwa por tê-la mandado “contar suas cabras, ovelhas e família”. Compreendendo que isso significava que ela seria taxada (tradicionalmente, as mulheres não pagavam impostos), ela discutiu a situação com outras mulheres e protestos, cunhados de Guerra das Mulheres, passaram a ocorrer ao longo de dois meses. Cerca de 25 mil mulheres de toda a região se envolveram nas manifestações, protestando tanto contra as mudanças nas leis tributárias, como pelo poder irrestrito das autoridades. No final, a posição das mulheres venceu, com os britânicos abandonando seus planos de impostos, assim como a renúncia forçada de muitas autoridades do censo.






Lakshmi Sehgal


Lakshmi Sehgal, coloquialmente conhecida como “Capitã Lakshmi”, foi uma revolucionária no movimento de independência da Índia, uma oficial do exército nacional indiano e, depois, Ministra dos Assuntos para Mulheres no governo Azad Hind. Na década de 1940, ela comandou o regimento Rani de Jhansi – um regimento composto apenas por mulheres que visavam derrubar o Raj britânico na Índia colonial. O regimento foi um dos poucos que tiveram combatentes apenas de mulheres na Segunda Guerra Mundial, em ambos os lados, e foi nomeado assim por conta de outra revolucionária feminina na Índia, chamada Rani Lakshmibai, que foi uma das figuras líderes da Rebelião Indiana em 1857.





Sophie Scholl


A revolucionária alemã Sophie Scholl foi uma das fundadoras do grupo de resistência não violenta antinazista, chamado a Rosa Branca, que promovia a resistência ativa ao regime de Adolf Hitler por meio de uma campanha anônima de panfletagem e grafite. Em fevereiro de 1943, ela e outros membros do grupo foram presos por entregarem panfletos na Universidade de Munique e sentenciados à morte por guilhotina. Cópias dos panfletos, reintitulados “O Manifesto dos Estudantes de Munique”, foram contrabandeados para fora do país para serem lançados, aos milhões, por aviões das forças Aliadas por toda a Alemanha.




Blanca Canales
Blanca Canales foi uma nacionalista porto-riquenha que ajudou a organizar a “Filhas da Liberdade” – ala feminina do Partido Nacionalista Porto-Riquenho. Ela foi uma das poucas mulheres na história a liderarem uma revolta contra os EUA, no que ficou conhecido como o Levante Jayuya. Em 1948, uma severa lei de restrição, conhecida como a Lei da Mordaça, ou Lei 53, em que se criminalizava a impressão, publicação, venda ou exibição de qualquer material que tencionava paralisar ou destruir o governo da ilha. Em resposta, os nacionalistas passaram a planejar uma revolução armada. Em 30 de outubro de 1950, Blanca e outros pegaram as armas que tinham escondido em sua casa e marcharam para dentro da cidade de Jayuya, tomando a delegacia, queimando o posto de correio, cortando as linhas telefônicas e hasteando a bandeira de Porto Rico, em desafio à Lei 53. Como resultado, o presidente norte-americano declarou lei marcial e ordenou que o exército e a força aérea atacassem a cidade. Os nacionalistas aguentaram o máximo que puderam, mas foram presos e três dias depois, sentenciados à prisão perpétua. Grande parte de Jayuya foi destruída e o incidente não foi coberto corretamente pela imprensa dos EUA – tendo até mesmo o presidente norte-americano dizendo que foi “um incidente entre porto-riquenhos”.




Celia Sanchez
A maioria das pessoas conhece Fidel Castro e Che Guevara, mas poucas ouviram falar de Celia Sanchez, a mulher no coração da Revolução Cubana, onde até mesmo rumores dizem ter sido a principal tomadora de decisões. Após o golpe de 10 de março de 1952, Celia se juntou na luta contra o governo de Fulgencio Batista. Ela foi uma das fundadoras do Movimento 26 de Julho, foi líder dos esquadrões de combate durante toda a revolução, controlou os recursos do grupo e até mesmo organizou o desembarque do Granma, que transportou 82 combatentes de México para Cuba, para derrubar Batista. Depois da revolução, Celia continuou com Castro até sua morte.







Fotos recolhidas na net por António Garrochinho

Kathleen Neal Cleaver



Kathleen Neal Cleaver foi uma das integrantes do Partido dos Panteras Negras e a primeira mulher do partido a fazer parte do corpo de “tomadores de decisões”. Ela serviu como porta-voz e secretária de imprensa, organizando também a campanha nacional para libertar o aprisionado ministro da Defesa dos Panteras, Huey Newton. Ela e outras mulheres, como Angela Davis, chegaram em determinado momento a contabilizar dois terços do quadro dos Panteras, apesar da noção de que o partido era majoritariamente masculino.



