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casepaga

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31.07.17

DISSE E RIU


antonio garrochinho

“Eleição da Assembleia Constituinte da Venezuela não é um ato democrático”.
A Catarina lançou a atoarda, assim, a rir, contente por se colocar ao lado do fascista Capriles, e certa de que os jornais de referência que a apaparicam quanto podem, vão continuar a publicar muitas fotografias suas e as televisões dormirão a seu lado de câmaras em riste.
“A líder do Bloco Esquerda (BE), Catarina Martins, disse hoje em Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, que as eleições para a Assembleia Constituinte da Venezuela não são um ato democrático.” DN
Que os mais obtusos se coloquem esta questão:
Por que razão a direita mais cavernícola está contra esta consulta eleitoral e o Bloco também?

31.07.17

MATUTANDO


antonio garrochinho


O CAPITALISMO É O QUE MAIS GOSTA DA CÉLEBRE FRASE "SEJA O QUE DEUS QUISER" JÁ QUE A IGREJA OS SERVE E OS APOIA NO SENTIDO DE CONSEGUIREM OS SEUS DESEJOS E LUXOS QUE QUASE SEMPRE CONCRETIZAM ROUBANDO OS INGÉNUOS.

OS BURGUESES EXPLORADORES NÃO PRECISAM (NÃO ACREDITAM) DE DEUS PARA COISA ALGUMA, PRECISAM SIM DOS BISPOS E DOS PADRECOS PARA OS PROMOVER E AJUDAR NO SAQUE À PLEBE.

OS POBRES, COITADOS, (ILETRADOS) HERDEIROS DA RETÓRICA FASCISTA, FARTAM-SE DE REZAR E DEUS NUNCA OS ATENDE OU SEJA: NUNCA OS QUER AJUDAR ESTRANHAMENTE, JÁ QUE NUNCA PASSAM DA CEPA TORTA E VIVEM TODA A VIDA COMO ESCRAVOS.

HÁ POBRES QUE INVENTAM MILAGRES PARA CONSEGUIREM UM BOCADO DE PÃO E CONSEGUIREM A "ATENÇÃO" OU A PROTECÇÃO DOS RICOS E PODEROSOS EM QUE ESTUPIDAMENTE ACREDITAM.
ESSES SÃO OS LAMBE BOTAS.

PARA OS ATEUS É UMA "BARRIGADA DE RIR"

HÁ MUITO QUE SABEM QUE DEUS NÃO EXISTE, NÃO VÃO NESSAS LACANTINAS. O HOMEM PODEROSO INVENTOU DEUS PARA AMEDRONTAR OS FRACOS E OS TORNAR SUBMISSOS.

António Garrochinho

31.07.17

Ainda o mito do congelamento das rendas


antonio garrochinho


Os efeitos perversos do “congelamento das rendas” continuam a ser um mito enraizado e incontestado da sociedade portuguesa. Esta questão tem sido uma vez mais suscitada, dada a crescente escassez de rendas a preços acessíveis nos principais centros urbanos do país. Como aqui já se esclareceu, os principais bloqueios à expansão do arrendamento foram contudo há muito eliminados, estando por isso amplamente limitados desde 1990, quando se encetou o processo de liberalização do sector para os novos contratos, com perda sucessiva de direitos para os inquilinos.

Dados dos últimos Censos já haviam mostrado que, entre 2001 e 2011, o valor médio mensal das rendas aumentou 51%; que, em 2011, a maioria dos contratos de arrendamento eram recentes, e que particulares e empresas eram os proprietários dos alojamentos arrendados com valores mensais de renda mais elevados.

Dados mais recentes, do Inquérito às Rendas de Habitação do INE, reforçam estas tendências. Em Janeiro de 2015, 68% dos contratos de arrendamento em vigor foram celebrados a partir de 1990. E nos restantes 32%, celebrados antes de 1990, apenas 21% correspondem a valores de renda de menor valor (até 100€). Com efeito, é nos contratos mais recentes que encontramos valores de arrendamento mais elevados: dos alojamentos com valores de renda igual ou superior a 400€, cerca de 90% correspondem a contratos celebrados desde de 2001.

