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casepaga

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01.10.15

OS IMPRESSIONANTES BUSTOS DE PHILIPPE FARAUT (repet)


antonio garrochinho

Philippe Faraut é um escultor especialista em fazer bustos com impressionantes linhas de expressão, algumas de sua esculturas dão a sensação de respirar, tal a perfeição. Se você é amante da arte ou/e pensa em enveredar pelo mundo da escultura, não pode deixar de ver estas imagens esculturas sensacionais, além de que no final tem um vídeo muito bacana onde o artista mostra toda a sua técnica para criar um rosto humano.





Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut

Bustos de Philippe Faraut



VÍDEO







http://www.mdig.com.br/

01.10.15

8 segredos bizarros de beleza no passado


antonio garrochinho


destaque
Quanto mais o tempo passa, mais parece que as mulheres e todas as demais pessoas vaidosas da face da Terra vão cada vez mais longe em nome de padrões de beleza. Como você já deve saber, o hit hoje em dia, além das academias e das dietas loucas, consiste em segredos de beleza malucos, que englobam desde soluções caseiras até mesmo cirurgias plásticas invasivas, sejam para a retiradas de algumas costelas, seja para um preenchimento com Botox.
Acontece, no entanto, que essa onda frenética pelos cuidados estéticos está muito longe de acabar e o pior: não é algo inventado recentemente. Antes mesmo de seus avós nascerem, em um tempo em que a higiene era artigo de luxo, mulheres e homens ao redor do mundo já tinham seus segredos de beleza.
E, como você vai poder conferir na lista que preparamos, vários desses segredos de beleza do passado eram tão ou mais bizarros quanto os de hoje. Isso porque as pessoas já faziam loucuras desde sempre para ter pele, cabelos e corpos bonitos e chamativos. O problema, no entanto, eram os métodos usados para isso.
Até mesmo ferro, chumbo e outras substâncias, inclusive as radioativas, faziam parte dos segredos de beleza de épocas passadas. Dá para acreditar? Mas essa lista bizarra, claro, não para por aí.


1. Dentes mais brancos

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Não se sabe se é boato ou se essa loucura realmente aconteceu, mas dizem que um dos segredos de beleza dos antigos romanos consistia em deixar os dentes mais brancos. Agora, como eles conseguiam isso? Aí que está o problema: com nada menos que xixi!

2. Suor a preço de ouro

3
Se hoje em dia todo mundo toma banho para ser bem aceito e para dar um tapa no visual, especialmente no dias quentes, fique sabendo que na Roma antiga as coisas eram um pouco diferentes. Dizem que o suor dos gladiadores era algo quase sagrado e era engarrafado e vendido nos arredores do Coliseu como cosmético para os que queriam a pele mais bonita.

3. Máscara de chumbo

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Mas e quando não existiam cremes e cosméticos para hidratar e melhorar a pele? Um dos segredos de Elizabeth I, rainha da Inglaterra e da Irlanda, no século 16, era usar chumbo para cuidar da pele. Isso mesmo, veneno! Ela mandava fazer máscaras para ficar com a pele mais lisa, branca e iluminada.

4. Penteados bufantes

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Outra coisa que já fez parte do padrão de beleza de mulheres e homens do passado eram os penteados duvidosos. Normalmente preenchidos com perucas, os penteados bufantes foram moda da França no século XVIII. Tanto cabelo, aliás, só não desmoronava devido às grandes quantidades de talco que era aplicada, já que os ápice dos penteados ficavam muito acima da altura da cabeça.

5. Máscara de ferro

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E, se no século 16 tinha rainha usando máscara de chumbo, no século XVIII um dos segredos de beleza mais desejados eram as máscaras de ferro. A recomendação era usá-las à noite para que a pele ficasse mais descansada e preservada. É ruim, hein?

