Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casepaga

casepaga

01.06.15

Bono Vox em Parceria com a Monsanto e G8 para Bio-destruir a África


antonio garrochinho

Bono Vox em Parceria com a Monsanto e G8 para Bio-destruir a África


No ano passado, na Cúpula do G8, realizada em Camp David, o presidente Obama se reuniu com a indústria privada e chefes de Estado africanos para lançar a Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional, um eufemismo para monocultura, culturas geneticamente modificadas e agrotóxicos que visam tornar os agricultores endividados e escravos das empresas, enquanto destroem a ecosfera por lucro.

Bono, do grupo de rock U2, é um serviçal da Monsanto nesta missão.

É a fase 2 da Revolução Verde. Tanzânia, Gana e Etiópia são os primeiros a cair no engano, com Moçambique, Cote d'Ivoire, Burkina Faso e outros países africanos que se alinham com o "Grow Africa Partnership", sob o plano "Desenvolvimento Global Agrícola" de Obama.

Em, Obama Lança Modelo da Índia de Genocídio Geneticamente Modificado para a África, Scott Creighton escreve:

Mas a sociedade civil africana não quer fazer parte deste último alinhamento 'parceria público-privada' da Monsanto. O que será que os progressistas farão agora que seu herói impecável se aliou com o seu inimigo mais odiado para explorar um continente inteiro como fizeram à Índia não muito tempo atrás? Com um compromisso de US$ 3 bilhões, Obama planeja 'parcerias' com as mega-multinacionais como a Monsanto, Diageo, Dupont, Cargill, Vodafone, Walmart, Pepsico, Prudential, Syngenta International, e Swiss Re, pois, como um representante da USAID diz "Há coisas que só as empresas podem fazer, como a construção de silos para armazenamento e desenvolvimento de sementes e fertilizantes.'



Claro, isso é uma mentira descarada. Os cidadãos têm construído seus próprios silos por séculos. Mas é verdade que somente os engenheiros bio-destrutivos vão impingir sementes patenteadas e produtos químicos tóxicos na África. Creighton continua: Bono diz que tem que haver uma "parceria público-privada", a fim de conseguir este feito e que eles vão estar usando as ideias do povo africano e dos agricultores. Sério? Isto é o que os agricultores africanos dizem sobre isso...
"Pedimos que: - os governos, FAO, o G8, o Banco Mundial e o GAFSP reconsiderem sua promoção das Parcerias Públicas/Privadas, as quais, como eles estão imaginando agora, não são instrumentos adequados para apoiar as explorações agrícolas familiares, as quais são a base da segurança alimentar e soberania africana."
Eu me pergunto se isso poderia ser mais claro. Eles não querem as parcerias público-privadas envolvidas neste processo.... Não é suficiente que as enormes mega-corporações estejam esvaziando as nações da África, sugando os recursos minerais valiosos fora de suas colinas. Não. Como Bono diz sobre o desenvolvimento em África: 'Eles são futuros consumidores para os Estados Unidos. O presidente está falando de negócios. Isso é bom. É todo um novo paradigma de desenvolvimento hoje. O antigo relacionamento doador/receptor... acabou.'


O site Volatility entrou na conversa:

A história da agricultura corporativa e sua "Revolução Verde" é um exemplo perfeito de promessas não cumpridas e, portanto, mentiras comprovadas do corporativismo. O que foi a Revolução Verde? Com uma enorme e única injeção de combustíveis fósseis, e baseando-se sobre dez mil anos de agronomia, a agricultura empresarial  aumentou temporariamente a produtividade no âmbito da monocultura.


Mas, sobre a Revolução Verde, escreve o site Volatility:

O solo é privado de toda a nutrição e zumbificado devido as aplicações cada vez maiores de fertilizantes sintéticos. A monocultura está cada vez mais dependente do aumento da aplicação de herbicidas e pesticidas cada vez mais tóxicos. A implantação de transgênicos agrava essas vulnerabilidades. As fazendas industriais só podem existir com o crescente uso de antibióticos. Todos estes sistemas são extremamente tênues, vulneráveis, fraco e não resistentes. Eles estão todos garantidos ao fracasso. A monocultura hermética, e a agricultura industrial como tal, é uma grande flor de estufa que requer condições perfeitas para sobreviver....

