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casepaga

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31.08.15

ARTE - Uma nuvem de 100.000 balões Iluminados suspensos no Covent Garden


antonio garrochinho

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Artista e fotógrafo francês Charles Pétillion acaba de lançar uma nuvem cumulus composta de 100.000 balões brancos iluminados no interior, de Londres CoventGarden. Intitulado 'Hearbeat, "a instalação foi criada como parte da próximo evento London Design Festival e se espalha pelo  tecto do South Hall  Edifício do Mercado.

Pétillion é conhecido por seu uso de balões brancos para preencher os espaços incomuns, uma série fotográfica que ele se refere como Invasões. Esta é de longe o maior instalação  e a sua primeira peça de arte pública. O nome da exposição é Pulsação 
As invasões de balões que eu crio são metáforas. Seu objetivo é mudar a forma como vemos as coisas que vivem ao nosso lado em cada dia sem realmente percebê-las. Com a  "Pulsação" eu queria representar o Market Building como o coração desta área -  a conexão do seu passado com o presente  para permitir que os visitantes possam re-examinar o seu papel no cerne da vida de Londres.
Cada balão tem suas próprias dimensões e ainda é parte de uma composição gigante,  que cria uma nuvem que flutua acima da energia do mercado.
A instalação poderá ser vista através de 27 de setembro de 2015, e você pode assistir a um vídeo timelapse de sua construção e uma entrevista com Pétillion abaixo. (viaDesignboom)

VÍDEO

FOTOGALERIA
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www.thisiscolossal.com

31.08.15

VÍDEO (TRADUZIDO PARA PORTUGUÊS) - Recordar Nietzsche


antonio garrochinho




Recordar Nietzsche


Nietzsche- Humano demasiado Humano
"A semente do pensamento disseminado por Nietzsche no século XIX prefigurava o pensamento dominante do século XX sobre os conceitos do existencialismo e da psicanálise. Este programa conta com entrevistas de grandes estudiosos do pensamento do Nietzsche sendo eles: Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filosofa) que sonda a vida e os escritos de Nietzsche. Além de mostrar também o papel da irmã de Nietzsche na edição de suas obras para o uso como propaganda nazista. Contando também com partes de prosas aforísticas extraídas de obras como A parábola de um louco e Assim falou Zaratustra, tentando com isto transmitir a essência e o estilo do pensador profético."Fonte BBC


livrespensantes.blogspot.pt

31.08.15

Conheça o mais poderoso antibiótico natural


antonio garrochinho


Junior LimaAugust 
Tomamos conhecimento desta receita através de uma revista europeia, especializada em medicina natural, pelo que observamos na pesquisa e segundo a revista essa receita teria sido desenvolvida na Europa medieval, em um momento que as pessoas enfrentavam epidemias e sofriam de vários tipos de doença.
O remédio caseiro foi avaliado por especialistas e foi constatado que o mesmo é um potente medicamento que age contra bactérias, fungos, vírus e vermes. Ele também aumenta a circulação de sangue e o fluxo linfático em todas as partes do corpo.
Seu segredo é a poderosa combinação de ingredientes naturais de alta capacidade curativa. Para resumir, este  tônico fortalece o sistema imunológico, atua como um antiviral, antibacteriano, antifúngico e antiparasitário, combatendo doenças e auxiliando nas infecções mais graves.
Então vamos a receita: A receita e fácil e simples de fazer, se você não conseguir todos os ingredientes tente reunir o máximo possível e lembre-se para que o remédio tenha força máxima é preciso estar com todos os ingredientes.
INGREDIENTES
700 mL de vinagre de maçã (compre uma marca boa e de preferência orgânico)
1 quarto da xícara de cebola picadinha
1 quarto da xícara de alho finamente picado
1 quarto de xícara de gengibre ralado
2 colheres (sopa) de rabanete ralado
2 colheres (sopa) de cúrcuma/açafrão em pó
1 pitada de pimenta-do-reino moida na hora
O+mais+poderoso+antibiótico+natural
MODO DE PREPARO
Misture todos os ingredientes em uma tigela, à exceção do vinagre de maçã. Transfira a mistura para um frasco de vidro, previamente esterilizado. Acrescente o vinagre. É preciso saber que dois terços do frasco devem ser ocupados pelos ingredientes secos e o restante pelo vinagre de maçã. Feche o frasco bem e agite-o vigorosamente. Mantenha o frasco em local seco, fresco e não exposto à luz solar durante 14 dias.
Nesse tempo, o frasco precisa ser agitado várias vezes ao dia. Depois de duas semanas, coe a preparação. Na hora de coar, esprema bem os ingredientes na peneira (com o auxílio de uma colher) para que caia todo o líquido. Guarde o medicamento num recipiente limpo. Seu antibiótico natural está pronto.
Não é necessário guardá-lo na geladeira. Ele vai durar muito tempo. A dose tem que ser pequena no início, pois o sabor é muito forte e picante. Dica: coma uma fatia de laranja depois de consumir o tônico; isso vai aliviar a sensação de calor. Não dilua em água, pois isso reduzirá o efeito.
Comece com 1 colher (de chá) diariamente. Se achar forte demais e enjoativo, diminua para meia colher. Com o passar do tempo, amplie para 1 colher (sopa) para fortalecer o sistema imunológico. Aumente a quantidade pouco a pouco, se possível, até a dose de um pequeno copo por dia.
Se você luta contra uma doença grave ou infecção, tomar 1 colher (sopa) de 6 vezes por dia. O antibiótico não contém toxinas, os ingredientes são todos naturais.  Mesmo assim, mulheres grávidas e crianças não devem consumir, a não ser que consigam a autorização de seu médico e, se conseguirem, a dose tem que ser menor (1 colher de chá). Não consuma com o estômago vazio.