6. Calibrador de beleza

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Você teria coragem de colocar todos esses ferros no rosto? Pois, acredite ou não, esse era um dos segredos de beleza da década de 30 e a mulherada toda queria usar essa geringonça, conhecida como calibrador de beleza. A peça foi criada para que os maquiadores pudesse medir o rosto dos artistas do cinema e avaliar se tinha alguma parte que precisaria de melhores drásticas.

7. Cachos permanentes

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Nos anos 30 a moda era ter cabelos muito cacheados e, se possível, com algum volume. Um dos segredos de beleza da época, para conseguir atingir esse padrão, eram um procedimento chamado “permanente”. Como o nome mesmo diz, a intenção era criar cachos definitivos, ao contrário do que a progressiva faz hoje em dia. Entende?
Mas, como você pode ver, todo o procedimento para conseguir os tais cachos da moda parecia mais uma sessão de tortura, com um equipamentos monstruoso e cheio de fios ligado aos cabelos das clientes. E o pior de tudo: pela foto, parece que não havia restrição alguma para que permanentes fossem feitos em crianças.

8. Rádio

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Não é bem o rádio que você conhece hoje em dia. Outro dos segredos de beleza dos anos 30 era uma substância radioativa, que prometia maravilhas às mulheres e suas peles. Hoje, no entanto, sabemos que essa substância química JAMAIS poderia ser usada como cosmético ou algo parecido devido ao seu potencial cancerígeno.
Fonte: R7
www.areademulher.com

01.10.15

VÍDEO - TOP SECRET DRUM CORPS - BANDA MARCIAL


antonio garrochinho

Público vai à loucura com apresentação do Top Secret Drum Corps







Existem as bandas marciais e, então, existe o Top Secret Drum Corps. Seus espetáculos  não envolvem apenas um show de percussão senão que de precisão, sincronismo, dança e teatro. Formados há mais de 20 anos na Basiléia, Suíça, os 25 bateristas se tornaram famosos no mundo todo por sua exigente rotina de seis minutos realizado no Edinburgh Tattoo in 2003. Com um convite para Edimburgo, Top Secret tornou a primeira banda não-marcial, não-britânica a se apresentar na Esplanada no Castelo de Edimburgo.

Sob a liderança de Erik Julliard, a banda é conhecida por suas rotinas novas e inovadoras. No vídeo abaixo, o Corpo toca no Edinburgh Military Tattoo 2012 com uma rotina concebida em torno da idéia da era digital.

curioso de esse coletivo é que os percussionistas variam de funcionários de banco a padeiros e, quando não estão trabalhando em suas funções normais, dedicam horas e horas de prática à banda. Este é o tipo de rotina, onde um leve passo em falso, um toque acidental poderia jogar fora toda a performance. Mas surpreendentemente, os músicos não perdem uma única batida. Assistir isso ao vivo deve ser insano!

Ah, e não se esqueça de assistir até o fim para uma grande surpresa que deixa a multidão boquiaberta.







VÍDEO


 http://www.mdig.com.br

01.10.15

CONHECE O FENÓMENO DA FLORESCÊNCIA DO BAMBU !?


antonio garrochinho

Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu?
Os bambus são as plantas com o crescimento mais rápido na Terra. Um típico bambu pode crescer tanto quanto 10 centímetros em um único dia. Certas espécies crescem até um metro durante o mesmo período, ou cerca de 1 milímetro a cada 2 minutos. Você pode realmente ver a planta crescendo na frente de seus olhos. A maioria das espécies de bambu atinge a maturidade em apenas 5 a 8 anos. Mas quando se trata da floração, bambus são, provavelmente, uma das plantas mais lentas do mundo.

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Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 01
floração dos bambus  é um fenômeno intrigante, porque é uma ocorrência única e muito rara no reino vegetal. A florescência dos bambus acontece uma vez a cada 60 a 130 anos, dependendo da espécie. Esses longos intervalos permanecem em grande parte um mistério para os botânicos.