A Revolução Verde foi um truque para usar combustíveis fósseis baratos para aumentar a produtividade do monocultivo, conduzir dezenas de milhões da terra, e utilizar a terra roubada e alimento para produzir alimentos temporariamente e artificialmente baratos para o consumismo ocidental.

Como com  o algodão Bt da Monsanto implantado na Índia, primeiramente os rendimentos foram melhorados e os agricultores lucraram. Agora, no entanto, de acordo com um memorando vazado do Ministro da Agricultura obtido pelo site Hindustan Times no mês passado: 
Os produtores de algodão estão em uma profunda crise desde a mudança para o algodão Bt.... Na verdade, o custo do cultivo de algodão saltou... devido ao aumento dos custos dos pesticidas. A produção total de algodão Bt nos últimos cinco anos foi reduzida.
memorando vazado definitivamente vincula os suicídios de agricultores à dívida de escravização possibilitado pelo modelo de alimento sintético gerado pela Monsanto, Dupont e outras corporações ecocidas: "A onda de suicídios de agricultores de 2011 a 2012 foi particularmente severa entre os produtores de algodão Bt." Estes não são todos o danos causados ??pelo indústria petroquímica sintética, conforme mostra este mapa das super-ervas daninhas de 2012 da Universidade de Wisconsin:

Mais da metade dos estados dos EUA estão agora assolados pelas super-ervas-daninhas induzidas agro-quimicamente. Um estudo patrocinado pela indústria da utilização de pesticidas prevê que até 2016, quase um bilhão de libras desses produtos químicos tóxicos serão derramados em solos norte-americanos.

http://www.anovaordemmundial.com

01.06.15

O Dia da Criança e a hipocrisia da sociedade


antonio garrochinho

O Dia da Criança e a hipocrisia da sociedade 



"Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a." 

(Johann Goethe) 



O DIA DA CRIANÇA deveria ser 

mais que um dia de comemorações, 

deveria servir para reflectirmos 

sobre tudo aquilo que deixamos de 

fazer por milhares de crianças, 

durante os 365 dias do ano.



O DIA DA CRIANÇA deveria ser 

mais que um dia de festas que 

durante o ano, ignoram os milhares 

que perambulam pelas ruas sem 

direito nada.



O DIA DA CRIANÇA deveria ser 


mais que um dia festa, deveria ser 

um momento para lembrarmos as 

nossas crianças que ao contrário 

delas, outras tantas não têm direito 

a uma família a uma casa a 

alimentação a amor, quem sabe se 

isso não as ajudará a serem menos 

hipócritas que a sociedade actual.



O DIA DA CRIANÇA deveria ser um 

momento de reflexão acerca do 

alheamento dos governantes em 

relação às milhares de crianças 

vitimas da prostituição infantil.


O DIA DA CRIANÇA deveria ser 


dedicado às milhares de crianças 

sem direito a cidadania, deveria ser 

dedicado às crianças que não tem 

lar, educação, saúde, alimentação...



O DIA 

DA CRIANÇA 



deveria ser 

dedicado 



àquelas que tiveramos seus 

direitos negados por uma sociedade 

hipócrita.



O DIA DA CRIANÇA deveria ser dedicado 


às vitimas da corrupção, aos que tiveram 

sua escola, sua merenda, sua casa, sua 

saúde, sua dignidade subtraída por uma 

corja de facínoras.


Enfim, O DIA DA CRIANÇA deveria 

ser mais que um dia de festa para 

alguns, que tudo ou quase tudo 

têm. 

