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casepaga

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28.02.17

mensagem do Paulinho


antonio garrochinho

O Paulinho colocou nas redes sociais e enviou SMS(s) a desejar um bom Carnaval aos portugueses.
Festejem enquanto é tempo e de cu bem tremidinho ! ah ! e de preferência molhadinho.
Se chover muito basta chamar o submarino !



28.02.17

offshores


antonio garrochinho

Grande parte das transferências para offshores, de Portugal, sairam da PT, diz hoje o Público. Em especial, na altura em que a PT foi privatizada. Quais foram os beneficiários e porquê? Por acaso, não foram os novos accionistas os beneficiários? Aí, também aí, Portugal foi outra vez roubado?
Edgar Silva
Foto de António Garrochinho.

28.02.17

FUSÃO DE FREGUESIAS FEZ CRESCER A DESPESA


antonio garrochinho



A redução de custos foi um dos argumentos dos defensores da agregação, exigida pela troika.

O Estado não poupou com a fusão de freguesias. Das freguesias agregadas, 80% garantem que as despesas correntes aumentaram ou, pelo menos, mantiveram-se nos valores anteriores à reorganização territorial de 2013. Só 20% conseguiram poupar dinheiro.


http://www.jn.pt/

28.02.17

A PERCENTAGEM


antonio garrochinho


99% não chega ! só sou "bom" se atingir a bitola dos 100% e mesmo assim chegado lá, os "juris" da parvalheira, do mundo, retraçam-me a pele.
O melhor seria oferecer-me para ser o seu caniche de luxo e então talvez me valorizassem.
Nada como um ignorante com um bicho pedigree em trela. Dá-lhes estatuto.
Ignorá-los causa atritos, inveja, e ódio até.
Normalmente os fanfarrões, os ignorantes, os frustrados, olham para os acessórios e esquecem-se de analisar as pessoas.
Os rebeldes inteligentes são inimigos públicos, os que não aceitam o jugo de outros são alvos a abater, a esconder e a desvalorizar.
Os que contestam sem nexo, sem razão, sem objectivos comuns não são rebeldes, são ocos, nascisistas.
O escadote da vida fácil não se debruça sobre valores mas sim pelo materialismo e os pobres gostam do novo riquismo.
Nem todos !
Eu gosto das pessoas, as que são íntegras, as frontais. Os que parecem ser e não são, muitas das vezes nem os tolero, dão-me ânsias, vómitos e enervam-me
António Garrochinho

28.02.17

Nasceu na Calheta, caçou baleias, casou-se com índias e teve um saloon


antonio garrochinho


Kwatleematt, ou Lucy, foi a segunda mulher de Joe Silvey
José Silva, ou Joe Silvey, inspirou livros e um documentário televisivo. Terá hoje 500 a mil descendentes vivos.

José Silva terá deixado a ilha do Pico em 1846, ainda a entrar na adolescência, embarcando num barco baleeiro americano. Mas a corrida ao ouro que na altura atraia muitos aventureiros à Califórnia acabou por fazer que nunca mais voltasse aos Açores ou a essa Calheta de Nesquim onde nasceu. 

A busca do metal amarelo acabaria por levá-lo bem mais para norte, com os registos a darem conta da chegada de um Joe Silvey (um inglesamento de José Silva) e de quatro outros portugueses à Colúmbia Britânica cerca de 1860.
Depois de alguns confrontos com tribos índias, Joe e os colegas acabam recebidos de forma amigável pelo grande chefe Kiapilano. Será este a abençoar o casamento do português com a sua neta Khaltinaht - uma "rapariga bonita com olhos escuros e cabelo até à cintura", como o próprio Joe a descreveria anos mais tarde. 
A filha, Elizabeth, foi a primeira criança de sangue europeu nascida em Vancouver. E Joe acabou por se tornar, em 1867, o primeiro europeu a receber a nacionalidade canadiana. Instalado em Gastown, o português abriu um saloon chamado The Hole in the Wall (O Buraco na Parede), onde tinha como principais clientes os trabalhadores das primeiras fábricas da cidades que ainda estava a nascer.
Após o nascimento do segundo filho, Khaltinat morre de gripe. Devastado, Joe vendeu o saloon e instalou-se em Stanley Park, onde hoje se pode ver a estátua em sua homenagem esculpida pelo trineto Luke Marston. 
Aí dedicou-se à pesca, tendo sido o primeiro a conseguir uma licença oficial para pescar com a técnica da rede de cerco.

Terá sido numa das suas muitas viagens que Joe conheceu Kwatleematt, uma índia salish também conhecida como Lucy. Casaram-se e tiveram dez filhos até à morte do português, em 1902. Nos últimos anos de vida, o açoriano mudou-se de novo, desta vez para Reid Island, onde comprou um vasto terreno. 

A pesca continuou a ser o seu sustento, tornando-se bastante bem-sucedido e não hesitando em partilhar o peixe com os mais pobres e tendo ajudado a construir uma escola para os seus filhos e para os do resto da comunidade.
Hoje, estima-se que haja entre 500 e mil (as fontes divergem) descendentes vivos do Portuguese Joe. 

A vida deste pioneiro da ilha do Pico inspirou à historiadora Jean Barman o livro The Remarkable Adventures of Portuguese Joe Silvey (As Notáveis Aventuras do Português Joe Silvey) mas também pode ser vista no documentário televisivo Portuguese Joe - o Pioneiro Esquecido, que em 2015 foi exibido no Museu do Pico.

28.02.17

escapou-se


antonio garrochinho

escapou-se ao touro
o menino de ouro
e às farpas dos laranjas iguais
agora dá entrevistas
e com o tesouro longe das vistas
preparado quem sabe para mais
António Garrochinho

28.02.17

cinzentos


antonio garrochinho

dos cinzentos governantes
megafones, altifalantes
conhecê-los
nas mentiras
no endrominar
da cilada a cada passo
da sibilina língua
no discurso com estardalhaço
para entendê-los
o seu cariz
basta olhá-lhos
no nariz
António Garrochinho
Foto de António Garrochinho.

27.02.17

o livro


antonio garrochinho

eu sou o livro
a história
a memória
o horizonte
a liberdade
a ponte
eu sou o livro
se me amas
em ti, para ti, vivo
António Garrochinho