ptsaude.com.br

31.08.15

ESPECIAL DESENVOLTURAS & DESACATOS -


antonio garrochinho

RUMORES DE GUERRA: ALGO VAI MUDAR NA SOCIEDADE NOS TEMPOS MAIS PRÓXIMOS

1 – Existem rumores de guerra em grande escala?

Existem e são reais.

Situemos os principais focos de conflito, que se 
podem exacerbar: Ucrânia, todo o Próximo e Médio-Orientes, Paquistão/Índia, Coreias, vários países de África, bem como manobras militares constantes quer em países europeus 
fronteiros da Rússia, quer no Extremo-Oriente.

Este empolamento pré-guerreiro está a ser acompanhado 
por um crescimento exponencial dos orçamentos 
militares, não só das potências já existentes, mas 
inclusive, de países considerados intermédios ou 
enredados, como «ornamentos» de cumplicidade, em 
alianças e parcerias económico-político-castrenses.

exercícios militares...

Desde os Estados Unidos à Rússia, passando pela China e 
Índia – e nos dois últimos anos, em particular, a 
Alemanha – mas igualmente potências menores, como o 
Irão, Brasil.
E, curiosamente, os espectaculares gastos orçamentais 
militares de países do Médio-Oriente, como a 
Arábia Saudita, Qatar e Israel.

Verifica-se que as Forças Armadas de países, como 
os EUA, Rússia, China, Índia, em menor escala o 
Irão, se transformaram em finalidade superior dos 
próprios Estados.

O que representa a militarização forçada desses 
países e, nesta corrida frenética de ocupação do espaço 
em busca de superioridade económica, que é o objectivo 
central de potências em concorrência, estão a 
contribuir para gastos não essenciais à evolução 
societária, agravando a crise financeira que se 
avoluma, permanentemente, sem parar desde o 
princípio deste século. Com especial relevância e 
visibilidade desde a crise financeira de 2007/2008.

e mais exercícios militares

2 – Este frenesim castrense não é resultado directo e primordial de divergências políticas, mas sim da evolução degenerativa da situação económica mundial.

A crise bancária-financeira de 2007/2008 fez vir à luz do dia a verdadeira realidade: o poder económico e político do mundo burguês capitalista já não pertence à burguesia no seu conjunto, mas está nas mãos de um sector estreito do mesmo – o lumpen capitalista financeiro especulador, afastado, cada vez mais, da actividade produtiva.

Se analisarmos a actual situação económica, temos de admitir que se está numa fase de convulsão financeira de maiores dimensões.

E o centro dessa convulsão são, perigosamente, os bancos centrais.