Asmaa Mahfouz



Asmaa Mahfouz é uma revolucionária moderna, a quem repousa o crédito de ter inflamado o levante de janeiro de 2011 no Egito, por meio de um vídeo postado na internet, encorajando outros a juntar-se a ela nos protestos na Praça Tahrir. Ela é considerada uma das líderes da Revolução Egípcia e uma proeminente integrante da Coalizão de Jovens da Revolução Egípcia.


Originalmente publicada em Whizzpast
operamundi.uol.com.br

30.12.14

DEPOIS DE 44 ANOS FICOU SABENDO PORQUE FOI QUE O INIMIGO O POUPOU - Em 20 de dezembro de 1943, decolava do campo de aviação RAF Kimbolton, Inglaterra, o bombardeiro B-17, chamado Ye Olde Pub, da United States Air Force (USAF) com a missão de bombardear


antonio garrochinho

Em 20 de dezembro de 1943, decolava do campo de aviação RAF Kimbolton, Inglaterra, o bombardeiro B-17, chamado Ye Olde Pub, da United States Air Force (USAF) com a missão de bombardear uma fábrica de aviões em Bremen, Alemanha. A tripulação da aeronave era composta por Bertrand O.Coulombe, Alex Yelesanko, Richard A. Pechout, Lloyd H. Jennings, Hugh S. Eckenrode, Samuel W. Blackford, Spencer G. Lucas, Albert Sadok, Robert M. Andrews e à frente de todos eles o jovem tenente Charles L. Brown.

Depois de 44 anos ficou enfim sabendo porque seu inimigo perdoou sua vida
A tripulação do Ye Olde Pub
Os dez homens conseguiram realizar a missão, mas a um alto preço, o atirador de cauda morreu e 6 tripulantes ficaram gravemente feridos, o bico sofreu danos, dois motores foram atingidos e dos dois restantes só um tinha suficiente potência. A fuselagem estava seriamente agravada pelos impactos das baterias anti-aéreas e caças alemães, inclusive o piloto Charles Brown chegou a perder a consciência momentaneamente. Quando despertou, sentiu o gosto de sangue na boca enquanto tentava estabilizar o avião e ordenar que atendessem os feridos.

Quando pensava que iria sofrer bastante para conseguir manter a aeronave no ar, chegou o pior... um caça alemão apareceu na sua traseira. Todos pensaram que havia chegado seu momento, mas o caça em vez de disparar, alinhou-se ao lado do bombardeiro. Charles virou a cabeça e viu como o piloto alemão fazia gestos com as mãos. Assim se manteve durante alguns instantes, até que o tenente ordenou um de seus homens a posicionar-se na torre da metralhadora, mas antes de poder cumprir a ordem, o alemão olhou nos olhos de Charles, fez um gesto com a mão e se foi.
Depois de 44 anos ficou enfim sabendo porque seu inimigo perdoou sua vida
Charles L. Brown e Franz Stigler
A duras penas, e depois de percorrer 250 milhas, o Ye Olde Pub conseguiu pousar em Norfolk, Inglaterra. O tenente contou a seus superiores o ocorrido, mas eles decidiram ocultar aquele ato de humanidade. Só que o tenente jamais esqueceu. Porque afinal aquele homem não havia derrubado sua aeronave?

Em 1987, 44 anos após aquele acontecimento, Charles começou a buscar pelo homem que havia perdoado a vida de sua tripulação, apesar de não saber nada dele e, muito menos, se ainda estava vivo. Assim colocou um anúncio em uma publicação de pilotos de combate:

- "Estou buscando o homem que salvou a minha vida em 20 de dezembro de 1943."

Em Vancouver, Canadá, alguém respondeu: era Franz Stigler. Após trocarem várias cartas e telefonemas, em 1990 conseguiram se encontrar. Foi como encontrar um irmão que não viam há mais de 40 anos e depois de vários abraços e alguma e outra lágrima, Charles perguntou a Franz:

- "Por que não derrubou meu avião?"

Franz explicou que quando alcançou o bombardeiro e já tinha um ponto de mira certeira para disparar, só viu um avião que a duras penas se mantinha no ar sem defesas e com a tripulação praticamente abatida. Não tinha nenhuma honra em derrubar aquela aeronave, era como abater um paraquedista ou chutar um cachorro morto.
Depois de 44 anos ficou enfim sabendo porque seu inimigo perdoou sua vida
Charles L. Brown e Franz Stigler
Franz havia servido na África às ordens do tenente Gustav Roedel, conhecido cavalheiro do ar, que inculcou a ideia em seus comandados de que para sobreviver moralmente a uma guerra, os soldados deviam combater com honra e humanidade; se assim não fosse, não seriam capazes de viver consigo mesmos o resto de seus dias. Aquele código não escrito em nenhum manual salvou a vida de Charles e seus homens.

