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casepaga

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17.09.17

MINA DE SÃO DOMINGOS - HISTÓRIA


antonio garrochinho

História

A Mina de São Domingos (aldeia portuguesa e alentejana, situada no distrito de Beja, concelho de Mértola e freguesia de Corte do Pinto) faz parte da província metalogénica de classe mundial conhecida como Faixa Piritosa Ibérica (FPI), uma região com 30 a 60 km de largura e 240 km de comprimento que se estende desde o rio Sado e Setúbal (Portugal) até ao rio Guadalquivir e Sevilha (Espanha) e se constitui como uma fonte decisiva de metais básicos (Cu, Zn, Pb, Sn, Ag, Au, Fe, Co, Cd, etc.) e de outros elementos como o enxofre (S). O depósito pirítico de São Domingos foi explorado em diversos períodos históricos, nomeadamente: durante vários séculos do primeiro milénio a.C. (período Oriental), durante o período que mediou entre o ano 14 a.C. e o ano de 395 d.C. (período romano), durante o período islâmico e durante o período delimitado pelos anos de 1854 e 1966 (período moderno) (Guita,2011:117).
É o período de exploração moderna que dita a importância e o legado histórico da Mina de S. Domingos. Numa atividade de extração intensiva que decorreu ao longo de mais de um século (1854-1966), a empresa britânica Mason & Barry extraiu dos jazigos da Mina de S. Domingos mais de 20 milhões de toneladas de minério. Durante o período de exploração, a atividade mineira tornou-se o grande catalisador do desenvolvimento local. A Mina foi mesmo a maior exploração mineira portuguesa até à década de 1930, com uma força laboral continuamente superior a um milhar de trabalhadores até perto do seu encerramento. Na Mina de São Domingos construiu-se, por exemplo, uma das primeiras linhas férreas do país, para fazer a ligação entre a Mina e o antigo porto fluvial no Pomarão, que permitia o escoamento do minério através do rio Guadiana. Recebeu também a primeira central elétrica do Alentejo. Para além disso, sustentada pela atividade mineira, existia uma sociedade local dinâmica e com acesso a vários serviços, como um teatro ou um hospital (SOCIUS – ISEG,2010).

A história moderna da mina começa na segunda metade do século XIX, em pleno auge da revolução industrial britânica, altura em que a procura de metais estava em crescendo na Europa e na América do Norte. O carácter excecional de alguns dos jazigos minerais, nomeadamente das minas de S. Domingos, Tharsis e Rio Tinto atraíram o investimento estrangeiro e condicionaram o desenvolvimento subsequente destes locais sob a égide das empresas britânicas que os exploraram, por um período de cerca de um século (Silva,2009: 503-504).
A ‘descoberta’ de três das mais importantes minas da parte portuguesa da Faixa Piritosa Ibérica – nomeadamente S. Domingos, Aljustrel e Caveira – foi reclamada em Junho e Julho de 1854 por Nicolas Biava e Juan (Jean?) Malbouisson, capatazes enviados por Ernest Deligny (empresário de minas francês), na altura já ocupado a preparar os campos de lavra nas minas de Tharsis e La Zarza (Deligny, 1863) (Pinheiro da Silva,2010: 503-504).
Em Março de 1855, Biava e Malbouisson transferiram para Deligny os direitos de propriedade das minas registadas em Portugal, através de escritura realizada em Huelva. Em Novembro do mesmo ano, Deligny, o Duque Decazes e Eugene Duclerc, acionistas da Compagnie des Mines de Cuivre d’ Huelva, detentora de Tharsis, registaram em Sevilha uma empresa, com o nome de La Sabina, com o objetivo de explorar as minas portuguesas e particularmente S. Domingos. Assim que obtém a concessão desta mina por parte do estado português, em Maio de 1858, a La Sabina a exploração da mina a uma empresa inglesa, entretanto constituída, denominada Mason & Barry (Pinheiro da Silva,2010: 504).

A partir do momento em que a mina de S. Domingos foi arrendada à empresa Mason & Barry o empreendimento mineiro moderno começou a tomar forma. Os elementos necessários à mineração em grande escala foram implantados no terreno e, em poucos anos, aquilo que hoje reconhecemos como os vestígios mais antigos do empreendimento moderno foram instalados: quartéis para os mineiros (as habitações, construídas pela empresa e arrendadas aos trabalhadores), oficinas e armazéns, equipamentos de tração, de esgoto e de extração, vários equipamentos de carácter social (hospital, igreja católica, cemitério protestante, teatro, clube recreativo, mercado, campo de jogos), o porto fluvial do Pomarão, indispensável ao escoamento do minério, a linha do caminho-de-ferro ligando a mina ao Pomarão, além dos vários polos urbanos criados ao longo da linha férrea e dos pontos-chave do empreendimento: a Moitinha, local da trituração do minério, a Achada do Gamo, sítio privilegiado para as operações metalúrgicas, o Telheiro, estação ferroviária, a estação dos Salgueiros, local de abastecimento e manutenção de equipamento ferroviário circulante e, claro, a estação final do trajeto no Pomarão (Guita,2011:122-123).
O empreendimento mineiro moderno interveio directamente sobre um território com a extensão máxima superior a 20 km lineares de Norte a Sul (Cerro do Ouro ao Pomarão), com uma superfície superior a 6.000 hectares, alterou radicalmente 296 destes hectares, mobilizou mais de 20 milhões de toneladas de materiais, produziu cerca 14,7 milhões de toneladas de resíduos acumulados em escombreiras de até 14 metros de altura com uma dezena de materiais diferentes (pirite, gossan, escórias, cinzas, óxidos de ferro, rocha estéril, lamas, entulhos, etc.), cinco núcleos urbanos (de Sul para Norte, Pomarão, Telheiro, Achada do Gamo, Moitinha e Mina de São Domingos), algumas centenas de hectares ocupados com matas de exóticas (Eucaliptus spp. e Pinus spp.), outras tantas ocupadas com reservatórios de água doce e água ácida, tantas outras esterilizadas pelo processamento metalúrgico (Guita,2011:123).