Com a crise de 2007/08, por pressão dos magnates do capital especulativo, que descapitalizou o sistema bancário, os seus representantes governamentais, obedientemente, transferiram a dívida privada para a dívida pública, o que levou os Bancos Centrais (sob a supervisão dos governos) a despejarem o dinheiro público para salvar aquele sistema.

Deste modo, o endividamento privado, transferido para o Estado, duplicou, praticamente, a dívida pública, e, o encargo desta *prenda* a custo quase zero para o grande capital.

O seu pagamento recaiu sobre os trabalhadores assalariados e os reformados e pensionistas, com cortes nos salários, pensões, imposto e mais impostos, conduzindo a uma recessão económica de grande envergadura, que atingiu, essencialmente, o sector produtivo. Até hoje.

Um estudo de 2013, da Reserva Federal norte-americana do Texas, calculou que a crise de 2007/08 custou ao povo norte-americano cerca de 28 biliões dólares, valor este que se aproximava do PIB do país. (fonte Infomoney).
fábricas abandonadas nos EUA

Houve uma inversão real no crescimento económico e social dos Estados Unidos desde 2008?

O que os valores estatísticos oficiais nos assinalam não são animadores. 

Segundo dados recentes da Secretaria do Comércio dos EUA, o Produto Interno Bruto do país cresceu apenas 0,2 % em relação à taxa anual, durante o primeiro trimestre deste ano.

Citado da Euronews (30 de Janeiro de 2015), a economia dos Estados Unidos cresceu 2,6% no último trimestre do ano passado, recuando quase para a metade dos 5% do trimestre precedente.

A secretaria do Comércio norte-americana estima ainda assim que, ao longo de 2014, o PIB da maior economia da Mundo tenha subido 2,4%, o que representa, na realidade, umas duas décimas mais  do que em 2013.

Significa que a economia, em 2015, está a decrescer, aceleradamente, face ao valor de 1% de crescimento que as previsões oficiais e de analistas, considerados como cotados, admitiam anteriormente.

O valor real do PIB pode, todavia, ser negativo, se se analisarem com perspicácia o que está por detrás do que o governo esconde.

Um dos factores principais daquela situação está interligada com o agravamento do défice comercial dos EUA.

Pesquisando os dados oficiais, verificamos que, desde 2009, altura em que registou alguma recuperação da economia nos EUA, surge uma redução contínua económica no país da ordem dos cerca de 8 %.

Logo, assistimos a um desequilíbrio do comércio, em grande medida, representa um desequilíbrio produtivo.

Vai ter reflexos em tudo o que diz respeito aos trabalhadores assalariados em detrimento dos movimentos capitalistas especulativos:

Assim, mesmo registando manipulações de dados oficiais, retira-se desses próprios dados que o desemprego nos EUA é grande. E isto porque, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho do governo de Washington, uma em cada cinco famílias norte-americanas ninguém está empregado.
fila de desempregados nos EUA

Ora, oficialmente, neste momento a taxa de desemprego está nos 5,5 %. Algo está errado no sistema estatístico.

Igualmente, não existe uma recuperação nos sectores profissionais da chamada *classe média*. Para isso basta, confrontar a posse de casas.

A 24 de Agosto deste ano, a agência Blomberg, citando o Instituto de Estatísticas dos EUA, a taxa de posse de casas dos EUA caiu para 63,4 por cento no segundo trimestre, o patamar mais baixo desde 1967.

O número de unidades ocupadas por inquilinos cresceu em cerca de 2 milhões de pessoas em relação a 2014, disse a agência no mês passado.

Ainda segundo a Blomberg, os donos de propriedades para alugar de menor tamanho, que representam a maior parte do mercado, têm sido limitados pela falta de opções de financiamento.

As exportações caíram para -5,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo a Secretaria do Comércio (Junho deste ano).

Referenciamos ainda – não visamos outros – uma questão grave que pode *rebentar* brevemente: a bolha de empréstimo a estudantes.

Segundo a Blomberg, apenas 37% dos estudantes que recorreram a empréstimos estão a reduzir os seus saldos prontamente.