Não só se verifica um maior peso dos contratos celebrados a partir de 2006, como se constata que os contratos com valores mais elevados de renda pertencem a alojamentos da propriedade de empresas e particulares, e, pelo contrário, os valores mais baixos dizem respeito a habitação que pertence a entidades públicas. Dos alojamentos com valores de renda inferiores a 50€, cerca de 65% são propriedade do Estado, outros institutos públicos ou instituições, das autarquias locais ou de empresas públicas; pelo contrário, dos alojamentos com valores de renda iguais ou superiores a 400€, cerca de 98% são propriedade de particulares ou empresas privadas.

Uma vez mais: a escassez de alojamentos para arrendar a preços acessíveis não se deve às rendas ditas congeladas. Deve-se, isso sim, à míngua oferta pública de alojamentos, que, em 2015, não perfazia sequer um quinto dos alojamentos familiares arrendados.


ladroesdebicicletas.blogspot.pt

31.07.17

PÓS-VERDADE (B+E=buuuu?


antonio garrochinho




Catarininha e Marianinha são democratas. São tão democratas, tão democratas, que até se sujeitam a manter-se aconchegadinhas no sistema capitalista de que gostam e do qual não querem separar-se. Onde se revêem amplamente nas nossas eleições, que reputam de livres e não condicionadas.
Na Venezuela é que é o diabo.
A primeira diz que na Venezuela não há “liberdade” nem “pluralidade”, em que, portanto, não considera a situação como “democrática”.
A segunda rapariga, que não gosta de se ficar atrás, em termos de protagonismo “esquerdúnfio”, veio, célere, garantir que na Venezuela não há imprensa livre. Ora, que eu tenha conhecimento há 4 canais privados no país que são anti-governamentais.
Em Portugal, quais são os meios de comunicação de grande audiência que sejam de esquerda?
Estas duas porcas sociais-democratas são da estatura política do bandalho grego e do catitinha castelhano que saltitam, por igual, para morderem as canelas do bolivarianismo.
Estou a ver a Telesur há 16 horas. É impressionante ver as notícias falsas que os “presstitutes” espanhóis, estadunidenses, brasileiros, etc, vão sendo exibidas pelo canal televisivo. O “El País”, por exemplo, há pouco, falava de urnas semi-vazias sabendo-se que MILHÕES de cidadãos venezuelanos saíram à rua para votar.

31.07.17

Alguns dos melhores violinos do mundo são fabricados em Portugal (FOTOGALERIA)


antonio garrochinho


A partir de pedaços de madeira selecionada, e num processo igual ao que era usado há quinhentos anos, serram, limam, raspam, moldam, colam, envernizam. Os fabricantes de violinos criam obras de arte com as quais se podem tocar outras obras de arte, sejam sonatas de Bach ou as Quatro Estações de Vivaldi. Estas são as histórias dos três mais famosos luthiers de Portugal, que atraem violinistas de todo o mundo para comprar instrumentos de exceção.

Madeiras chegam a estar secando durante quinze anos

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    Joaquim Capela e António Capela, filho e pai, duas gerações de luthiers, ou fabricantes de violinos. O ofício está na família há quase 100 anos.

