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casepaga

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30.06.17

E É ISTO. CAMBADA...


antonio garrochinho


Carlos do Carmo garante que Portugal é do 1º mundo, ainda que fale, o azougado cantor, da miséria desse mesmo povo “primo-mundializado”. Seguem-se tonitruantes guinchos de “lálás” inter-canais, que juram que jamais se viu tamanha solidariedade em Portugal. Fazem apelos esquematizados e medíocres que apelam à lágrima que garantem escorrer pela face de toda a plateia. Vários pintelhos femininos e masculinos dizem que estamos a viver um momento “histórico”. Histórico? “Bocêses” disseram histórico? Assim como quê? Como 1383/5? Como na Restauração em que recuperámos a independência? Semelhante ao 25 de Abril de 1974 em que mandámos o fascismo levar no cu? Guincham os filibusteiros do regime plastificado, que não há nada melhor que os portugueses quando engalanam como nenhuns outros.
Não há pateta, feminino ou masculino, que não diga que sente um orgulho enorme em ser português neste momento. Parece que somos bestiais, maravilhosos, até. O que a gente consegue toda unida, deuses meus, em especial aqueles do sub-mundo (os deuses).
É claro que tudo muda para estes cancros burgueses quando se trata de lutar para repor os direitos do SNS. Atiram-se-nos às canelas quando preconizamos a escolaridade gratuita para todos. Guincham com os ânus doridos só de pensarem nas propostas patrióticas do PCP pela nacionalização da banca, não obstante, serem conhecidas de todos as operações bancárias do BES, do BCP, do banco de Portugal, etc.
Reflexão após 10 minutos (bastou-me) do espectáculo da solidariedade bonitinha, bem apalavrada, vazia de sentido, é verdade, mas quem é que repara nisso?
Aleluia, aleluia, a diva Carminho até conhece bombeiros, ela assegura que até é amiga de alguns. Uau, uau, uau. Fátima Lopes relincha de contentamento face ás “performance” das classes “eliticas”.
Foto de António Garrochinho.

30.06.17

Fim da sobretaxa do IRS para quem ganha entre 20 e 40 mil euros por ano


antonio garrochinho


É mais um passo a caminho do fim total da sobretaxa do IRS. A consultora EY fez para a TSF algumas simulações que permitem perceber quanto é que isso vai trazer a mais para os bolsos dos portugueses.

A sobretaxa está a ser devolvida aos trabalhadores de forma faseada. A partir de 1 de julho, quem ganha entre 20.261 e 40.522 euros deixa de suportar a parcela de IRS criada nos tempos da troika.
Um casal em que cada elemento ganhe 3000 euros brutos mensais e tenha a cargo dois dependentes vai receber no mês que vem, cada um dos elementos, mais 22 euros.
Simulação consultora EY, com base nos seguintes pressupostos: Sector privado; Mês sem subsídios; Mês apenas com salário base (e.g., sem subsídio de refeição, etc)© Direitos Reservados
É o que prevê a simulação da consultora EY, que nas projeções que fez para a TSF teve em conta quem trabalha no setor privado e apenas o vencimento bruto, sem subsídios de qualquer espécie.
Simulação consultora EY, com base nos seguintes pressupostos: Sector privado; Mês sem subsídios; Mês apenas com salário base (e.g., sem subsídio de refeição, etc)© Direitos Reservados
Já um trabalhador que todos os meses leve para casa 2000 euros brutos, solteiro e sem dependentes em julho vai receber mais 13 euros.
Simulação consultora EY com base nos seguintes pressupostos Sector privado Mês sem subsídios Mês apenas com salário base (e.g. sem subsídio de refeição etc) Direitos Reservados
Este é o resultado da eliminação faseada da sobretaxa que agora desaparece para quem ganha entre cerca de 20 mil e perto de 40500 euros anuais.
A parcela de imposto criada nos anos da troika está a ser devolvida aos trabalhadores, de forma faseada.
Desde o inicio do ano que, quem ganha menos de 20 mil euros anuais, já não paga sobretaxa.
No final de setembro, será a vez de quem ganha entre 40.522 e 80.640 euros anuais. Acima deste valor, o fim da taxa adicional de IRS está marcado para o final de novembro.