Deveria ser dedicado as pequenas 

vítimas dessa sociedade hipócrita, 

insensível e muitas das vezes 

conivente com os que roubam os 

direitos desses milhares de meninos 

e meninas inocentes.



www.vladimirchaves.com.br

01.06.15

Seria Bom para o FMI se a Grécia Deixasse de Pagar


antonio garrochinho



Seria Bom para o FMI se a Grécia 


Deixasse de Pagar

Tradução do artigo de 26 de Maio de Bodo Ellmers, da Eurodad, sobre quão vantajoso seria para toda a gente, incluindo o próprio FMI, se a Grécia entrasse em incumprimento. 
Esta semana, a comunidade de credores enfrenta mais um momento de pânico; são cada vez mais as vozes influentes a defender que a Grécia devia deixar de pagar os empréstimos do Fundo Momentário Internacional (FMI), canalizando os escassos recursos públicos de que dispõe para fazer frente à crise económica e humanitária. Embora o primeiro Ministro Tsipras continue a tentar acalmar os credores, a ideia veio para ficar. E é boa: a Grécia devia não apenas adiar o pagamento dos empréstimos, mas pura e simplesmente entrar em incumprimento — isto é, deixar de pagar ao FMI definitivamente. Seria o ponto de partida para, finalmente, reformar o FMI e fazer dele um instrumento real e efetivo para responder às crises, em vez do fantoche político que é atualmente.
Empréstimos sem riscos podem transformar-se rapidamente em empréstimos irresponsáveis
Saia quem saia a perder de uma crise da dívida — normalmente, muita gente —, o FMI está sempre a salvo. É prática comum os devedores concederem-lhe o estatuto de credor preferencial, e pagarem sempre os empréstimos na íntegra e atempadamente. Embora não esteja escrito em parte alguma do direito internacional que exista um estatuto de credor preferencial do FMI — nem sequer nos próprios estatutos do FMI —, tradicionalmente, todos os países aderem a esta prática. Incluindo países como a Argentina, que foi considerada devedora incumpridora por juízes americanos, e não tem quaisquer intenções de manter boas relações com o FMI.
Pagar ao FMI geralmente implica um custo elevado para o desenvolvimento dos países devedores, e para os restantes credores, que são obrigados a aceitar cortes — maiores ainda se o FMI não participar na restruturação da dívida. O facto de toda a gente pagar ao FMI significa que os empréstimos são essencialmente sem riscos. E, como em todas as outras situações em que o empréstimo é considerado sem riscos, o credor é encorajado a agir irresponsavelmente, e a fazer coisas verdadeiramente estúpidas.
O histórico do FMI é um desastre
Uma delas foi a participação do FMI nas operações de resgate da Troika em benefício dos credores privados gregos, que começou em 2010. Era claro, desde o princípio, que a Grécia estava insolvente, que os empréstimos de resgate não iam recolocar o país numa trajetória de sustentabilidade da dívida, e que serviriam apenas para financiar o pagamento a credores privados, que acabariam por sair do país. Era também claro que a Grécia jamais teria capacidade para pagar os empréstimos, já que estas medidas não resolviam, nem tão pouco tinham algum impacto sobre, o problema da insolvência, limitando-se a alterar a estrutura dos credores — deixaram de ser detentores de obrigações, e passou a  ser a Troika. Noventa por cento do dinheiro emprestado foi direitinho para as mãos dos credores. Na verdade, as próprias regras do FMI proibiam tamanha estupidez, uma vez que exigem que países cujo peso da dívida é insustentável a reduzam para ter acesso aos fundos do FMI.
Não obstante, alguns dos «principais acionistas» do FMI tinham interesse no resgate dos seus próprios bancos e investidores, que tinham concedido empréstimos imprudentemente e estavam muito expostos à dívida grega. Foi assim que a Comissão Executiva do FMI aprovou, rapidamente, a «cláusula de exceção sistémica», que legalizou os empréstimos de resgate à Grécia, apesar de estes empréstimos violarem a regra que impede o FMI de emprestar dinheiro em situações claras de insustentabilidade da dívida (ie., a países insolventes).
