Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casepaga

casepaga

01.09.16

desenvolturasedesacatos


antonio garrochinho

O desenvolturasedesactos está agora novamente a voltar ao seu "ritmo normal" de visualizações. A estimativa de visitas diárias tem andado a rondar os 3.000 visitantes.
Há dois anos durante vários dias o desenvolturasedesacatos atingiu o pico máximo com vários dias a superar as 7.000 visitas.
Sempre tenho primado por divulgar, notícias, comentários de reconhecida qualidade de texto e imagem, entretenimento, cultura nacional e internacional, textos de outros blogues, e de mim o que melhor tenho para vos oferecer.
Sabem também os amigo(a)s e camaradas do blog que dentro de pouco tempo atingirá o MILHÃO E MEIO de visitantes o que me deixa muito honrado e feliz por esta preferência.
Não faço mais e melhor porque não me deixam, porque não sei, e não posso.
Obrigado a todos, bem hajam !
Foto de António Garrochinho.

01.09.16

Parques infantis e brinquedos inclusivos


antonio garrochinho



  • Entrar / Registar
As crianças não têm dificuldade em brincar. Muitas vezes, os parques infantis é que são inadequados para que brincar ocorra naturalmente também para as crianças com deficiência.


Baloiço inclusivo disponível no novo Espaço Criança da Festa do Avante! 2016
Quando falamos de crianças e de parques infantis, associamos a baloiços, escorregas, gira-gira, pula-pula, subir, descer, trepar, enfim, um conjunto de actividades que as crianças experimentam, divertindo-se; quando adultos, recordam esses momentos como belas recordações da sua infância.
No entanto, algumas crianças estão privadas dessas experiências, em particular as crianças com dificuldades de mobilidade, que necessitam de usar permanentemente equipamentos de apoio, nomeadamente cadeira de rodas, andarilhos, órtoteses, bem como as crianças com défice sensorial, que necessitam de equipamentos sensoriais/comunicação.
Estas crianças ficam limitadas a observar as outras crianças a experimentarem as sensações de movimento e liberdade, ou então a serem colocadas em equipamentos manobrados por adultos, correndo o risco de acontecer um acidente por falta de segurança.
É essencial a generalização de uma concepção correta dos parques infantis e dos equipamentos lúdicos, concebidos não para diferenciar na sua utilização, mas, pelo contrário, para permitir a sua utilização e usufruto por todas as crianças, incluindo as que têm necessidades especiais.
As crianças não têm dificuldade em brincar. Muitas vezes, os parques infantis é que são inadequados para que as crianças com deficiência possam brincar naturalmente.
Um equipamento lúdico deve ser concebido e construído de forma a ser utilizado tanto por crianças com necessidades especiais como por crianças sem necessidades especiais.
É tão simples a solução. Basta basta que se caminhe no sentido da adaptação dos brinquedos, permitindo que todas as crianças os possam usufruir em conjunto, independentemente das suas diferenças.
As crianças interagem com os equipamentos lúdicos utilizando a visão, a audição e o toque. Para uma criança em que um ou mais dos seus sentidos estejam afectados, a utilização destes equipamentos permite gerar numerosos estímulos e emoções, contribuindo para o seu desenvolvimento físico, emocional e cultural, para a sua segurança, relacionados com o prazer de interagir com outras crianças.
Enquanto técnica ligada às crianças com deficiência, valorizo que a 40.ª Festa do Avante!, que se realiza nos próximos dias 2, 3 e 4 de Setembro, apresente o Espaço Criança com uma nova localização, aprazível e fresca, beneficiando da sombra das árvores existentes e cujos novos brinquedos permitem a todas as crianças, incluindo as que têm necessidades especiais, deles usufruírem. Trata-se de um bom exemplo de um Parque Infantil verdadeiramente inclusivo.

www.abrilabril.pt

01.09.16

É O IMI, MÓ !