O alemão ainda contou que tentou guiá-los para tirá-los do espaço aéreo alemão, mas teve que desistir quando notou que se aproximava de uma torre de controle alemã; se fosse descoberto com certeza teria como destino a pena de morte.

Durante vários anos compartilharam suas vidas e em 2008, com seis meses de diferença, faleceram os dois de ataque cardíaco. Franz Stigler tinha 92 anos e Charles Brown 87.

A bonita história termina aqui, mas logo após que os fatos foram divulgados na imprensa, começou um debate sobre a ação de Franz Stigler. Foi realmente nobre? Teria agido realmente com ética? Vou fazer o papel de advogado do diabo para tentar demonstrar que não.

Charles Brown acabara de bombardear Bremen, realizou uma missão que ao certo causou danos a capacidade aérea dos Alemães e seguramente as bombas atiradas por ele e seus homens acabaram com a vida de muitos alemães. Não foi um "dano colateral" -hipócrita expressão inventada décadas depois- senão que o bombardeio também tinha definidas pretensões de eliminar recursos humanos e não apenas as instalações. A mão de obra qualificada que fabricava os aviões era muito mais difícil de ser reposta do que as instalações.
Depois de 44 anos ficou enfim sabendo porque seu inimigo perdoou sua vida
Brown e Stigler com um quadro da reconstituição
Agora imaginemos que o tenente Charles decidisse mostrar um pouco de compaixão pelos pobres trabalhadores civis que construíam aviões em Bremen e em vez de lançar as bombas sobre pessoas indefesas, honoravelmente tivesse lançado suas bombas no mar. Mereceria reconhecimentos, distinções e honrarias por sua humanidade e compaixão? Lógico que não. O caso é que se não tivesse cumprido com seu dever, seria considerado traidor de seu país e enfrentaria uma corte marcial.

O dever de Franz Stigler era derrubar os bombardeiros da RAF para evitar que estes lançassem bombas sobre a Alemanha. Se o avião regressasse a Inglaterra, podia ser consertado e seus tripulantes participariam de novas missões, bombardeando outros objetivos. Ainda que a história não obvie este fato, o mas provável é que Charles e sua tripulação tenham participado em outros bombardeios e matado mais alemães.

Então, Franz tinha a obrigação, inclusive moral, de derrubar o Ye Olde Pub. Para isso tinha uma patente e haviam lhe confiado um caça, uma cara arma de guerra. Ele deixou de lado suas obrigações e traiu seu país, buscando unicamente seu benefício pessoal -sobreviver moralmente à guerra-. Merecia ter sido degradado, despojado de todas as honras e fuzilado.
Depois de 44 anos ficou enfim sabendo porque seu inimigo perdoou sua vida
Ainda que Franz estivesse no bando dos "homens maus" ao lado do eixo, não justifica sua traição. Já que então pensava que pertencia aos "bons" -estão entendendo?-.

A ação de Franz não foi honorável, nem humanitária nem ética, foi covarde -que é uma atitude muito humana, mas não humanitária-. Aposto que não teve problemas de lançar bombas sobre cidades, mas não foi homem o bastante para disparar contra pilotos que tinha a seu lado e com os quais deveria ter mais empatia e portanto sofreria um maior dano moral.

FICA A QUESTÃO.....CORAGEM OU COVARDIA !


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30.12.14

HIPPIE HIPPIE, URRA ! - Portugal. Portugal não teve anos 60. Portugal era o TV Rural, as picarias, as festas da aldeia, o Roberto Carlos, o Nelson Ned e o Gianni Morandi, o Benfica-Sporting, as casas de pasto, os salões de bilhar, o natal dos hospitais