www.tsf.pt

30.06.17

AS MULHERES E AS SUAS INVENÇÕES


antonio garrochinho

Estas invenções mudaram o mundo e foram todas criadas por mulheres

Até pouco tempo atrás era comum pensar o mundo das grandes invenções, da superação e das conquistas humanas como um mundo masculino. Naturalmente que o próprio machismo atávico, sempre presente pautando não só os espaços de trabalho e estudo (e, consequentemente, das criações e desenvolvimentos humanos) criou historicamente um sem fim de barreiras para que fosse permitido que mulheres disputassem e se destacassem em tais contextos, como que as conquistas femininas fossem sequer reconhecidas – vale lembrar que até meados do século XIX na maior parte do mundo não era sequer permitido que mulheres patenteassem invenções.
Pois, apesar do funcionamento desigual das estruturas sociais e profissionais do mundo, diversas mulheres conseguiram superar tais barreiras e alterar de forma determinante o curso da civilização com suas invenções. Não é por acaso, contudo, que poucas sejam reconhecidas, mas isso não altera a importâncias de suas criações e a substancial contribuição que grande inventoras mulheres, mesmo sob a dura égide do machismo, para o desenvolvimento direto de nossas tecnologias, hábitos e de nossa vida como um todo.
Assim, separamos aqui 10 grandes inventoras de uma lista muito maior de mulheres que expandiram o mundo com suas invenções.

1. Ada Lovelace – Primeiro programa de computador (1843)

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Única filha legitima do poeta inglês Lord Byron, a escritora e matemática Ada Lovelace (1815-1852) foi a primeira pessoa a reconhecer, em 1843, que as máquinas e computadores poderiam exercer funções mais amplas do que simplesmente cálculos matemáticos. Com isso, Lovelace desenvolveu o primeiro algoritmo pensado para ser executado por uma máquina, tornando-se a primeira programadora de computação da história – além da primeira pessoa a reconhecer um potencial amplo em tais máquinas, antevendo em mais de um século a revolução que vivemos hoje.

2. Maria Beasley – Bote salva-vidas (1882)

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Em meados do século XIX, um bote salva-vidas não era muito mais do que uma placa de madeira com remos para se escapar de um navio afundando. Foi Maria Beasley, uma inventora e empreendedora americana quem inventou o bote salva-vidas moderno, compacto, à prova de fogo, de fácil e eficiente uso, com placas de metal capazes de boiar e navegar por longas distâncias de forma realmente segura. A eficácia de sua invenção foi comprovada de forma extrema quando do desastre do Titanic, no qual seu bote evitou centenas de mortes.

3. Josephine Cochrane – Lava-louças (1886)

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De um mero desejo de não precisar mais lavar suas louças chinesas (e nem quebra-las durante o processo manual de lavagem depois do uso), a americana Josephine Cochrane acabou por participar do início de um processo fundamental em nossas modernização: a substituição do esforço humano por máquinas em tarefas gerais.
Josephine inventou uma máquina que utilizava jatos de água quente e sabão no lugar do esfregar de mãos contra a louça. Para efetuar um processo realmente seguro, ela incluiu a estrutura onde se encaixam as louças (até hoje utilizada), e patenteou sua máquina de lavar louças em 1886, com uma adição revolucionária: um motor. Dessa forma, não era preciso do esforço humano nem mesmo para girar manivelas. O futuro começava a chegar, portanto, dentro de nossas vidas e casas.