antonio garrochinho


O PADRECO MAIOR EXCELENTÍSSIMA REVERENDÍSSIMA EMINÊNCIA (PARDA) DOM MANUELNÃO PERDEU A OPORTUNIDADE NAS CERIMÓNIAS DE ABERTURA DO "ANO JUDICIAL" DE FALAR NO IMI.
DIZ O HOMEM DE SAIAS QUE TUDO ESTÁ A SER RESOLVIDO E QUE SE IRÁ RESOLVER, E EU NÃO TENHO QUALQUER DÚVIDA SOBRE ISSO.
NAS COSTAS DO POVO FAZEM-SE AS NEGOCIATAS.
E MAIS APROVEITO PARA MANIFESTAR A MINHA DISCORDATA
DA CONCORDATA E DO IMPOSTO DO IMI NA SUA VASTA ABRANGÊNCIA POIS SEMPRE O ACHEI INJUSTO E ABERRANTE.
A IGREJA NOS SEUS IMÓVEIS, INSTITUIÇÕES E OUTROS LUGARES TAMBÉM OS TEM COM FARTURA ONDE O LUCRO E A COBRANÇA AOS UTENTES RENDEM MILHÕES À MULTINACIONAL DO VATICANO E ONDE O DINHEIRO DOS CRENTES ARDE E SE ESFUMA.
A SUA APLICAÇÃO E JÁ SÃO ENÉSIMAS VEZES QUE O DIGO MERECE CUNHAS, COMPADRIOS, APRECIAÇÕES ETC ETC E QUEM O PAGA POR PARTE DO ZÉ POVINHO JÁ ESTÁ SOBRECARREGADO DE IMPOSTOS QUE MATAM E SUFOCAM QUEM COM ESFORÇO ARRANJOU UMA CASINHA (NÃO UM PALÁCIO) PARA AGASALHAR O CANASTRO DOS RIGORES DO TEMPO.

01.09.16

OLHÓ AVANTE ! - porque mentes, Mendes ?


antonio garrochinho



Jorge Cordeiro 

Por que mentes, Mendes?


No que vai ficando conhecido como um generoso tempo de antena oferecido semanalmente pela SIC ao PSD e ao capital monopolista, Marques Mendes reincidiu nos ataques ao PCP. Fê-lo com recurso ao métodos usuais: mentindo, deturpando, falsificando. Compreende-se o azedume da criatura. O homem não se conforma com o papel desempenhado pelo PCP para interromper o curso da política e das opções que lhe enchia as medidas. Está no seu pleno direito. Se Merkel ou Schauble, Barroso ou Passos Coelho vivem atormentados com o espectro que, pela sua óptica, aí paira não se vê por que Mendes deva ficar-lhes atrás. Até porque em política também os de fraca figura têm direito a fazer-se notar. Como não se conforma com qualquer perspectiva que convirja para manter a Caixa Geral de Depósitos enquanto banco público. Daí que, para Mendes, valha tudo. Quando a realidade e os factos não batem direito com o que quer concluir, distorce as primeiras para não perturbar a professoral alocação com que mói os portugueses que se sujeitem ao seu comentário dominical.

Afirmou Marques Mendes, em jeito de acusação ao PCP, que registava não só o silêncio como a sua concordância quanto aos vencimentos dos administradores, quanto a eventuais matérias relacionadas com a reestruturação do banco como o fecho de balcões ou a um hipotético orçamento rectificativo que a recapitalização venha a suscitar. Alguém minimamente atento, ouvindo Mendes só poderá concluir que é tolo, ignorante ou mentiroso. Fazendo a justiça de afastar a primeira ilação, não admitindo que de ignorância se trate pelo contraste com a escorreita sapiência e conhecimento que a figura revela dos meandros do labiríntico mundo de negócios e da sua inimitável capacidade de anunciar novidades ao mundo, restará por exclusão de partes a última das ilações. Quisesse Mendes acertar o seu passo com a verdade e teria de afirmar que repetidamente o PCP tem tornado público a sua rejeição ao processo que rodeia a nomeação da administração e reafirmado que à recapitalização tem de corresponder o objectivo de preservar a CGD como um banco com papel determinante no sector inseparável do seu objectivo de negócio, rede de balcões e postos de trabalho necessários. A verdade tem um custo e Mendes é dos que não suporta assumi-lo.