Não foi difícil conseguir o apoio da direção do FMI, já que o Diretor Executivo de então, Dominique Strauss-Kahn, ainda considerava candidatar-se à presidência francesa, e, de entre os bancos estrangeiros, eram os franceses quem mais tinha a ganhar com as operações de resgate. Seguiam-se os alemães e os ingleses, pelo que a coligação de «principais acionistas» a favor dos resgates rapidamente ganhou força suficiente para vencer a resistência de vozes mais prudentes.
Precisa-se urgentemente de garantias contra a manipulação política
A presente tragédia grega é apenas um dos muitos casos de empréstimo irresponsável do FMI graças à pressão política dos «principais acionistas», que tendem a controlar esta instituição internacional (apesar da participação, quase universal, de 188 países) de acordo com os seus próprios interesses económicos e geoestratégicos. Exemplos anteriores incluem a apoio do FMI às ditaduras militares pró-ocidentais em todo o mundo, e o mais recente é o empréstimo generoso à beligerante Ucrânia, que ignorou, nitidamente, quaisquer considerações relativas à sustentabilidade da dívida.
Normalmente, são os membros mais pequenos do FMI que tentam evitar estes empréstimos irresponsáveis. Paulo Batista, que representa o Brasil e outros países da América Latina no próprio FMI, acredita que o Fundo «deu dinheiro para salvar bancos alemães e franceses, e não a Grécia… [e] onerou demasiado a Grécia, ao mesmo tempo que poupou os credores.» Mas é uma posição sem força. Por um lado, porque o sistema de voto do FMI — «um dólar, um voto» — não permite às economias mais pequenas grande influência. Mas também porque, com o atual sistema, o FMI recebe sempre o dinheiro de volta — independentemente de quão irresponsável tenha sido a concessão do empréstimo, são sempre terceiros a pagar o preço. Assim, é demasiado fácil convencer a direção do FMI a aceitar operações de empréstimo politicamente motivadas, que não fazem qualquer sentido do ponto de vista económico.
Reformar o FMI: de fantoche político a instrumento de gestão de crises
A maneira mais eficaz de evitar empréstimos irresponsáveis é tornar claro aos credores que não voltam a ver a cor do dinheiro se o emprestarem irresponsavelmente. É por isto que a Grécia devia entrar em incumprimento e obrigar o FMI a anular-lhe a dívida. Isto reforçaria substancialmente as vozes mais prudentes no seio dos processos decisórios do FMI.
Apenas a introdução do risco de incumprimento poderá transformar o FMI numa instituição mutuante respeitável. Apenas o envolvimento do FMI na restruturação de dívidas soberanas, quando são necessárias, pode garantir que os fundos do FMI não serão, no futuro, usados para salvar credores privados. A Grécia tem agora a oportunidade para desencadear um processo, há muito necessário, de reforma do FMI, ou, melhor ainda, um processo de responsabilização, que obrigue o FMI a dedicar-se exclusivamente à sua atividade de base, deixando-se de empréstimos políticos em benefício dos «principais acionistas», e garantindo liquidez de emergência a países em situações excecionais de aperto, segundo regras claras e justas.
Como é óbvio, os grandes poderes continuarão a dedicar-se a empréstimos de natureza política e geoestratégica, mesmo se deixarem de poder instrumentalizar o FMI para esse fim. Em qualquer caso, alguém vai ter de compensar o FMI pelas perdas causadas pelas operações irresponsáveis do passado. Porém, parafraseando Yanis Varoufakis, a maioria dos membros do FMI talvez queira mostrar o dedo aos «principais acionistas» e dizer-lhes: agora, resolvam o problema sozinhos.


observatoriogrecia.wordpress.com


01.06.15

Privatização da TAP e do Metro envoltas no nevoeiro negro da corrupção. Raquel Varela e Carlos Paz, denunciam a fraude.


antonio garrochinho

Privatização da TAP e do Metro envoltas no nevoeiro negro da corrupção. Raquel Varela e Carlos Paz, denunciam a fraude.