A cave do número 55 da Rua do Borja, em Lisboa, cheira a madeira e verniz. Numa das paredes alinham-se as fotografias com dedicatórias de grandes violinistas e violoncelistas. Num armário pesado perfilam-se, pendurados, alguns violinos. Em cima de uma das bancadas de trabalho está, quase pronta, uma viola de arco que uma instrumentista holandesa virá buscar em breve.
Noutra, em frente da qual Christian Bayon está sentado, repousa um pedaço de madeira que ainda não é um violino, mas que vai tomando forma à medida que as finas espirais de madeira se espalham pela bancada e pelo chão. Christian ainda não sabe quem será o dono: só trabalha por encomenda, mas o «casamento» entre instrumento e instrumentista só é feito perto do fim.«Ultimamente faço o violino, monto as cordas, escuto-o, e só depois vou à lista de encomendas para o atribuir a um dos clientes que está à espera há mais tempo. Quando construo tenho um tipo de som em mente, mas, no fim, o resultado pode ser um pouco diferente.»
A lista tem 70 nomes e não será acrescentado nenhum tão cedo – o mais antigo estará no caderno há uns sete anos. Até início do ano passado, o tempo de espera para a entrega de um violino de Christian Bayon era de três anos. Para um violoncelo, mais de sete. Mas a leucemia que lhe foi diagnosticada em março de 2016, os tratamentos no IPO e o transplante de medula só lhe permitiram regressar ao trabalho no início de 2017.
«Nos últimos 14 anos fiz cem instrumentos, tenho 70 encomendados», diz Christian. «Se aceito mais fico escravo da lista de encomendas. E quero ter liberdade de poder aceitar trabalhos que quero mesmo fazer.»
Além disso, é uma questão de matemática, diz o homem de 62 anos: «Nos últimos 14 anos fiz cem instrumentos, tenho 70 encomendados. Se aceito mais fico escravo da lista de encomendas. E quero ter liberdade de poder aceitar trabalhos que quero mesmo fazer. Por exemplo, para algum jovem promissor em início de carreira.»
Foi a vontade de trabalhar para solistas famosos e com instrumentos valiosos que o trouxe para Lisboa, nos finais do anos 1980, quando se dedicava ao restauro de instrumentos. Não lhe faltava trabalho no ateliê em França, mas não o tipo de trabalho que queria. Estudou as opções e concluiu que o caminho era encontrar uma cidade com muita vida musical e poucos luthiers.
E assim veio ter a Lisboa. Ambicioso mas pouco combativo, admite que o plano era ficar à espera que alguma coisa corresse mal: quando os solistas de passagem por Lisboa tivessem problemas com os instrumentos, viriam ter com ele.
«E isso aconteceu, mais vezes do que o esperado. Tive uma clientela internacional que nunca teria em França e acabei por me tornar o luthier de solistas de Nova Iorque ou de Oslo: as pessoas vinham por falta de opção, mantinham-se porque gostavam do trabalho.»
Mas apesar de se orgulhar dos instrumentos que faz para nomes sonantes e de reconhecer que isso traz fama, sente que o trabalho que faz para músicos ainda pouco conhecidos é mais útil. E exemplifica com o violino que fez há dois anos para Vladimir Spivakov – maestro, um dos principais violinistas da atualidade, fundador da Moscow Virtuosi Orquestra e diretor artístico da Orquestra Filarmónica Nacional da Rússia. «Foi uma honra, mas o Spivakov tinha já 70 anos, uma carreira brilhante, um Stradivarius fabuloso. A vida dele não dependia de um violino meu.»
«É muito frustrante dizer a um músico jovem que vem ter comigo que terá de esperar três ou quatro anos. É muito tempo na carreira de alguém que está a começar. Poder dar essa ajuda toca-me muito.»
Já os músicos em início de carreira precisam desesperadamente de um bom instrumento e não têm dinheiro para um Stradivarius. O que nos faz chegar à razão para a lista de encomendas estar fechada: o desejo de ter alguma flexibilidade. «É muito frustrante dizer a um músico jovem que vem ter comigo que terá de esperar três ou quatro anos. Isso é muito tempo na carreira de alguém que está a começar. Poder dar essa ajuda toca-me muito.»
Talvez o toque tanto por ter bom coração, mas também porque sabe o que significa esperar tanto tempo. Aos 20 anos procurava a sua oportunidade como luthier e as portas estavam fechadas. Deu um salto de fé e aos 23 saiu da Marinha francesa, onde se preparava para fazer carreira como mecânico de aviões-caça a bordo de porta-aviões para se dedicar à construção de violinos. Mas teve de esperar até ter a sua oportunidade.
Três anos a tentar bolsas, financiamentos, alguém que o aceitasse como aprendiz. Três anos sozinho, com um livro sobre construção de violinos aberto em cima da bancada, a aprender de forma autodidata. Dez violinos e três anos depois, conseguiu finalmente mostrar o seu trabalho a Étienne Vatelot – «o» luthier da época em França – e foi esse dia, que descreve como «de conto de fadas» que lhe abriu as portas para ir aprender a profissão, vir a ser assistente de Vatelot e lançar depois a própria carreira.
Há apenas três luthiers em Portugal que fazem parte da Entente Internationale des Luthiers et Archetiers, a sociedade internacional que certifica construtores de violinos e arcos. Christian é um deles, os outros dois, pai e filho, estão a cerca de trezentos quilómetros, numa pequena oficina na vila de Anta, em Espinho.