A Moodys assinala que esta dívida estará nos três mil milhões de dólares, que se pode complicar, pois, existem indícios de que haverá cada menos reembolso do pagamento aos bancos, situação que está a alastrar às casas e até ao pagamento ao fisco.

E, claro aumenta o desemprego:  A Procter & Gamble anunciou que irá cortar até mais 6.000 empregos; A McDonald`s admite fechar cerca de 700 restaurantes no país; os analistas financeiras revelam que existe a possibilidade real de metade de todas as companhias de fracking nos Estados Unidos caírem na falência ou serem vendidas em finais de 2015.

Os alertas para um colapso das economias, não só dos EUA, mas da maior parte dos países, não provem de qualquer economista isolado, mas são efectuadas por instituições como o FMI, o Banco Mundial e até mesmo a Reserva Federal norte-americana.

3 – A actual crise chinesa segue a senda  do colapso do sistema financeiro que se iniciou em 2007/08, com o descalabro vigarista dos grandes bancos norte-americanos.

O jornal inglês The Telegraf, de 25 deste mês, noticia, citando a analista chinesa Charlene Chu (igualmente um estudo do IHS Global Onsight refere o mesmo problema embora com valores diferenciados) que o governo fez empréstimos da ordem de 15 biliões de dólares aos chamados *shadows banks* (ou seja empréstimos informais a especuladores, fora do sistema financeiro regulado).

Dinheiro este que desaparece em off-shores e operações *obscuras*, ficando as dívidas no Estado, que terão de ser pagas pelos contribuintes.


No ano passado, o banco JP Morgan, um banco que, curiosamente, entra neste tipo de especulação, estimou que este tipo de crédito foi responsável por 69% do PIB chinês em 2012.

Os sinais desta crise já eram sintomáticos para as próprias autoridades governamentais da China. No Congresso do Partido Comunista, a 5 de Março deste ano, o actual primeiro-ministrio, Li Keqiang, referia:“A pressão sobre a economia chinesa está-se intensificando”.

Um mês antes, o Instituto de Estatísticas da China assinalava o facto de se ter registado o mais baixo ritmo de crescimento da economia nos últimos 24 anos, tendo previsto que a meta de crescimento iria baixar. Sublinhava mesmo que o modelo económico capitalista implantado no país estava a falir.

Por outro lado, a China está em sarilhos com uma provável bolha imobiliária. Não se conhece a sua extensão, mas várias fontes e relatos admitem que entre 2010 e 2014, o crescimento exponencial da construcção civil teria contribuído, artificialmente, para que o PIB tivesse aumentado em mais de 50%.

Este crescimento é especulativo, pois não significou, na realidade, um incremento na economia real produtiva, ou seja o mesmo que sucedeu – e continua a suceder - nos EUA, na UE e outras economias ditas emergentes: crédito fácil, endividamento contínuo, crescimento da especulação bolsista, branqueamento de capital, esvaziamento dos cofres do Estado.

Desconhece-se o número real das chamadas *cidades-fantasmas*, construídas em série, sem serem ocupadas. Os números podem ir de 300 a 500.
cidades fantasmas na China

Mas, claro, a interligação da economia chinesa, neste momento, com as potências e países emergentes e em desenvolvimento, irá provocar rombos de uma dimensão que não se imagina.

4 – A sucessão constante de crises económico-financeiras capitalistas desde o início deste século – embora já marcadas por crises prolongadas desde 1973 (com a chamada crise do petróleo) são indícios precisos de que a lumpen-grande burguesia especulativa não consegue incrementar  a actividade produtiva, levando a uma situação que se começa a tornar evidente que a burguesia, no seu conjunto, e a nível mundial (com capitalismo liberal ou de Estado) está a transformar-se num obstáculo à evolução social.

É neste ambiente de colapso das próprias forças burguesas, que surgem os rumores de guerra. Elas procuram ganhar algum fôlego, na sua concorrência global, para evitar a sua ruína total.

A conjuntura, nesse sentido, leva-as a radicalizar o sistema político, buscando soluções ditatoriais de governação.

Os exemplos alastram, desde a Europa até aos Estados Unidos, passando pela América Latina, Japão e a China.