A privatização do Metro de Lisboa é mais uma farsa que visa 
beneficiar os privados e lesar o interesse público. Raquel Varela leu o 
caderno de encargos e garante que não entende como é que é possível 
ue aquilo que lá viu, seja legal. Tal é o descaramento com que nos roubam. 



Como se tem provado pela discussão pública em torno deste assunto, 
o objetivo da privatização não é a defesa do interesse público, mas 
sim a criação de novas áreas de negócio para os privados.
O modelo de concessão a privados em nada resolve os problemas 
de dívida das empresas públicas. Aliás, o Governo sabe disso tão 
bem que até se disponibiliza para que os contribuintes fiquem a pagar 
a chamada dívida histórica da empresa, retirando esse encargo do 
futuro subconcessionário e oferecendo-lhe assim a empresa ‘limpa’ 
de dívidas e pronta apenas para gerar lucros operacionais. Raquel 
Varela explica sem papas na língua, a falcatrua que está por trás da 
privatização da Carris e do Metro. Basicamente, como esta PPP, os 
prejuízos ficam por nossa conta (Estado) e os “privados” ficam os lucros!
Não deixe de ver este video... e partilhar. Portugal precisa de saber. 
As privatizações até poderiam ser positivas para o país, mas apenas 
em determinados sectores e levadas a cabo por representantes 
públicos capazes de defender os interesses de quem os elegeu e 
não os interesses privados de quem os compra.

De seguida deixo-os com mais uma denúncia do economista e 
comentador, Carlos Paz, que também consultou o caderno de 
encargos da privatização da TAP, e expõe a forma corrupta como 
a privatização está a ser levada a cabo. Uma vergonha que deveria 
revoltar o país inteiro, não por ser privatizada, mas pela forma como o fazem.
Na privatização da TAP estamos a ser ALDRABADOS
O processo de privatização da TAP foi desenhado por pessoas 
sem escrúpulos, foi aprovado por políticos desonestos, está a ser 
conduzido por corruptos e, apesar da existência da capa de uma 
comissão independente (ciosa da ribalta mediática), será concluído 
a forma que melhor servir uma enorme rede de interesses instalados.
Sem qualquer respeito pelo País, pela empresa, pelos seus 
trabalhadores e pelos trabalhadores de TODAS as empresas 
cuja atividade depende diretamente da atividade da TAP.
Para que se perceba a ENORMIDADE do que está a ser feito e a 
forma IGNOMINIOSA como está a ser feito, vale a pena conhecer 
alguns exemplos do processo:
O Caderno de Encargos da Privatização diz que é necessária a 
recapitalização da empresa, mas não diz:
- Com que valores;
- Em que prazos;
- Qual a necessidade de capitais públicos.
O Caderno de Encargos da Privatização diz que é necessária 
a renovação da frota, nomeadamente da Portugália, mas não diz:
- Em quanto tempo;
- Com que tipo de aviões;
- Quais as idades médias que se pretendem para a frota no curto e no médio prazo.
O Caderno de Encargos da Privatização diz que é necessária 
a manutenção do HUB do Aeroporto de Lisboa, mas não diz:
- O que é um HUB em concreto;
- Qual o volume de atividade da companhia que terá de permanecer na base de Lisboa;
- Como se vai regular (e supervisionar) esta atividade (e que acontecerá no pós-portela).
O Caderno de Encargos da Privatização diz que é possível uma compra 
e até 61% da Empresa, mas não estabelece:
- Percentagens concretas;
- Prazos e preços para o remanescente;
- Condições de salvaguarda da posição do Estado (de TODOS nós).
Resumindo: o Caderno de Encargos é PROPOSITADAMENTE:

- Omisso;
- Confuso;
- Aberto nas alternativas;
- Tecnicamente INCOMPETENTE.
Qual é o OBJETIVO?
Tornar IMPOSSÍVEL qualquer comparação OBJETIVA entre as diversas 
Propostas em jogo.
Então, qual o PORQUÊ de ser assim?
Para permitir, mesmo sob a capa de uma pseudo-comissão 
pseudo-independente, fazer a escolha do VENCEDOR não pelo 
interesse Nacional ou pelo interesse da Empresa mas sim baseado 
nos critérios que, PARA QUEM DECIDE, melhor sirvam os seus interesses:
- Melhor financiamento partidário;
- Mais dinheiro pago por fora;
- Garantias de Emprego de futuro para os decisores;
- Garantias de não averiguação de todo um passado de DESVIOS, 
ERROS, OMISSÕES e INCOMPETÊNCIA na Gestão da Empresa;
Quando for anunciado o vencedor de uma coisa teremos todos a 
CERTEZA: Independentemente de ser ou não aquela que era a 
melhor proposta para os interesses da Empresa ou do País, é, de 
certeza, a melhor proposta para os INTERESSES PARTICULARES de quem decidiu!
***
NADA tenho contra uma economia em que os fatores produtivos sejam 
privados, desde que regulados e supervisionados.
NADA tenho contra a privatização da TAP que, do ponto de vista técnico, 
é INDISPENSÁVEL para a sobrevivência da companhia a prazo.
NADA tenho contra empresários privados que apostem o seu 
investimento na mira da obtenção de uma remuneração JUSTA e 
HONESTA do seu capital.
TUDO tenho contra uma economia selvagem em que um Estado,
PROPOSITADAMENTE fraco, é manietado por políticos corruptos
 (de TODAS as cores), por grupos de interesses, por gente INDIGNA.
TUDO tenho contra QUALQUER privatização sem que, PROPOSITADAMENTE, existam 
condições para regular e supervisionar a empresa depois de privatizada 
(são disto exemplos claros o BES, a PT, a EDP, a REN, a ANA, os CTT, etc…).
TUDO tenho contra empresários que sem qualquer pudor alimentam 
esquemas de COMPADRIO e CORRUPÇÃO que têm como consequência 
o enriquecimento ilícito da maioria dos intervenientes no processo, à custa 
a MISÉRIA, do DESESPERO e da DESTRUIÇÃO das vidas de quem, com o esforço do seu trabalho, a única coisa que pretende é uma vida condigna.
Desculpem-me o desabafo: Já CHEGA de tanta PORCARIA! Já CHEGA de 
tanta ALDRABICE! Já CHEGA de tanta CORRUPÇÃO! Já CHEGA de 
estarmos CALADOS! 


http://apodrecetuga.blogspot.com

01.06.15

AS PENSÕES A DANÇAR


antonio garrochinho

AS PENSÕES A DANÇAR

Tem sido degradante assistir às discussões sobre a sustentabilidade das pensões dos portugueses, feita pelos partidos que têm partilhado o governo e os chamados “especialistas” na matéria, geralmente ligados a grandes empresas ou aos ditos partidos.

As soluções apontadas têm sido sempre a da diminuição dos montantes a pagar a quem se reforma, como se essa fosse a única possível. Outra conclusão dessas mentes brilhantes é que a descida da TSU, de patrões e empregados, poderia potenciar o emprego e consequentemente mais receitas para a Segurança Social.

Estas discussões estão pervertidas à partida, quando se sabe que o Estado descurou durante muitos anos a contribuição que lhe competia enquanto empregador, por decisão de vários governos que, não contentes com isso, usaram e abusaram de dinheiros da Segurança Social para outros propósitos, desbarataram fundos de pensões de várias empresas, deixando os encargos para a S. S., e atribuíram a políticos e não só, pensões em nada condizentes com as contribuições feitas para o sistema.


Será que estamos condenados a pagar para não ter beneficiar dessas contribuições? Não existirão outras formas de financiar as pensões, evitando assim a descida das mesmas?



pinderico.blogspot.pt


Pág. 70/70