antonio garrochinho

HIPPIE HIPPIE, URRA


Perguntou-me a minha filha se eu fui hippie ou yuppie.
A pergunta não faz sentido, embora se deva dar o desconto por ser feita por uma garota de 22 anos. Primeiro, porque não se trata de uma disjunção. Não se pode ter sido hippie OU yuppie, pois não são realidades sociais concomitantes. Hippies é coisa dos anos 60, yuppies, dos anos 80. Segundo, porque feita assim a pergunta dá a ideia de que só existem essas duas possibilidades. Por fim, mas não menos importante, porque não faz sentido falar de um movimento hippie em Portugal.
Portugal não teve anos 60. Portugal era o TV Rural, as picarias, as festas da aldeia, o Roberto Carlos, o Nelson Ned e o Gianni Morandi, o Benfica-Sporting, as casas de pasto, os salões de bilhar, o natal dos hospitais mais o festival da canção, os emigrantes, os magalas e as sopeiras. Mais do que o trio sexdrugs and rock and roll, Portugal era o Trio Harmonia. Mais do que o duo Sonny & Cher era o Duo António Calvário & Madalena Iglésias. Claro que havia urbanas festas de garagem alimentadas com Doors, Stones e Janis Joplin e condimentadas com uns charros apesar dos avisos de Droga, Loucura e Morte pelas paredes de Lisboa. Como havia jovens de classe média que iam a Londres ou Paris. Mas isso era para quem tinha dinheiro para comprar discos, dar-se ao luxo de passar fome no estrangeiro, ser filho de alguém que tivesse uma vivenda com garagem e andasse no liceu, coisa nada fácil naquele tempo. Ah, e nos anos 60 eu era uma criança.
Mas mesmo em Inglaterra, EUA ou França, o que foram os anos 60? Ok, foram muita coisa. Longe, porém, de se poderem reduzir a um filme chamado Woodstock, meia-dúzia de fotografias com valor iconográfico, a umas canções subversivas e às recordações de uns velhotes que falam hoje do seu tempo como se eles e o seu tempo fossem um centro. A não ser que se trate de um centro de reabilitação.
Mas se a pergunta da minha filha merece desconto, imperdoável foi a estupidez da resposta do pai: hippie. Ou seja, a criatura que acabou de escrever toda esta lengalenga é precisamente a mesma que respondeu isso mesmo: hippie.
A frequência dos meus episódios de estupidez é preocupante. Isso, todavia, não refreia o meu desejo de tentar perceber a sua origem. Quer dizer: sou estúpido mas gosto de ter a consciência de que sou estúpido e de saber por que sou estúpido. Esta vez não foi excepção. A minha filha fez-me uma pergunta. Uma pergunta errada e mal formulada. Uma pergunta com duas gavetas: a gaveta dos hippies e a gaveta dos yuppies. Ora, eu nunca fui um hippie, aliás, nem poderia tê-lo sido. Porém, o que se passou na minha cabeça para ter dado uma resposta arrastada pelo nível falacioso da pergunta?
Em primeiro lugar, uma necessidade de objectividade, funcionalidade e objectividade que ocorre habitualmente ao nível da comunicação. Por exemplo, quando na rua nos dizem "Olá, estás bom?", nós respondemos "Tudo bem, e tu?" E o outro responde "Tudo bem também", e seguimos viagem. Ninguém vai fazer entrar em pormenores nem é esse o objectivo da pergunta. Claro que perguntarem-nos se somos A ou B não é o mesmo do que um cumprimento. É mais complexo. Só que mal a minha filha fez a pergunta, de imediato percebi que estava a ser mentalmente orientada por um estereótipo e que apenas queria arrumar-me numa das duas gavetas. E eu quis ser eficaz, tendo para isso sacrificado a complexidade que a pergunta exigia.
Agora, e em segundo lugar, por que razão disse eu ter sido um hippie apesar de nunca o ser? Porque, num processo mental de uma rapidez absolutamente fulgurante, associei meia dúzia de referências alojadas num cantinho do meu cérebro cuja textura é mais imaginária do que racional. Foi assim uma resposta feita de músicas que ouvi, ideias que tive, roupas que vesti, cabelo e barba comprida que usei, coisas que fiz, ou que nunca fiz mas desejei fazer.
Daí eu ouvir a pergunta e responder com a mesma espontânea naturalidade se me perguntassem se sou do Benfica ou do Sporting, se gosto mais  de Bergman ou de George Lucas, se prefiro ir à National Gallery ou ao Madame Tussaud, se gosto mais de um dia de Outono ou de um dia escaldante de Verão, se prefiro jaquizinhos fritos com arroz de tomate ou uma pizza congelada, se gosto mais de azul ou de verde alface.
O que é assustador não é a minha estupidez ao dar uma resposta errada ou falsa à minha filha. Eu sou eu, e a minha estupidez só por si não trará grande mal ao mundo. Assustador é poder chegar a perceber que grande parte dos pensamentos mais comuns dos seres humanos se baseiam neste tipo de processos mentais básicos, espontâneos, quase involuntários. Muitas vezes com consequências que podem ser más. Noutros, podendo mesmo ser tenebrosas.