4. Anna Connelly – Saída de incêndio (1887)

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Parece simples, mas a invenção da saída de incêndio em edifícios mudou a maneira com que o mundo podia lidar com tais tragédias. A invenção de Anna Connelly não era exatamente uma escada, como até hoje se usa, mas sim uma ponte retrátil de metal, que ligava um prédio ao edifício vizinho. Com isso, se antes, diante de um incêndio, a única possibilidade de fuga era para o alto do edifício (dificultando tremendamente a fuga), com sua “ponte” as pessoas podiam ir até o prédio ao lado, e sair de forma segura (a distância necessária entre os prédios para a aplicação das pontes também ajudavam no combate para que o fogo não se alastrasse).
Sem a ponte de Connelly, não haveria escadas modernas – e muito mais vidas teriam sido perdidas em tragédias.

5. Sarah Boone – Tábua de passar (1892)

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A invenção de utensílios domésticos, em uma época em que somente as mulheres cuidavam das tarefas da casa e do dia-a-dia, ao oferecerem mais autonomia, tempo livre e menos trabalho braçal, ajudaram em muito à libertação feminina. Assim, como na invenção da máquina de lavar-louças, a tábua de passar – criada pela afro-americana Sarah Boonne em 1892 – não só trouxe uma qualidade muito maior no resultado das roupas passadas, como facilitou a vida das mulheres que, dinate das desiguais circunstâncias, tinham de se dedicar a tais tarefas – abrindo espaço, dentro de casa, para uma maior autonomia feminina.

6. Florence Parpart – Geladeira elétrica (1914)

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Imagine a vida moderna sem a geladeira – e, logo, sem sua bebida favorita sempre gelada, e sem a transformadora capacidade de armazenar alimentos por muito mais tempo (diminuindo o desperdício de comidas radicalmente, além de melhorar intensamente a própria higiene de nossas cozinhas e hábitos alimentares).
Pois foi em 1914 que Florence Parpart apresentou ao mundo a primeira geladeira elétrica, tornando instantaneamente obsoletas as caixas de gelo de então. Florence foi também uma grande empreendedora, capaz de popularizar seu invento por todo o mundo – e o mundo até hoje agradece.

7. Hedy Lamarr – Wi-Fi e tecnologias celulares (1942)

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A austríaca Hedy Lamarr já era uma reconhecida atriz de Hollywood quando, no início da Segunda Guerra Mundial, inventou um sistema de comunicação, por ondas de rádio, capaz de alterar a rota e despistar os torpedos inimigos. A patente foi alcançada em 1942, mas pouco utilizada na guerra, por seu alto custo e pela dificuldade de desenvolvimento.
Décadas depois, porém, a invenção de Lamarr (levantada junto com o compositor George Antheli) tornou-se base direta para o desenvolvimento da telefonia celular, e das tecnologias de transmissão de dados Wi-Fi e Bluetooth. Em 2014, por sua vasta contribuição, Lamarr foi incluída no Hall da Fama dos Inventores, nos EUA.

8. Virginia Apgar – Teste de Apgar (1953)

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A obstetra e anestesista americana Virginia Apgar já era uma liderança pioneira em suas áreas quando, em 1953, desenvolveu o primeiro teste para determinar a saúde do bebê recém-nascido. O teste (ou Escala de Apgar) é aplicado nos primeiros minutos de vida, levantando a avaliação de 5 sinais objetivos do bebê, no primeiro e no quinto minuto de vida (e seu sobrenome tornou-se uma espécie de sigla e acróstico para o apontamento desse sinais): Aparência, Pulso, Gesticulação, Atividade, Respiração.
Através dessas avalições dentro da escala, é possível determinar com especial eficiência a saúde dos primeiros momentos de vida do neném – possibilitando, assim, o que boa parte das invenções aqui listadas permite: salvar vidas.