Estas espécies de florescência lenta exibem outro comportamento estranho: elas florescem todas ao mesmo tempo, em todo o mundo, independentemente da localização geográfica e clima, desde que os pés de bambu derivem da mesma planta mãe

A maioria dos bambus são exatamente assim: uma "divisão da mesma planta mãe. Estas divisões foram re-divididas ao longo do tempo e compartilhadas em todo o mundo. Embora as divisões estejam agora geograficamente em locais diferentes, elas ainda carregam a mesma composição genética. Assim, quando um pé de bambu no, digamos, Brasil floresce, a mesma planta no Japão vai fazer o mesmo mais ou menos ao mesmo tempo. É como se as plantas tivessem um relógio circadiano interno tiquetaqueando até que o alarme ajustado soa simultaneamente. Este fenômeno de floração em massa é chamado de floração gregária.

De acordo com uma hipótese, a floração em massa aumenta a taxa de sobrevivência da população de bambu. A hipótese afirma que, inundando a área com seus frutos, ainda haverá sementes sobrando mesmo que os predadores comam até se fartar. Por ter um ciclo de floração maior do que o tempo de vida dos roedores predadores, os bambus podem regular as populações de animais, causando a fome durante o período entre os eventos de floração. A hipótese ainda não explica por que o ciclo de floração é 10 vezes maior que o tempo de vida dos roedores.

Uma vez que uma espécie de bambu atingiu sua expectativa de vida, floresceu e produziu sementes, a planta morre, acabando com faixas inteiras de florestas ao longo de um período de vários anos. Uma teoria é que a produção de sementes requer uma enorme quantidade de energia que estressa o bambuzeiro, de tal forma que acaba realmente morrendo. Outra teoria sugere que a planta mãe morre para dar espaço para as mudas.

Os eventos de floração em massa também atraem predadores, principalmente roedores. A súbita disponibilidade de frutos e sementes em grandes quantidades na floresta traz consigo dezenas de milhões de ratos famintos que se alimentam, crescem e se multiplicam em taxas alarmantes.

Depois de devorarem o fruto do bambu, os ratos começam a consumir as lavouras, tanto as armazenadas, quanto a dos campos. Um evento de floração do bambu é quase sempre sucedido por fome e doença em aldeias vizinhas. No estado de Mizoram no nordeste da Índia, o temido evento ocorre quase como um reloginho a cada 50 anos, quando a espécie de bambu Melocanna baccifera floresce e frutifica. O fenômeno, que ocorreu entre 2006 e 2008, ficou conhecido na língua local como mautam ou "morte de bambu".

Há um outro agravante no período da floração: a planta deixa de ser comestível representando uma grande ameaça para a sobrevivência dos pandas gigantes que se alimentam dela. A área montanhosa no centro da China testemunhou uma extensa floração de uma variedade de bambu favorita entre estes ursos, em 1984 e em 1987, quando centenas de animais morreram de fome.
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Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 02
Flores de bambu.

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Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 03
Flor e fruto do bambu.
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Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 04
Um rato preto no milharal devastado de um campo perto da vila Zamuang no nordeste se Mizoram.


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Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 05
Crianças capturam ratos depois de uma temporada de floração de bambu na Birmânia.

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Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 06
Espécie Fargesia nitida, em flor, acontece apenas uma vez a cada 120 anos.

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Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 07
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Conhece o misterioso fenômeno da florescência do bambu? 08
Floração de bambu.
Fonte: Guadua e Nat Geo


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01.10.15

A história de um ato de solidariedade extrema no longínquo Oeste Leia mais em: A história de um ato de solidariedade extrema no longínquo Oeste


antonio garrochinho

A história de um ato de solidariedade extrema no longínquo Oeste



















Os Choctaw, um povo nativo americano localizado no sudeste dos Estados Unidos, no atual território do Mississipi, foram os primeiros índios que sofreram o translado forçado, dissimulado de acordo amistoso, às reservas indígenas. Em 1830, o Congresso dos EUA aprovou o Tratado de Dancing Rabbit Creek, um projeto pessoal do presidente Andrew Jackson, que consistia na cessão dos 11 milhões de acres da nação Choctaw em troca de 15 milhões de acres no território da atual Oklahoma.