www.avante.pt

01.09.16

garotelho


antonio garrochinho

O facto de este garotelho comparar o governo do PS, suportado parlamentarmente pelo BE, pelo PCP e pelos Verdes, com os governos/movimentos "pró-fascistas", eufemisticamente designados como populistas, que estão ao assalto do poder total na Polónia e na Hungria… poderia ser apenas fruto de ignorância, ou profunda estupidez. Infelizmente, não é!
Este traste é, pelo contrário, mais um canalha! Com carinha de sonso… mas um canalha!
Samuel Quedas
O ex-ministro acusa a coligação que governa atualmente Portugal de ter adoptado “um discuso político que é demagógico e improdutivo porque no final do caminho…
EXPRESSO.SAPO.PT

01.09.16

OPINIÃO - BURKINI por José Goulão


antonio garrochinho



  • Entrar / Registar
Uma tão empenhada perseguição ao excesso de vestuário feminino, simbolizado por essa peça inventada na Austrália há alguns anos, o burkini, insere-se, avaliando o pulsar dos tempos, na multifacetada guerra contra o terrorismo.


Os comportamentos de Hollande e seguidores traduzem o cumprimento da agenda xenófoba que vai sendo preenchida
Se nos distantes anos sessenta um flick de St. Tropez, em nome dos bons costumes e do secularismo republicano, ousasse pedir a Brigitte Bardot, a sensual BB, para remover dos cabelos louros o lenço Chanel com que os protegia do vento e do sol, a sua carreira policial acabava ali: perdia distintivo, arma, divisas, farda, emprego, era ridicularizado na comunicação social, caía em desgraça. Ou se o cabo-do-mar de Cannes ordenasse à diva Claudia Cardinale para desatar da cintura a écharpe Dior com cujas franjas acariciava as pernas esculturais, o seu destino seria igual ao do flick anterior. A repressão inicial do ousado bikini, considerado um desafio à decência civilizacional, já passara à história e as vestes de praia liberalizavam-se de uma maneira imparável.
Imparável?
Cinquenta anos depois, o neto do flick de antanho, actuando, por sinal, na não menos cosmopolita Promenade des Anglais, em Nice, foi aplaudido em pleno areal, e pelos seus comparsas distribuídos pela comunicação social, por ter obrigado uma veraneante a despir o excesso de roupas através das quais, no seu entender, insultava, de uma vez só, a moral, os bons costumes e o secularismo da República. A atitude do dedicado agente foi sustentada e esmiuçada pelo presidente Hollande e pelo primeiro-ministro Valls: tais vestes faziam proselitismo de uma religião, o Islão, pelo que, além do insulto à moral republicana, havia por ali uma encoberta intenção terrorista.
Quer isto dizer que, se acaso a insuspeita e fervorosa católica senhora dona Clementina, dos perdidos interiores beirões, fosse visitar a família emigrada em Nice e se juntasse aos filhos e netos nos requintados areais, usando as negras e eternas vestes de viúva cobrindo-a da cabeça aos pés, o mais certo era ser multada e sujeita a humilhante strip tease para que assim se respeitassem a moral, os bons costumes e o secularismo republicano, que em lado algum se diz tão fundamentalista como em França. Pelo que a pacífica e beata senhora dona Clementina não escaparia a ser apontada como uma invasora islâmica ao serviço das hordas terroristas.
«(...) Hollande-da-triste-figura e das perseguições religiosas mediante as quais mina o próprio conceito de laicidade do Estado, integrou a troika que se recolheu recentemente numa ilha italiana para «repensar» e «refundar» a União Europeia.»