9. Escorredor de arroz – Therezinha Beatriz Alves de Andrade (1959)

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O invento da brasileira Therezinha Beatriz Alves de Andrade não só entra na categorias das invenções que ajudaram a emancipação feminina, como provoca um forte impacto no desperdício de comida – pauta cada vez mais fundamental no mundo de hoje.
Ela inventou nada menos que o escorredor de arroz, com uma bacia acoplada a uma peneira em um só objeto. Assim, não só a tarefa doméstica de lavar e preparar o arroz para ser cozido tornava-se mais ágil, como uma boa quantidade de alimento deixava de ser desperdiçada diariamente nas pias de todo o mundo.

10. Stephanie Kwolek – Fibra Kevlar (1965)

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A química americana Stephanie Kwolek havia dedicava-se apaixonadamente à ciência quando incumbiu-se de uma tarefa que ninguém na época pareceu interessado: desenvolver uma fibra mais resistente do que as até então existentes, mas que fosse também mais leve. Seu propósito original era usa-la para reverter pneus.
Sua criação, a fibra Kevlar, é cinco vezes mais resistente que o aço, e consideravelmente mais leve do que outras fibras – e é hoje utilizada não só em coletes à prova de bala, como em aviões e turbinas.
© fotos: reprodução,fonte

vivimetaliun.wordpress.com

30.06.17

A LONGA BATALHA PELA EURÁSIA.