Corria o ano de 1924 quando o violinista e comerciante de violinos Nicolino Milano entrou numa marcenaria em Espinho. O violino que o italiano trazia consigo precisava de reparação e o homem aliou a necessidade à conveniência: desceu do primeiro andar onde estava hospedado ao rés-dochão, onde o senhorio tinha a marcenaria, à procura de quem lhe desse uma mão.Aqui o ofício é o mesmo, mas a história é muito diferente. Joaquim Capela trabalha ao lado do pai, António, na oficina que foi outrora do avô, Domingos. Dali partem violinos para todos os cantos do mundo, mas a arte da lutheria foi uma herança de família que começou há quase cem anos. E por acaso.
O marceneiro, pouco dado a esses labores, disse a frase que havia de traçar a vida de três gerações e colocar Portugal no mapa dos construtores de violinos: «Fale ali com aquele moço, o Domingos, que é muito habilidoso para essas coisas.»
Quem o conta é o filho de Domingos, António Capela, 84 anos, há mais de setenta a construir e reparar violinos, violas de arco e violoncelos. «Foi assim que nasceu a dinastia Capela. O Nicolino ficou encantado com a reparação e o meu pai começou a trabalhar para ele. Em agosto de 1924, aos 20 anos, construiu o primeiro violino e nunca mais parou.»
O nome Capela começou a ser conhecido pelas tunas da região, depois chegou ao Conservatório do Porto e depois às orquestras estrangeiras que passavam pelo Casino de Espinho e espalharam o nome além-fronteiras. Hoje, Rostropovich, David Oistrach e Yehudi Menuhin são alguns dos muitos solistas que tocam com instrumentos Capela.
Tantos anos depois, Joaquim e António Capela garantem que ver partir um violino é como ver partir um filho. Há uma certa melancolia no momento em que se fecha a caixa para o despachar.
António seguiu as pisadas do pai e aprendeu o ofício ainda em criança. Já jovem estagiou em Paris e Mirecourt e frequentou a Escola Internacional de Construção de Cremona. O filho, Joaquim, hoje com 50 anos, filho e neto de luthier, seguiu as pisadas dos dois: fez o primeiro violino com 13 anos.
Mesmo tantos anos depois, Joaquim e António garantem que ver partir um violino é como ver partir um filho. Há uma certa melancolia no momento em que se fecha a caixa para o despachar. «Se os instrumentos ficam aqui perto, na Europa, é possível que ainda os torne a ver. No outro dia, apareceu aqui para reparação uma viola de arco que fiz há trinta anos para um concurso na Bulgária», diz Joaquim.
«Mas os instrumentos que vão para os Estados Unidos e para o Japão, que são muitos, nunca mais os vejo. E isso causa uma certa tristeza.» E como se passa, afinal, de pedaços de madeira para um violino? Começa precisamente com a escolha dos pedaços de madeira, diz Joaquim Capela. «O fundo, as ilhargas, a cabeça e o braço do violino são madeira de ácer, o tampo é pinho dos alpes italianos.
Depois, escolhe-se o molde, serra-se a madeira e, com plainas, goivas, formões e facas dá-se o contorno e cola-se as peças umas às outras. No fim, enverniza-se.» Dito assim parece fácil. «São precisos bons olhos, boas mãos e bom ouvido musical.»
«Quem não é músico tem alguma dificuldade em compreender o valor dos instrumentos, o número pode parecer absurdo», diz Joaquim Capela
António Capela garante que há outro «segredo», este, pouco falado: o verniz. «Às vezes ia a Itália e levava violinos para mostrar aos meus colegas. Eles admiravam-nos, experimentavam e depois vinha a pergunta: «Como é que fazes o verniz, Capela?» «E eu respondia: ‘Da mesma maneira que tu fazes o teu.’” E ri-se. «O verniz é o segredo de cada construtor. É importantíssimo na sonoridade do instrumento.» Naturalmente que não nos conta o seu.
Da mesma forma que também não nos contam por quanto vendem os violinos que fazem. Há um valor fixo mas nunca o divulgam para o público em geral. «Quem não é músico tem alguma dificuldade em compreender o valor dos instrumentos, o número pode parecer absurdo», diz Joaquim Capela. «Mas os músicos que vêm ter connosco, por norma já sabem qual é o valor quando nos procuram.»
Já Christian Bayon não tem problemas em partilhar os valores que cobra: vende cada violino por vinte e quatro mil euros. Trabalha sobretudo para a Europa e Rússia e faz questão de um encontro pessoal para entregar o instrumento. Do seu atelier não saem violinos em caixotes.
Também ele sente uma certa quebra de energia quando termina um instrumento – chama-lhe o seu baby-blues – mas garante que não há tristeza nessa partida porque trabalhar a madeira é apenas um caminho para chegar ao que realmente importa: os músicos e a música. «É quando chega às mãos do instrumentista que a verdadeira vida do violino começa. Até lá é só madeira. O melhor instrumento do mundo, sem um músico, não serve para nada.»
Encomendas por telefone também não aceita. Os músicos vêm, ficam dois dias, conversam sobre música e sobre o som desejado, experimentam violinos. E, antes da sua chegada, Christian já ouviu e viu todo o material áudio e vídeo que encontrou sobre o músico. «Ouço-os. O que dizem e como tocam. Tenho de conseguir perceber o que o cliente quer para, tecnicamente, conseguir trabalhar a madeira de forma a conseguir o som que pretende.»