A história de um ato de solidariedade extrema no longínquo Oeste



Quadro "Trilha de Lágrimas" de Robert Lindneux (1942).


Em princípio os chefes dos Choctaw mostraram reservas por ter que abandonar as terras de seus antepassados mas, ao final, foram obrigados a ceder, mas mesmo assim insistiram e conseguiram incluir uma cláusula no referido tratado:
"Cada pai família dos Choctaw que deseje permanecer em seus territórios e se tornar um cidadão dos Estados Unidos, poderá fazê-lo e terá direito à reserva de 640 acres de terra."
Os Choctaw se converteram então em dois grupos diferentes: a nação em Oklahoma, que conservou certa autonomia e seguiu regulando-se com suas próprias normas e tradições e a tribo do Mississipi, submetidos às leis do governo dos Estados Unidos.
A história de um ato de solidariedade extrema no longínquo Oeste
Desta forma, a parte dos Choctaw que ficaram no Mississipi se tornaram primeiro grupo étnico não europeu a obter a cidadania americana. Uns 1.300 Choctaw escolherem esta última opção e uns 15.000 iniciaram a chamada "Trail of Tears" ("Trilha de Lágrimas"), uma marcha de mais de 800 km na qual quase 20% deles morreram de fome.
A história de um ato de solidariedade extrema no longínquo Oeste
Uma família Choctaw que optou pela cidadania.


Em 1845, a 5.000 km de distância, acontecia a Grande Fome irlandesa. A ineficiente política econômica, os métodos inadequados de cultivo e, sobretudo, o aparecimento de determinadas doenças que destruíram a colheita de batatas, causaram uma grande mortandade entre os irlandeses: entre um e dois milhões de irlandeses morreram de fome.

As notícias da fome chegaram aos Estados Unidos e muitos emigrantes irlandeses trataram de ajudar seus compatriotas. Em 1847, 16 anos após terem sido eles mesmos vítimas da fome, os Choctaw se espelharam naquele sofrimento e deram um exemplo de solidariedade histórica.

A nação indígena, que mal tinha para custear suas necessidades e que nem sequer sabia onde localizar geograficamente a Irlanda, conseguiu juntar 750 dólares (uns 70.000 na atualidade) para ajudar às famílias irlandesas. A única coisa que ambos os povos tinham em comum era a fome... e a humanidade.
A história de um ato de solidariedade extrema no longínquo Oeste
Memorial da Grande Fome em Dublin, Irlanda.


Em homenagem a generosidade da nação Choctaw, um grupo de homens e mulheres irlandeses refez o "Trilha de Lágrimas" em 1992. Eles usaram a viagem para arrecadar fundos para o alívio da fome na Somália.
Fonte: Irish Central.


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01.10.15

Participação da reitora nas listas PSD/PP suscita mensagem de ex-vice-reitora da Universidade de Évora


antonio garrochinho



A candidatura da actual reitora da Universidade de Évora à Assembleia da República, integrando a lista do PSD/PP pelo círculo eleitoral de Évora, causou polémica na instituição. A crítica foi lançada por uma ex-vice-reitora, que considera que as opções pessoais não devem deixar dúvidas sobre a independência da universidade.
Ana Costa Freitas, actual reitora, concorre em lugar não elegível na lista da coligação PAF (PSD-PP).
A crítica de Hermínia Vilar, ex-vice-reitora, foi enviada para o fórum interno da instituição com o título «Independência e Ética». O Conselho Geral da Universidade de Évora tinha reunião agendada para hoje.(dia 30 de Setembro)
A mensagem da polémica:
«A Universidade é um espaço de liberdade e de independência, valores que cumpre preservar e defender acima dos interesses e das motivações pessoais.
Todos temos direito à liberdade de pensamento e de posicionamento político mas é igualmente importante que a Universidade não veja a sua independência ser questionada por opções pessoais de alinhamento partidário como é o caso de uma candidatura à Assembleia da República.
Os pedidos de suspensão acautelam a independência das instituições de ensino superior públicas afirmada no artigo 106, ponto 1 do RJIES.
E se a lei o não previsse, o sentido ético, imprescindível ao exercício de um cargo público eletivo, a tal o obrigaria» - Hermínia Vasconcelos Vilar.