O aparecimento nos Estados Unidos de candidatos apelando ao nacionalismo fascista e ao racismo, não é um fenómeno isolado. 
O candidato republicano norte-americano Donald Trump

Ele emerge na Europa, abertamente ao luz do dia, partidos pró-fascistas estão em governos de vários países.

Mesmo os chamados democratas da União Europeia, os representantes no momento presente dessa lumpen grande burguesia favorecem esse aparecimento, jugulando qualquer tentativa de busca de um novo tipo de poder, mesmo com programas sociais-democratas ditos de esquerda, como sucedeu na Grécia, com o Syriza, e, procuram desmobilizar idênticos partidos em Espanha, Portugal, Inglaterra, França ou na própria Alemanha.

Todavia, com os últimos indicadores de uma nova crise capitalista mundial, verifica-se que as forças produtivas estão a fugir-lhe das mãos.

O capitalismo financeiro especulativo está a empurrar a sua própria sociedade para uma nova situação política. Pode ser uma guerra mais generalizada que a conduza à destruição, mas também pode estalar uma revolução.

Ora, seja qual for o choque violento que se avizinha, pode ser que leve os povos explorados a sair da moleza e amorfismo das últimas décadas, e, pelo menos acabar com o actual estado de coisas que tem levado ao empobrecimento e ao baixar das cabeças, com a maior da humilhação.

Se houver uma sacudidela que leve a fomentar uma nova consciência revolucionária nas classes trabalhadoras de hoje, pode ser que haja um novo caminho real de poderes económicos e políticos.


tabancadeganture.blogspot.pt

31.08.15

A comunicação social não está interessada no esclarecimento das pessoas


antonio garrochinho



A situação actual na comunicação social (CS), começa a dar ares de algo surreal, controlada toda ou pelo menos a grande maioria por pessoas ligadas às instâncias do poder instituído, tudo fazem para que as eleições legislativas se tornem em algo sem qualquer interesse. Para eles, CS, o esclarecimento das pessoas não tem qualquer interesse, antes pelo contrário, interessa que tudo continue na mesma, e que as pessoas continuem adormecidas, para esta CS o que interessa são as eleições presidenciais, ele é a candidatura da Maria de Belém, ele é candidatura do Marcelo, ou mesmo a não candidatura de Santana Lopes (como se isso tivesse algum interesse para o país), que só à sua custa já deu mais tempo de antena que a dada ao PS, para não dizer mais do dobro do PCP ou do BE.
Porquê este desinteresse? Certamente porque o que interessa não é relembrar as politicas que nos foram impostas pelos dois partidos que se encontram no governo hà quatro anos e que todos os dias nos vêm dizer que afinal estamos muito melhor do que há quatro anos, quando todos nós sabemos que tal não corresponde à verdade.
(Até tem o descaramento de nos vir dizer o aumento da cobrança de impostos não tem a ver com o aumento dos mesmos, como se não tivessem aumentado o IVA, o IRS, para além de terem criado uma sobretaxa, coisa nunca vista nos 40 anos de democracia). 
O que eu gostaria é a que CS desse a palavra aos portugueses e deixasse de nos hipnotizar com fait divers, das presidenciais e outras questões como sejam o (in)rigor da justiça, dessem menos noticias sobre as “universidades” dos futuros boys em que cada orador é pior do que outro, ou seja numa universidade a sério deve-se ser objectivo e não demagógico.
Basta de tanto desinformar, vamos lá a ver se no próximo mês que falta para a realização das eleições começam, a ser mais sérios e a preocupar-se menos com as presidências e mais com aquilo que nos interessa, e que passa por se saber quais são ideias que cada um dos candidatos a primeiro-ministro tem para os próximos quatro anos de governação, como seja por exemplo quais as suas politicas de impostos, de saúde, de emprego, que pretendem para o nosso país em termos de investimento, de divida pública, de crescimento etc, etc.
Até porque para as presidenciais ainda vamos ter muito tempo para discutir as mesmas. Sejam sérios e objectivos e deixem de apoiar determinadas tendências ideológicas, pois para isso já existem os respectivos meios de propaganda politica que cada uma das forças concorrentes tem a sua disposição.