STRADIVARIUS: MITO OU REALIDADE?

Afinal, os violinos e violoncelos Stradivarius e Guarneri del Gesù, feitos por estes construtores em Cremona, Itália, nos séculos XVII e XVIII, e que chegam a ser vendidos por mais de dois milhões de euros, são ou não os melhores do mundo? O segredo está na madeira, que adquiriu propriedades melhores porque o período entre 1645 e 1715 foi especialmente frio, dizem uns.
O segredo está no verniz, uma fórmula secreta que ninguém conseguiu ainda replicar, dizem outros. O segrego está nos fungos da madeira, acrescentam agora outros – sobretudo desde que na Suíça construíram violinos com madeira atacada por fungos geneticamente modificados que conseguem reproduzir a sonoridade dos «Stradi». Ou talvez o segredo fosse «apenas» luthiers geniais.
Mas os Stradivarius e os Guarneri, bem como outros instrumentos antigos, ficam atrás de violinos de construção recente em testes cegos. Um artigo publicado em 2014 na revista The Proceedings of the National Academy of Sciences revela que, quando questionados sobre se estavam a tocar um instrumento novo ou antigo, os músicos que os testaram – grandes nomes a nível mundial – acertaram 31 vezes, mas erraram 33.
Mito ou não, são instrumentos valiosíssimos. O violoncelo Stradivarius Chevillard – Rei de Portugal, construído em 1725, é, que se saiba, o único Stradivarius em Portugal e está atualmente no Museu da Música, classificado como tesouro nacional. Apenas sai do museu em ocasiões especiais, com segurança 24 horas por dia e escolta policial. O luthier Christian Bayon, que faz a manutenção do instrumento desde os anos noventa, também costuma estar presente.
Mas este instrumento também passou pelas mãos dos Capela. Em 1969, Domingos e António fizeram a reparação do violoncelo, numa altura em que as medidas de segurança eram menores. Quando foram visitados por um repórter do Diário de Notícias (que referiu a reparação que estavam a fazer e o grande valor do instrumento), António e Domingos Capela trataram de acabar o mais rápido possível o trabalho com medo de um roubo. Enquanto não o devolveram, Domingos dormiu com o violoncelo no quarto.




