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01.10.15

Para quem quiser reflectir com(o) GENTE SÉRIA - O que está mesmo em causa nas legislativas


antonio garrochinho


O que está mesmo em causa nas legislativas

A campanha eleitoral está, aparentemente, a ser marcada por demasiada apatia, sobressaindo posições cujas linhas de demarcação parecem ser tão artificiais quanto de difícil escrutínio para os eleitores. Depois de quatro anos de profundos cortes nos salários, pensões e serviços públicos, níveis de desemprego nunca vistos desde o 25 de Abril e uma nova onda de emigração em massa, o eleitorado dá sinais de desmobilização e de resignação.
Parece paradoxal, mas não é: vivemos tempos em que a democracia parece ter sido esvaziada de opções políticas. Tudo já está decidido, tudo é inevitável, diz-nos a sabedoria convencional.
Bom exemplo disso é o artigo de Paulo Trigo Pereira (P.T.P.) no PÚBLICO do dia 6 de Setembro, onde um dos actuais ideólogos do PS analisa os programas dos diferentes partidos. Em relação aos partidos da coligação de direita aponta o histórico da governação, sublinhando as propostas economicamente mais recessivas e socialmente mais regressivas no que toca a cortes. Um histórico que, acrescentamos nós, terá uma continuidade, mais ou menos radical, conforme o andamento da economia mundial, os apetites dos mercados financeiros e as decisões do BCE, os principais factores que influenciam as condições de pagamento de uma dívida, privada e pública, insustentável. Mais do mesmo, em menor ou maior dose, e com as graves consequências conhecidas.
Um dos problemas da análise de P.T.P. é que tudo isto parece unicamente inscrito de forma oblíqua na política de integração europeia. O actual Governo é criticado pela sua “aceitação acrítica de tratados e pactos”, advogando-se uma posição mais crítica e uma aplicação mais “criativa” dos tratados europeus, em linha com a posição aparente do Partido Socialista. É assim invocado o tratamento dado às violações do Pacto de Estabilidade e Crescimento no início da década passada, esquecendo-se a forma como este foi contornado: desde a engenharia financeira assente na promoção do endividamento das empresas públicas (por sinal, mais caro do que o do Estado) à solução das parcerias público-privadas, cujos resultados nem sequer vale a pena continuar a denunciar.
Impõe-se para já uma primeira conclusão: no decisivo âmbito da política económica, decisivo por dele hoje tudo depender, parece que nestas eleições teríamos de optar, se estivéssemos confinados aos partidos do bloco central, por diferenças de retórica em Bruxelas e de “criatividade” contabilística, em Lisboa, para ser aceite pelas instituições europeias. Neste último campo, o Partido Socialista já anunciou o que pensa fazer: uma redução da TSU, temporária ou não, com a qual espera um impulso no consumo das famílias e no investimento das empresas. Sem entrar no jogo dos cenários com modelos macroeconómicos escondidos público, usados por alguns economistas do PS, devemos questionar porque achará a UE aceitável esta medida com impacto orçamental em detrimento de outras (porque não mais investimento público, com o mesmo impacto orçamental, mas maiores efeitos no crescimento?). A resposta é simples e reveladora da integração europeia realmente existente, bem como das cumplicidades do PS: porque a descida da TSU pode ser vista como uma reforma estrutural. No jargão europeu, uma reforma estrutural é uma medida que visa reduzir à escala internacional as protecções sociais e laborais conquistadas à escala nacional, tornando-as variáveis de ajustamento para economias desprovidas de instrumentos decentes de política económica.
Quem não se conforma 
com  o triste declínio do país 
desde a adesão ao euro
é quem quer reduzir o fardo 
de uma dívida impagável