MdM


www.cincotons.com

31.08.15

Há cada vez mais pedidos para licença de maternidade de oito meses


antonio garrochinho






Número de pais que gozam três meses extras de licença aumentou 56% em cinco anos. Pedidos de subsídio parental alargado não têm parado de crescer desde a sua criação, sendo concedido praticamente apenas as mulheres. Entre os homens aumenta o número dos que ficam em casa a cuidar de filhos doentes.










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“Este é um tempo que não volta atrás e eu pude ver os meus filhos crescer dia a dia." Luísa não disfarça o entusiasmo quando fala da sua experiência. Ela é uma das quase 14 mil pessoas que, nos últimos cinco anos, puderam gozar de um período adicional de licença de parentalidade, entre os cinco e oito meses da vida da criança, e guarda muitas memórias felizes desse tempo. Desde a entrada do subsídio parental alargado, o número de beneficiários aumentou 56%. Esta evolução regista-se exclusivamente entre as mulheres, sendo cada vez mais residual a percentagem de homens que recorre a este apoio do Estado.

Luísa tem dois filhos e gozou deste apoio, disponível desde 2010, em ambos. A diferença entre as duas experiências é apenas uma: “No segundo filho, que nasceu em 2013, já sabia que ia ficar em casa até aos oito meses. E por isso a tranquilidade era outra.” Esse tempo extra passado em casa com as crianças permitiu-lhe viver de perto “um tempo único na vida deles”. “Em vez ter a avó ou uma ama a ligar-me a contar as evoluções que eles vão tendo, pude vivê-las directamente”, explica.

O subsídio parental alargado é atribuído durante três meses, entre o quinto e o oitavo mês de vida das crianças. O apoio é concedido à mãe, ao pai ou a ambos alternadamente e a licença tem que ser gozada imediatamente a seguir ao termo do subsídio parental inicial ou do subsídio parental alargado do outro progenitor. Este período alargado de licença de parentalidade foi estabelecido em 2009 no Regime Jurídico da Protecção Social na Parentalidade e começou a poder ser gozado a partir de 2010. Desde então, o número de beneficiários não tem parado de crescer.

Em cinco anos, o número de pessoas a quem foi concedido o subsídio parental alargado aumentou 56%, passando de 2270 pais e mães que receberam este apoio do Estado em 2010 para 3535 no ano passado. Esta evolução “revela um maior conhecimento por parte das famílias da sua existência”, constata a professora da Universidade do Porto Isabel Dias, especialista em sociologia da família.

Os dados mostram também que são as mulheres quem continua a desempenhar o principal papel de cuidadora das crianças. “Elas são uma espécie de Estado-providência da família”, diz Dias. O aumento na concessão do subsídio tem-se verificado exclusivamente entre as mulheres que representaram, em 2014, quase 90% de todos os subsídios concedidos. Entre os homens, o número de beneficiários manteve-se praticamente estável ao longo dos cinco anos: no ano passado registaram-se os mesmos 379 pedidos que em 2010 e o número nunca foi maior do que os 403 registados em 2013.

Uma hipótese possível para explicar a sobre-representação das mulheres entre os beneficiários deste apoio está na própria modalidade de concessão do subsídio. O apoio do Estado nos três meses extra de licença de parentalidade é de 25% do vencimento. “Em média, as mulheres têm salários mais baixos do que os homens, por isso as famílias fazem essas contas e percebem que o impacto da perda de vencimento será mais reduzido se forem as mulheres a ficar em casa”, avalia a socióloga Isabel Dias.

Esta especialista da Universidade do Porto aponta ainda outro problema à forma como é concedido este apoio: o seu valor reduzido faz com que apenas as famílias com maiores recursos possam aceder a ele. Para os agregados familiares com vencimentos mais baixos é bastante mais difícil fazer face a uma perda de 75% no rendimento de um dos elementos. “É um corte muito grande e foi o principal grande contra que encontrei nesta experiência”, conta Luísa, que é magistrada e tem, por isso, um vencimento superior à média salarial nacional. “Nem todas as famílias conseguem suportar um corte destes, mas tive este privilégio e sei que tomei a decisão correcta.”