antonio garrochinho






A LONGA BATALHA PELA EURÁSIA.
1- A Organização de Cooperação de Xangai (OCX), teve sua reunião anual em Astana, capital do Cazaquistão, dando seguimento aos projectos anteriores, que visam a integração económica de todos os seus componentes, privilegiando as possibilidades de “ganha-ganha” e colocando num “puzzle” só possível no século XXI, o cimento indispensável com vista à consolidação.
De entre os projectos, realça-se a admissão formal da Índia e do Paquistão, assim como a evolução no sentido da admissão do Irão (que é com a Mongólia e o Afeganistão, um estado observador), uma das peças-chave para a consolidação do conjunto de geoestratégias no âmbito daquela organização, que têm tido até agora a China e a Rússia como seus principais impulsionadores.
Neste momento a OCX integra 8 estados que possuem a maior área e a maior quantidade de população entre as organizações existentes à escala global, sendo 4 dos seus membros potências nucleares (China, Rússia, Índia e Paquistão).
A entrada da Índia e do Paquistão reforçam o flanco sul da OCX, mas também contribuem para isolar cada vez mais os focos de desestabilização disseminados por todo o Médio Oriente, do Iémen à Síria, do Iraque ao Afeganistão e Paquistão.
2- As políticas de caos, terrorismo e desagregação, de que a coligação de interesses avassalados aos Estados Unidos se tem empenhado de modo a que seja Israel a tirar o melhor proveito na região, sendo políticas de geometria variável e alimentando no seu interior uma multiplicidade de contradições, possuem cada vez mais fragilidades internas e nem o poderio militar está a demonstrar estar à altura das iniciativas da OCX, que além do mais fazem fluir projectos como o das rotas da estrada da seda, ou o da utilização da moeda chinesa para os negócios energéticos, ou ainda a concentração das potencialidades de investimento em Bancos como o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, (BAII), o Novo Banco de Desenvolvimento, (NBD) e o Fundo Chinês da Rota da Seda.
O fim do Estados Islâmico e dos grupos ligados à Al Qaeda na Síria e no Iraque avizinha-se, mas os investimentos que os suportam e suportam as suas conexões de inteligência, estão apostados em fazer revitalizar seus projectos de caos, terrorismo e desagregação utilizando a plataforma do Afeganistão, para onde começam a trasladar parte dos seus efectivos e meios.
Os Estados Unidos e seus vassalos vão manter sintomaticamente suas forças militares no Afeganistão, alimentando as mesmas linhas contraditórias que advêm da administração republicana de George W. Bush.
Tacitamente onde há caos, terrorismo e desagregação, regista-se a presença militar dos estados que compoem a coligação liderada pelos Estados Unidos.
O impulso à presença do Estado Islâmico e de grupos da Al Qaeda no Afeganistão, entra em consideração pouco a pouco com os talibãs, o eu vai fazer mecher as peças no cmplexo xadrez euroasiático, aproximando os talibãs dosinteresses geoestratégicos da OCX.
Do lado do campo do caos, terrorismo e desagregação liderado pelos Estados Unidos, o incremento da presença do Estado Islâmico e da Al Qaeda no Afeganistão, abre novas linhas de ruptura em direcção ao Cáucaso (Rússia), países da Ásia Central (Casaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tadjiquistão), assim como ao ocidente da China e Paquistão, na espectativa que isso também venha a neutralizar (ou no mínimo retardar) os projectos de integração do âmbito da OCX.
3- A longa batalha pelo domínio do continente euroasiático está em curso e ganha novos contornos que obrigam a novas reavaliações, todavia é a emergência multipolar que está a avançar, reforçando-se e a hegemonia unipolar que está em decadência, obrigando-se a consumir em guerras de carácter, intensidade e geometria variáveis, sem melhores alternativas.
Uma parte substancial das 800 bases dos Estados Unidos espalhadas pelo mundo estão no continente Euroasiático, ou à sua volta, mas o crescimeno da OCX é uma contrariedade por que inibe as capacidades militares de cerco em relação à Rússia e à China, cada vez menos isoladas e cada vez mais adequadas a projectos comuns em termos energéticos.
A “plataforma” que se oferece ao incremento da presença do caos, do terrorismo e da desagregção no Afeganistão vai no sentido duma nova escalada de acções por parte da hegemonia unipolar que se assemelha a mais uma desesperada tentativa de reverter a evolução da situação a seu favor.
A IIIª Guerra Mundial vai portanto em breve ter novos contornos e acontecimentos bruscos, entre eles a possibilidade do “blietzkrieg” da Arábia Saudita contra o Qatar, onde estão além do mais em jogo os acessos a um dos maiores campos de gaz do globo e o domínio sobre eles.
Na Síria, a confrontação contra a coligação por parte do estado sírio pode também vir a acontecer, pois se os Estados Unidos e seus vassalos falharam na disseminação do caos e do terrorismo naquele país, ainda não perderam o pé em relação à sua possível desagregação.
O poder assimétrico e errático da actual administração republicana de Donald Trump nos Estados Unidos é por si uma autêntica “caixinha de surprezas”, pois nunca se sabe de onde partirão as iniciativas (se do Presidente, se do Departamento de Estado, se do Pentágono, se dos múltiplos braços dos serviços de inteligência onde pontifica a CIA)…
Se há dificuldades na percepção das linhas tácticas operacionais que se distendem a partir dessa administração, a sua geoestratégia no enorme continente Euroasiático está cada vez mais evidente à frente da parte bárbara do “front”, em conformidade com a “civilização judaico-cristã ocidental” e unindo por vezes da forma mais contraditória as peças fundamentalistas que vão desde as tendências nazis (na Ucrânia, na Polóna, e nos países do leste da União Europeia), até à implicação tácita do Califado e de organizações como a Al Qaeda, sem os quais não haveria justificação para a sua presença no “ultramar”.
A possível entrada do Irão na OCX, que está no horizonte, poderá ser mais um factor de reforço à emergência multipolar e, se tal acontecer, mais um sinal de que a hegemonia unipolar está sem recursos (para além dos militares) no grande jogo Euroasiático.
Martinho Júnior.

30.06.17

VÍDEO - ESTA ARANHA É CAPAZ DE DISPARAR A SUA TEIA A 25 METROS


antonio garrochinho


Como pode uma aranha do tamanho de uma unha cruzar um rio? Se trata da aranha-da-casca-de-darwin (Caerostris darwini) e o truque é simples. Só tem que disparar sua seda, a mais resistente que se conhece, até o outro lado. Depois já é possível se cria ou não uma rede de 2,8 m de diâmetro. Ainda que para os mais aracnofóbicos a ideia de uma teia de aranha dessa dimensões produzir calafrios, a verdade é que esta aranha é uma pequena maravilha de valor incalculável para a ciência.