Erodir a Segurança Social é de resto, para quem esteja atento, um objectivo europeu com vários anos, tendo já marcado a regressiva reforma da Segurança Social realizada pelo PS, em 2007, abrindo assim mais espaço para formas de provisão social privadas, tão ineficientes quanto iníquas.
Neste contexto, as críticas dirigidas por P.T.P. aos partidos à esquerda do PS são injustas. 
Servem apenas, em última instância, para revelar aos mais distraídos o seu conformismo, e o do PS, com a ordem pós-democrática, inevitavelmente austeritária, que está a ser construída todos os dias à escala europeia. Dificilmente podia ser diferente a partir do momento em que se desiste demobilizar e preparar o país para a necessidade de reestruturar a dívida, controlar publicamente o sistema financeiro e recuperar instrumentos de política económica, incluindo o controlo sobre a moeda. São outros tantos meios para travar um declínio socioeconómico com mais de uma década e a correspondente impotência democrática nacional. Só as formações à esquerda, em particular a CDU, colocam estes temas na agenda desde há muito, tendo de resto alertado a tempo, por exemplo, para as consequências danosas da adesão ao euro. Está tudo escrito e tudo pode ser consultado. Por isso é que as caricaturas das suas posições, e as correspondentes críticas fáceis, são ainda mais incompreensíveis.
Só quem aceita, como P.T.P., o actual enquadramento que esmaga o país, retirando-lhe permanentemente soberania, pode encarar a estagnação (“crescimento moderado”) e o declínio demográfico (“envelhecimento”) como “a realidade” a ser aceite com resignação, justificando assim novas rondas de erosão da provisão social também promovida pelo PS, ainda que de forma mais furtiva. Quem não se conforma com o triste declínio do país desde a adesão ao euro, feito da cumulação de uma dívida externa recorde e de estiolamento das nossas capacidades produtivas, é quem quer reduzir o fardo de uma dívida impagável ou realizar uma reforma fiscal que desonere o trabalho e onere mais o capital, em especial o financeiro, não podendo por isso ser acusado de irresponsabilidade orçamental,  até porque os défices orçamentais resultam no fundamental das dificuldades económicas, ao contrário do que indica o fascínio de P.T.P. por regras europeias artificiais.
Depois da experiência grega, quem recusa consequentemente o triste declínio do país tem de querer reconquistar alguma margem de manobra nos campos orçamental, monetário, cambial ou da política de crédito e industrial. Só com essa reconquista é possível, em simultâneo, dinamizar o mercado interno por via da recuperação do poder de compra popular e reconverter a economia por forma a torná-la mais competitiva, evitando assim acumular mais défices externos insustentáveis. Só com a recuperação de instrumentos de política económica à escala nacional é possível recusar protectorados explícitos e implícitos e a destruição do Estado social. Tudo o resto é a inconsequência que esconde um programa de resignação.
Sabemos também que é fácil falar-se, como faz P.T.P., de “inflação importada” para assustar os cidadãos perante os que, como a CDU, são portadores de alternativas estratégicas relevantes, incluindo a preparação do país para uma saída do euro tão negociada quanto possível, mantendo, e até reforçando, aquelas dimensões da integração que possam ser vantajosas para a maioria dos que aqui vivem. Hoje, são cada vez mais os que compreendem, contra P.T.P., que o euro foi desenhado para fragilizar os Estados democráticos e sociais europeus, condenando ainda as periferias à dependência económica e política.
Hoje, a resignação é a preparação da derrota. A apatia combate-se apresentando alternativas reais. Cremos que é isso que a CDU está a fazer, com o realismo de quem tem provas na luta pela soberania democrática e popular. Cremos também que todos são poucos para esta decisiva tarefa política.

Debate Eleições 
Nuno Teles, João Rodrigues

(meus sublinhados “a bold”
– S.R.)

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