 www.noticiasmagazine.pt

31.07.17

Loures acaba com os contratos de emprego-inserção no município


antonio garrochinho


A Câmara Municipal de Loures decidiu pôr fim aos contratos de emprego-inserção (CEI) existentes no município. A autarquia assume como objectivo o combate à precariedade, através da criação sustentada de emprego de qualidade e com direitos.
Bernardino Soares recandidatou-se à presidência da Câmara Municipal de Loures
Bernardino Soares recandidatou-se à presidência da Câmara Municipal de LouresCréditos
No início do actual mandato, em Outubro de 2013, a Câmara Municipal de Loures tinha dez projectos, activos, ao abrigo da medida «contrato de emprego-inserção, com um total de 110 vagas e 103 trabalhadores integrados», lê-se numa nota divulgada esta quinta-feira no portal do município.
Criados pelo Estado em 2009, os CEI tinham como destinatários os desempregados inscritos nos serviços de emprego, beneficiários de subsídio de desemprego ou de subsídio social de desemprego. A colocação dos trabalhadores ao abrigo deste programa, nas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e nos serviços públicos do Estado, cabia ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Colocados em serviços municipais, em escolas, unidades de saúde, serviços da Segurança Social, estes trabalhadores, em situação de desemprego, davam resposta a necessidades permanentes dos serviços, durante um período máximo de 12 meses. No final desse tempo, eram muitas vezes substituídos por trabalhadores desempregados, em circunstâncias idênticas.
Na apresentação da «Campanha Nacional Contra a Precariedade – Pelo Emprego com Direitos», promovida pela CGTP-IN, a central sindical enquadrou a existência destas medidas, denunciando a sua natureza: «as chamadas políticas activas de emprego, que PSD/CDS desenvolveram, contrariando os objectivos da sua existência, não passaram de grandes acções de propaganda e serviram sobretudo para mascarar os números do desemprego e simultaneamente potenciar a existência de trabalho quase gratuito, como são os contratos emprego-inserção.»

Determinação em erradicar os CEI

Em Loures, o recurso aos CEI termina na próxima segunda-feira, 31, «com a erradicação final destes contratos tanto na Câmara Municipal como nos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos de Loures e Odivelas (SIMAR)».
Isto só foi possível pelo facto de a actual administração ter decidido lançar concursos públicos, que, desde 2014, permitiram recrutar 197 trabalhadores para a Câmara Municipal e 45 novos trabalhadores para os SIMAR.
Assim, sublinha o Município de Loures, funções que antes eram desempenhadas apenas durante 12 meses e sem vínculo contratual, com uma segurança mínima para o trabalhador, «passam agora a estar associadas a um posto de trabalho permanente, com um vínculo efectivo e acesso a direitos fundamentais».

www.abrilabril.pt

31.07.17

Falsa semanada


antonio garrochinho


(In Blog O Jumento, 30/07/2017)
Julho foi o mês das falsidades pelo que a melhor forma de o terminar é com uma falsa semanada:

O comandante de Tancos decidiu colocar um aviso junto ao buraco da vedação anunciado que aceita devoluções, bastando para tal que os ladrões apresentem os devidos comprovativos. O comandante prometeu ainda aos ladrões que os paióis serão geridos com o mesmo rigor que a zona dos iogurtes do supermercado, todos os equipamentos terão uma etiqueta indicando o prazo de validade e se algum produto não for retirado esse prazo, os utentes podem fazer queixa na ASAE ou pedir o livro amarelo do paiol junto do oficial de serviço.

Ao fim de uma semana de estar desaparecido e quando o deputado Amorim já sugeria que tinha sido umas das vítimas que António Costa escondeu no galinheiro dos pavões, na residência oficial de São bento, ao mesmo tempo que Ricardo Costa mandou um jornalista estagiário do Expresso verificar as listas da maluquinha dos cem mortos, para se certificar que o líder do PSD não estaria contabilizado como uma das vítimas de Pedrógão, eis que os fuzileiros encontraram o líder do PSD, estava numa aldeia remota de Pedrógão, tentando convencer a população a não se suicidar, podiam ficar descansado porque daqui a 6 anos, quando voltar ao poder o Estado vai cumprir com as suas obrigações.