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30.12.14

TUDO ISTO É FEITO COM ASAS DE BORBOLETAS MORTAS - Vadim Zaritsky, um ex-policial se tornou artista e entomologista que utiliza um meio muito estranho para suas obras de arte: asas de borboleta. Os temas de suas originais pinturas variam de paisagens a na


antonio garrochinho

Vadim Zaritsky, um ex-policial se tornou artista e entomologista que utiliza um meio muito estranho para suas obras de arte: asas de borboleta. Os temas de suas originais pinturas variam de paisagens a natureza morta passando por retratos de personalidades políticas e artistas famosos.

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Pinturas feitas com asas de borboletas mortas 01
Pode parecer cruel, mas antes de rotular a arte de Vadim Zaritsky como um crime contra a natureza, é preciso saber que só usa asas de borboletas mortas que ele encontra nos caminhos e estradas ao redor de sua casa na cidade de Lipetsk, 438 km ao sudeste de Moscou, e espécimes mortas doadas por colecionadores de borboletas. Se por acaso ele encontra uma borboleta viva, ele mata. (Mentira! Só estou tentando ser engraçadinho. emoticom)

- "Para os colecionadores de borboletas, as asas devem estar perfeitas. Se estiverem um pouco danificados ou parcialmente desbotadas, eles preferem descartá-las. É uma pena jogar isso fora, mas em alguns casos eu também não posso usá-las, pois bactérias pré-existentes podem infestar toda a obra", ensina Vadim.

Um dia, ocorreu a ela que essas peças saudáveis descartadas podiam ser recicladas em arte. Então começou a usar essas asas como matéria-prima de sua arte, e nos últimos cinco anos criou mais de 100 obras de arte de diferentes tamanhos e temas. O entomologista russo leva entre uma semana e vários meses para completar uma pintura com asas de borboleta.

Zaritsky era colecionador de borboletas desde que era uma criança, mas foi só depois da aposentadoria de seu trabalho como policial, há dois anos, que começou a se dedicar a esta paixão.

- "Eu finalmente entrei em contato com minhas origens", diz ele. "Antes eu trabalhava para ganhar a vida e negligenciava as coisas que me faziam feliz. Embora, devo admitir que eu sempre gravitei em direção de uma percepção criativa, mesmo como um oficial de marinha ou um policial. Sempre aproveitei qualquer chance de experimentar a beleza do mundo. Agora me regozijo com a possibilidade de criar meus trabalhos sempre que eu quiser".

Apesar de não ser uma novidade, alguns mestres africanos usavam asas de borboleta em sua arte, nenhum deles exibiu o talento de Vadim, e talvez por isso é que seja considerado um pioneiro nesta fascinante técnica.

A maioria dos amantes de arte apreciam as pinturas Vadim, mas há sempre pessoas mais sensíveis que insistem que ele e outros entomologistas estão perturbando o equilíbrio natural, dizimando a população de borboletas. Para tranquilizá-los, ele sempre cita Vladimir Murzin, um conhecido entomologista russo:

- "Os insetos são um elo natural na cadeia alimentar entre plantas e vegetais. A natureza os projetou como fonte de alimento para outras espécies. Este tipo de extermínio natural não tem nenhum efeito sobre as populações de insetos, uma vez que se multiplicam a uma taxa muito mais rápida. Por exemplo, em apenas um distrito do Texas, morcegos comem mais de 240 toneladas de insetos todas as noites. Que dano nós entomologistas poderíamos possivelmente causar?"

- "Uma borboleta vive por apenas algumas semanas, enquanto as minhas obras dão às pessoas a oportunidade de admirá-las por muitos anos", conclui poeticamente Zaritsky.
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Fonte: Indrus.


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30.12.14

UM FESTIVAL DE LUZES NO INVERNO JAPONÊS - Nabana no Sato, um jardim botânico que vira um parque temático de luzes na ilha de Nagashima em Kuwana. Inaugurado ontem, ele foi chamado de um dos melhores shows de luzes de inverno em todo o Japão.


antonio garrochinho

 Nabana no Sato, um jardim botânico que vira um parque  temático de luzes na ilha de Nagashima em Kuwana. Inaugurado ontem, ele foi chamado de um dos melhores shows de luzes de inverno em todo o Japão.


O parque realmente supera-se por usar milhões de LEDs em todo o imenso terreno, incluindo água e jardins. O tema deste ano é "natureza" e promete cenas belíssimas, incluindo um belo nascer do sol inspirado no Monte. Fuji, da madrugada, um arco-íris no céu, e até mesmo uma aurora.

As estrelas do show são os famosos passeios através de túneis de luz que envolvem completamente o espectador, fazendo parecer como se estivessem caminhando por brilhantes portais mágicos.
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Fonte: Mie Guidebook.


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