Uma tão empenhada perseguição ao excesso de vestuário feminino, simbolizado por essa peça inventada na Austrália há alguns anos, o burkini, insere-se, avaliando o pulsar dos tempos, na multifacetada guerra contra o terrorismo que mobiliza os nossos dirigentes internacionais com um afã tão obsessivo que só é ultrapassado pelo apego à austeridade. Por tal razão, o burkini-maníaco governo de Hollande e Valls é o mesmo que, igualmente à luz do estado de excepção, fez entrar em vigor, à revelia do Parlamento, a lei laboral que deposita o mercado de trabalho e os trabalhadores nas mãos dos grandes patrões. Estas coisas andam sempre ligadas, razão pela qual o ministro da Economia, Emmanuel Macron – o padrinho da contestada lei – acaba de se demitir para iniciar a corrida à presidência tentando suceder a Hollande. Assim sendo, com Sarkozy ou Macron a França não correrá o risco de se desviar das trágicas gestões em que tem vivido.
Acresce, parece oportuno lembrá-lo, que Hollande-da-triste-figura e das perseguições religiosas mediante as quais mina o próprio conceito de laicidade do Estado, integrou a troika que se recolheu recentemente numa ilha italiana para «repensar» e «refundar» a União Europeia. Os europeus conhecem por experiência própria os resultados nefastos das troikas que os vão perseguindo; por maioria de razão já sabem o que devem esperar de uma refundação engendrada por políticos – Merkel, Hollande e o invertebrado Renzi – que dizem pretender ressuscitar o cadáver adiado de que organizaram o velório.
À luz dos episódios de perseguição em França contra o vestuário que simboliza «uma religião» – assim o dizem os dirigentes gauleses – devemos esperar que as freiras católicas, os monges budistas ou os judeus ortodoxos revejam agora as indumentárias, devendo optar livre e secularmente por roupas de estilistas famosos: decotes generosos, saias curtas, fatos e gravatas e cabelos ao vento trabalhados segundo a griffe dos celebrados artistas parisienses. Com as religiões assim postas nos seus lugares, por certo não haverá mais nenhum atentado terrorista.
Ou então seremos levados a concluir que os comportamentos de Hollande e seguidores traduzem o cumprimento da agenda xenófoba que vai sendo preenchida em velocidade uniformemente acelerada ao ritmo imposto pela Frente Nacional de Le Pen e as suas congéneres pontificando na Europa, do Báltico a Espanha, muito incisivas na Polónia, na Ucrânia, na Hungria, na Eslováquia. De Hollande e Valls não se conhecem quaisquer remorsos em relação a este caminho.
Recordo apenas as conhecidas tendências segregacionistas do primeiro-ministro francês, passadas à prática com o desmantelamento arbitrário de acampamentos de ciganos e declarações insultuosas para com os refugiados; lembro ainda que o secularíssimo presidente Hollande escolheu para seus conselheiros de confiança, tal como fizera Sarkozy, um ortodoxo cristão da linha ultrafundamentalista do cardeal Lefèvre, além de um general fascista na reserva identificado com as práticas criminosas coloniais durante a guerra na Argélia.
Com tais conselheiros, além dos amigos americanos e dos confrades israelitas – exemplos acabados de laicismo –, não haverá burkini nem terrorismo que resistam a Hollande e Valls.

www.abrilabril.pt

01.09.16

01 de Setembro de 1715: Morre em Versalhes Luís XIV, ""o Rei Sol"


antonio garrochinho


Monarca francês que reinou entre 1643 e 1715. Nasceu a 5 de setembro de 1638, em Saint-Germain-en-Laye, em França, e morreu a 1 de setembro de 1715, em Versalhes. Continua a ser o símbolo da monarquia absoluta do período clássico, para além de ter ficado conhecido na História como "o Rei Sol".Quando o seu pai morreu, tinha apenas cinco anos. Por esse motivo, durante a sua menoridade, o país foi governado pelo cardeal Mazarino, um dos colaboradores mais dedicados de Richelieu. 