Sua seda é o material de origem biológica mais tenaz conhecido -em ciência de materiais, a tenacidade é a energia de deformação total que é capaz de absorver ou acumular uma substância antes de atingir o rompimento em condições de impacto-. De fato, sua tenacidade é 10 vezes superior à do kevlar.

Que faz a Caerostris darwini com esta teia? Literalmente, o que faz é estender pontes sobre rios e grandes massas de água. Em sua ilha nativa de Madagascar, a aranha ocupa um nicho único no ecossistema. A resistência de sua seda permite-a tecer teias de aranha sobre lagos ou rios, um lugar onde nenhuma outra aranha pode chegar, e que está cheio de insetos voadores como moscas, mosquitos ou pequenas libélulas.

VÍDEO

Para poder enviar sua teia tão longe, a aranha não tem que fazer muita força. As fibras de sua seda abrem-se um pouco ao avançar, criando algo parecido a uma pipa que flutua nas correntes de ar. A aranha-da-casca-de-darwin é inofensiva para o ser humano. Os machos raramente superam os 6 mm de diâmetro e as fêmeas os 18 mm. Seu nome deve-se ao aspecto de casca de sua carapaça.

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30.06.17

MERCADOR AMBULANTE VENDENDO MÚMIAS NO EGIPTO EM 1865


antonio garrochinho

Durante a era vitoriana de 1800, a conquista do Egito por Napoleão abriu as portas da história do Egito para os europeus. Naquela época, as múmias não receberam o respeito que mereciam das elites europeias e, de fato, as múmias podiam ser compradas dos vendedores ambulantes -como mostrado na foto- para serem usadas como o principal evento para festas e encontros sociais que ocorreram no século XVIII.

Mercador ambulante vendendo múmias no Egito, em 1865
As elites da era muitas vezes faziam "Festas de desempacotamento", que, como o nome sugere, era tipo um "unboxing" cujo tema principal sria uma Múmia que seria desembrulhada na frente de uma plateia turbulenta, torcendo e aplaudindo ao mesmo tempo.

Durante esse período, os restos bem conservados dos antigos egípcios foram rotineiramente moídos em pó e consumidos como remédio medicinal. Na verdade, tão popular se tornou a múmia pulverizada que até instigou um mercado negro para atender a demanda, em que a carne dos mendigos era vendida como a dos antigos egípcios mumificados.

À medida que a Revolução Industrial progrediu, as múmias egípcias foram exploradas para fins mais utilitários: um grande número de múmias humanas e animais foram destruídas e enviadas para a Grã-Bretanha e Alemanha para uso como fertilizante. Outras foram usadas ??para criar pigmento marrom múmia ou foram despojados de seus invólucros, que foram posteriormente exportados para os EUA para uso na indústria de fabricação de papel.

À medida que o século XIX avançava, as múmias tornaram-se objetos de exibição apreciados e um grande número delas foi comprada pelos ricos colecionadores privados europeus e americanos como lembranças turísticas. Para aqueles que não podiam pagar uma múmia inteira, os restos desarticulados, como uma cabeça, mão ou pé, podiam ser comprados no mercado negro e contrabandeados.

Tão rápido foi o comércio de múmias na Europa que, mesmo depois de saquear túmulos e catacumbas, simplesmente não havia suficientes corpos egípcios antigos para atender a demanda. E assim falsas múmias foram fabricadas dos cadáveres de criminosos executados, idosos, pobres e dos que morreram de doenças horríveis, enterrando-os na areia ou enchendo-os de betume e expondo-os ao sol.

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