Ao contrário do que acontece com o subsídio parental alargado, o número de homens que beneficiam do subsídio de assistência a filho tem aumentado ao longo dos últimos anos. Em 2010, a percentagem de homens que ficavam em casa para prestar assistência a um filho por motivo de doença ou acidente era de 8,7% do total. No ano passado, esse valor aumento 2,1 pontos percentuais. Uma evolução que revela “uma certa tendência para nos aproximarmos de modelos europeus, mais paritários”, valoriza Isabel Dias. A socióloga compara, porém, os números relativos a estes dois apoios: “Não obstante a modernização de algumas tendências em Portugal, as mulheres continuam a ser as maiores sacrificadas quando falamos de questões familiares.”

O subsídio para assistência a filho é uma prestação pecuniária atribuída ao pai ou à mãe para prestar assistência imprescindível e inadiável, desde que ambos exerçam actividade profissional e o outro progenitor não requeira o subsídio pelo mesmo motivo, ou esteja impossibilitado de prestar assistência. No caso de filho com mais de 18 anos a atribuição do subsídio depende ainda de este estar integrado no agregado familiar do beneficiário. Este apoio teve uma evolução negativa ao longo dos últimos cinco anos, descendo 4,4% (de 76.029 em 2010 para 72.715 em 2014). Ainda assim o resultado do último ano foi melhor do que 2013, o ano do período em análise em que menos pessoas pediram este apoio: 67.898.

in:Publico

31.08.15

Portugal. DO EMPREGO – A FARSA DA COLIGAÇÃO


antonio garrochinho


Isabel Moreira Expresso, opinião
Como escrevi no meu último artigo, a direita usa a encenação como arma.
Em tudo.
Vamos ao emprego.
Em primeiro lugar, a direita tem um conceito de emprego - quando se deleita com variações de taxas trimestrais - que deve ser denunciado por quem preza a dignidade de cada um.
Para a direita, os beneficiários do RSI que “trabalham” sem serem pagos para o Estado têm “emprego”; para a direita, os recém- licenciados que estão que fazem biscates têm “emprego”; para a direita, as pessoas que investiram anos e anos na sua formação e estão a dar o seu melhor em recibos verdes, falsos recibos verdes, contratos a prazo renovados para sempre a auferirem uma miséria têm “emprego”.
Acontece que a palavra “emprego” significa emprego digno, significa segurança e possibilidade de confiança no traçar de planos de vida, significa direitos e proteção laboral, significa que não se pode trabalhar e continuar pobre.
Esta clivagem ética e ideológica entre PS e PSD/CDS é evidente, o plano de Passos foi confessadamente “empobrecer para crescer” e, ainda há pouco tempo, respondendo a uma pergunta, afirmou que falhou por não ter reduzido ainda mais os custos do trabalho.
Nunca o fosso entre PS e direita foi tão grande. A conceção de emprego que a direita emprega sem vertigens é uma das dimensões do tipo de comunidade que ambiciona criar: a comunidade do abandono; da destruição da escola pública; da destruição do SNS. Mas hoje vou focar-me no emprego e na encenação em torno de uma chaga nacional que a direita não vê sangrar.
O emprego retrocedeu quase duas décadas, para níveis de 1995. Durante a vigência deste governo, foram destruídos mais de 320.000 empregos.
Esta é a verdade e não vale a pena andar com papelitos a tentar mistificar o horror.
Há 160 mil desempregados em programas ocupacionais (antes deste governo, rondavam os 20 mil), que desaparecem das estatísticas apesar de continuarem a não ter emprego.
Também tem havido um recurso pouco criterioso aos estágios. Os estagiários também não contam para o desemprego, mas o Tribunal de Contas revelou que apenas 1/3 dos estagiários transitam para um emprego.
Há mais de 250 mil desencorajados: pessoas sem emprego e disponíveis para trabalhar, que deixaram de cumprir os critérios administrativos para demonstrar que procuraram empregam.
E muito maior seria o desemprego, não fora o quase meio milhão de portugueses empurrados para a emigração durante a vigência deste governo (emigração permanente e temporária, em algum dos anos desta legislatura).
Esta é a realidade que a direita pensa que esconde na sua encenação, na sua farsa.
No dia 4 de Outubro está em causa salvar um modelo de sociedade e a estratégia da direita radical falha isto: as pessoas atrás da farsa existem. E sabem que não têm o tal do “emprego”.



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