Quando atingiu a maioridade, Luís XIV fez triunfar definitivamente o absolutismo monárquico em França. Ou seja,só ele reinava e administrava. Esse poder não era apenas absoluto em si mesmo, era também absoluto em todos os domínios da governação pública. Estendia-se à vida social, política, económica, cultural (ao nível das Artes e das Letras) e religiosa. A nível internacional, participou em algumas guerras, entre 1667 e 1697, que resultaram na expansão das fronteiras orientais da França, e, em 1701-14, envolveu-se numa coligação, com o objetivo de assegurar o trono espanhol ao seu neto.Luís XIV foi, de certa forma e algumas vezes, um tirano, mas, nas palavras de Voltaire: "O seu nome nunca poderá ser pronunciado sem respeito e sem evocar a imagem de uma época eternamente memorável."

Luís XIV, organizou a etiqueta da vida cortesã num modelo que os seus descendentes seguiram à risca. Outro traço marcante para a cultura da época e que é parcamente citado em biografias sobre o Rei-Sol é o fato de ele ter lançado a moda do uso de elaboradas perucas, costume que se prolongou por no mínimo 150 anos nas cortes europeias e nas colónias do novo mundo. 

Construiu o Palácio dos Inválidos e o luxuoso Palácio de Versalhes, perto de Paris, onde faleceu. Nos anos finais do reinado de Luís XIV, uma sucessão de mortes quase pôs em risco a sucessão ao trono. Praticamente todos os filhos legítimos do rei tinham morrido na infância. O único que chegou a idade adulta foi o seu filho mais velho Luís, o Grande Delfim, que morreu em 1711 antes de Luís XIV. O novo herdeiro, Luís, Duque de Borgonha, neto mais velho do rei, contraiu  varíola (ou sarampo) e morreu no ano de 1712, seguido pelo seu filho mais velho Luís, Duque de Bretanha, que sucumbiu à mesma enfermidade. Por fim, o pequeno Duque de Anjou, filho mais novo do Duque de Borgonha e bisneto do rei foi aclamado Delfim de França, tornando-se o sucessor ao trono francês, e reinando como Luís XV de França. Luís XIV morreu no dia 1 de Setembro de 1715 de gangrena, poucos dias antes de seu septuagésimo sétimo aniversário e com 72 anos e 100 dias de reinado - o mais longo reinado e governo do mundo ocidental. O seu corpo foi sepultado na basílica de Saint-Denis, em Paris.



 Luís XIV. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)



 Ficheiro:Louis XIII, Anne of Austria, and their son Louis XIV, flanked by Cardinal Richelieu and the Duchesse de Chevreuse.jpg
Luís XIV com os seus pais, Luís XIII e Ana da Áustria
Arquivo: Retrato do rei Louis XIV e seu irmão, o duque D'Orleans jpg.
Retrato de Luís XIV e do seu irmão Philippe - Autor desconhecido
Arquivo: Louis XIV de France.jpg
Luís XIV - Hyacinthe Rigaud 

File:Nicolas de Largillière 003.jpg
Luís XIV e a sua família
Arquivo: Almanach-mortlouisxiv.gif


Manuscrito com o anúncio da morte de Luís XIV

01.09.16

01 de Setembro de 1939: Início da Segunda Guerra Mundial


antonio garrochinho

Na madrugada de 1 de Setembro de 1939 foram disparados os primeiros tiros de uma guerra que acabaria com a derrota da Alemanha de Hitler pelas forças aliadas no ano de 1945.

Depois do incêndio do Reichstag, em fins de Fevereiro de 1933, os deputados passaram  reunir-se nas instalações da casa de ópera Krolloper, em Berlim. Seis anos após a tomada de poder pelo NSDAP (Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores) e do seu "Führer" Adolf Hitler (1898-1945), esses deputados  aceitavam submissos, as directrizes definidas pelo governo, sem qualquer autonomia para decisões próprias.