Passos prometeu num jantar de lombo assado que com os seus governos os portugueses não esperam um ano por uma pensão de sobrevivência,. Aliás, por nenhuma pensão. Se voltar ao governo resolve o problema na hora acabando com as pensões de sobrevivência, pelo que os velhotes deixam de estar preocupados. Caramba, na hora das decisões é com Passos Coelho que os pensionistas contam!

Depois de se ter associado a Passos Coelho e à maluquinha dos cem na preocupação com as vítimas não contabilizadas dos incêndios, a líder do CDS prometeu dar sentido aos seus valores cristãos e promoverá uma missa na Sé de Lisboa em memória das vítimas dos incêndio, incluindo aqueles que por se terem suicidado morreram em pecado. Passos Coelho, em solidariedade pelos que ele próprio encontrou mortos depois de se terem suicidado, estará presente na missa. Marcelo informou que não estará presente, ao que parece só vai a procissões.
Passo Coelho assegurou que os serviços públicos funcionam agora pior do que nos tempos do resgate, com destaque para o SNS. O líder do PSD assegurou que os mortos nas urgências dos hospitais nos tempos do Paulo Macedo faleceram na sequência de suicídios e que a recusa em tratar os doentes com hepatite C  não aconteceu, foi mentira de 1.º de Abril.



estatuadesal.com

31.07.17

SONETO IMPERFEITO DA CAMINHADA PERFEITA


antonio garrochinho



Já não há mordaças, nem ameaças, nem algemas
que possam perturbar a nossa caminhada,
em que os poetas são os próprios versos dos poemas
e onde cada poema é uma bandeira desfraldada.
Ninguém fala em parar ou regressar,
ninguém teme as mordaças e as algemas.
- O braço que bate há-de cansar
e os poetas são os próprios versos dos poemas.
Versos brandos... Ninguém mos peça agora.
Eu já não me pertenço: sou da hora.
E não há mordaças, nem ameaças, nem algemas
que possam perturbar a nossa caminhada,
onde cada poema é uma bandeira desfraldada
e os poetas são os próprios versos dos poemas.

Sidónio Muralha
(Imagem de Valverde Arte Visual)

31.07.17

É PRECISO MAIS SOCIALISMO


antonio garrochinho


Foto de Guilherme Antunes.
Guilherme Antunes


Numa primeira observação quero avançar a ideia que o processo eleitoral bolivariano decorreu num ambiente político de excelência. A Venezuela possui o sistema eleitoral mais avançado do mundo, tecnologicamente falando. Mesmo assim, o Brasil, a Colômbia e os EUA não reconhecem estas eleições democráticas e exemplares.
Atente quem me ler no seguinte: o ditador golpista brasileiro, Michel Temer, não se submeteu nem submete a eleições. O presidente colombiano, Juan Santos obteve uma percentagem eleitoral muito mais baixa que a Constituinte bolivariana. O “clown” do império foi eleito presidente com menos votos expressos do que a sua rival.
Que legitimidade política ou moral terá este trio de extrema-direita para pôr em causa uma consulta popular limpa? Aliás, esta é a 21ª eleição a que o povo da Venezuela é chamado a intervir em 18 anos. Não há nada de semelhante em qualquer outro país do mundo.
Luísa Ortega Diaz, responsável pelo ministério público venezuelano, destacada oposicionista contra Nicolas Maduro, declarou hoje, segundo um jornalista que o disse em directo, pelas 22 horas, numa conferência de imprensa com Jorge Rodriguez (responsável por todo o processo eleitoral constituinte) que tinha havido 7 mortos. Notícia que rapidamente a Luisita fez chegar a território norte-americano (EUA e Canadá).
Não houve nenhum falecimento por motivos da eleição e em apenas três ou quatro localidades do interior aconteceram fugazes tentativas de boicote eleitoral. Tudo ultrapassado facilmente e em paz.
A Venezuela faz parte do Movimento dos Não-Alinhados, que é composto por 2/3 dos países da Humanidade. O apoio total da esmagadora maioria da maior organização de países em todo o mundo é outra vitória do aperfeiçoamento (quero crer) social do movimento chavista.