Todos os deputados eram membros do NSDAP e todos os outros partidos políticos estavam proibidos, os seus líderes tinham sido assassinados, presos, exilados ou silenciados de alguma outra forma. Naquele dia 1 de Setembro de 1939, reinava uma atmosfera de tranquilidade antes do início da sessão parlamentar.

Às 10 horas da manhã, Hitler tomou a palavra, afirmando que o Exército polaco teria invadido o território alemão "com soldados comuns", abrindo fogo. A Alemanha estaria a ripostar. Mais tarde, o governo nazi iria forjar um ataque de franco-atiradores polacos à emissora de rádio alemã em Gleiwitz, nas proximidades da fronteira polaca, atribuindo a esse facto a suposta razão da guerra. No ataque, afirmavam os nazis, teriam sido disseminadas palavras de ordem contra os alemães e um técnico teria sido assassinado. O ataque não passava de uma encenação, tendo sido executado sob o comando de Reinhard Heydrich, ao qual estava subordinado o Sicherheitsdienst (serviço secreto da SS).

Enquanto o entusiasmo entre os deputados era grande, a população mantinha-se relativamente contida. Para muitos, as lembranças da Primeira Guerra Mundial ainda estavam muito recentes na memória para qualquer espécie de júbilo em relação à notícia de um ataque à Polónia.

De início, as preocupações não eram justificadas, uma vez que o Exército alemão derrotou a Polónia em pouco mais de seis semanas. Em 1940, chegaria a vez da ocupação da Dinamarca e Noruega. No dia 10 de Maio de 1940, as tropas alemãs atacaram a Bélgica, Holanda e Luxemburgo e a seguir também a França.

No dia 21 de Junho de 1940, negociadores franceses assinaram um acordo de tréguas. Exactamente seis semanas e três dias após o seu início, a Blitzkrieg ("guerra relâmpago") terminava no oeste da Europa. Hitler era celebrado como o "maior comandante de todos os tempos". 

No mesmo ano (1941) em que a conquista da Inglaterra ("a batalha aérea pela Inglaterra") fracassava, as tropas alemãs ocupavam toda a região dos Balcãs e  posicionavam-se, em conjunto com as forças italianas (parceiras de aliança), no norte de África.

O Exército alemão e os seus aliados pareciam invencíveis. A mesma impressão tinha-se também por ocasião do início da guerra contra a União Soviética.

O ataque aéreo do Japão – aliado da Alemanha na guerra – à base naval norte-americana em Pearl Harbor, no dia 7 de Dezembro de 1941, mudaria, contudo, a situação de forma radical. Em função do ataque a Pearl Harbor, os EUA entraram na guerra contra a Alemanha. Em poucos meses, toda a economia norte-americana voltar-se-ia para a produção bélica.

Além deste fortalecimento dos Aliados, começaram as primeiras derrotas militares da Alemanha. Em finais de Janeiro de 1943, a batalha de Estalinegrado terminou com uma derrota fulminante das tropas alemãs sob o comando do general Friedrich Paulus. Essa derrota viria a marcar uma mudança de curso na Segunda Guerra Mundial.

A partir deste momento, as tropas soviéticas estavam a encurralar a Alemanha pelo leste, enquanto as forças aliadas se aproximavam pelo oeste. Em Abril de 1945, Berlim encontrava-se cercada por todos os lados, sendo bombardeada pelas forças adversárias. A capitulação alemã aconteceria no dia 9 de Maio de 1945.

A Segunda Guerra Mundial atingiu directamente cerca de 100 milhões de pessoas; 50 milhões morreram nos campos de batalha entre a África e o norte da Noruega ou em consequência da perseguição e morte ocorrida nos campos de concentração nazis.


wikipedia (Imagens)
Plik:Germans at Polish Border (1939-09-01).jpg
Invasão da Polónia por soldados alemães
Ficheiro:Julien Bryan - Look - 47270.jpg
Varsóvia em ruínas após o intenso bombardeio promovido pela Luftwaffe alemã durante a invasão da Polónia.


VÍDEOS