Indiretamente, a influência do empreendimento mineiro moderno fez-se sentir no Algarve, na margem esquerda do Guadiana e em todo o Baixo Guadiana devido a ser este a via de comunicação privilegiada. 1966 foi o último ano em que foi extraído minério da mina de S. Domingos. Em 1968 a empresa Mason & Barry faliu com dívidas a trabalhadores e segurança social. A empresa La Sabina retomou a concessão mineira e reconheceu como seus os bens imóveis advindos da exploração da mina de S. Domingos, acionando o clausulado do contrato de arrendamento que as duas empresas mantiveram desde o século XIX. Em 1984 a concessão mineira de S. Domingos viu findar a validade (Guita,2011:123).
A ausência de uma reabilitação adequada após o encerramento da exploração, bem como o abandono e vandalização subsequente do património remanescente ditaram a decadência progressiva do território, consumada no êxodo populacional, na ruína e no enorme passivo ambiental de toda a antiga área mineira.
A estratégia de desenvolvimento está, neste momento, orientada para a busca de resoluções para os problemas ambientais e para a salvaguarda e valorização/valoração do património mineiro. Neste sentido, a 3 de junho de 2013 o conjunto mineiro da Mina de S. Domingos foi consagrado pela lei portuguesa “Conjunto de Interesse Público”.






PDFs
Cronologia Mina de S. Domingos
Base de Bibliografia sobre a Mina de S. Domingos
www.fundacaoserraomartins.pt

17.09.17

NUNCA OUVI UM ALENTEJANO CANTAR SOZINHO


antonio garrochinho




Nunca ouvi um alentejano cantar sozinho
com egoísmo de fonte.

Quando sente voos na garganta
desce ao caminho,
da solidão do seu monte,
e canta
em coro com a família do vizinho.

Não me parece pois necessária
outra razão
- ou desejo
de arrancar o sol do chão -
para explicar
a reforma agrária
no Alentejo.

É apenas uma certa maneira de cantar.


José Gomes Ferreira

Quadro de Flávio Horta (tinta da china e Posca branca sobre papel)


Carlos Fonseca in facebook

17.09.17

JANELA DO PENSAR.


antonio garrochinho


QUAL É O PROGRAMA DA
DIREITA ?
EVITAR A TODO O CUSTO UMA GERINGONÇA II.

QUAL O PROGRAMA DO PS ?
A MAIORIA ABSOLUTA PARA SE DESCARTAR DE VEZ DO APOIO DO PCP JÁ QUE O BLOCO É MAIS DÓCIL E NEGOCEIA COM UM PAU DE DOIS BICOS.

E QUAL É O PROGRAMA DO BE ?
VOTOS E MAIS VOTOS MESMO À CUSTA DE INDEFINIÇÕES E POSICIONAMENTOS POLÍTICOS EXTRA TERRESTRES.

O PROGRAMA DO PCP ?
CONTINUAR O REFORÇO DO PARTIDO E DA CDU COM A COERÊNCIA E HONESTIDADE QUE LHE É RECONHECIDA NA DEFESA INTRANSIGENTE DOS TRABALHADORES E DOS VALORES DE ABRIL.

EM TRAÇOS LARGOS ISTO É O QUE PENSO NO CONTEXTO ACTUAL.

António Garrochinho

17.09.17

Governo quer construir "pequenos Alquevas" por todo o país


antonio garrochinho






Governo-quer-construir-pequenos-Alquevas-por-todo-o-pais
O primeiro-ministro António Costa disse hoje em Macedo de Cavaleiros que o Governo tem em fase de conclusão um financiamento, junto do Banco Europeu de Investimento, para aumentar em 90 mil hectares a área de readio em Portugal


O Governo tem em preparação um Programa Nacional para alargar a área de regadio construindo “pequenos Alquevas” por todo o país, anunciou hoje o secretário-geral do PS, António Costa.

O líder socialista anunciou que o Governo tem em fase de conclusão de financiamento junto do Banco Europeu de Investimento (BEI) um programa para aumentar em “90 mil hectares” a área de regadio em Portugal.

O propósito, segundo disse, “é fazer pelo país “pequenos Alquevas” e ajudar a agricultura a criar mais riqueza e que ajude ao desenvolvimento do mundo rural”.

António Costa falava num comício, em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, para as autárquicas num concelho liderado pelo PSD e onde o PS aposta no médico Benjamim Rodrigues na corrida autárquica.

Costa apontou a sua experiência autárquicas para afirmar que acredita que “as freguesias e os municípios podem fazer a diferença “ e afirmou que uma das reformas que o Governo socialista que lidera quer fazer é a descentralização, “ dar mais competências e mais meios” ao poder local.

Para o líder socialista, “a função dos autarcas já não é só assegurar as infraestruturas básicas”.

“É , sobretudo, poderem ser os motores do desenvolvimento económico e de criação de emprego nos seus concelhos”.


expresso.sapo.pt

16.09.17

O vilarejo alemão que quase mudou o curso da 2ª Guerra e influenciou futuro das armas de destruição em massa


antonio garrochinho


Míssil alemão em campo de testes de PeenemundeDireito de imagem
Image captionA temida e terrível bomba V2 causou pânico na Europa durante a Segunda Guerra
Com praias, um famoso sanduíche à base de peixe e um histórico de visitas da realeza prussiana, a ilha alemã de Usedom tem apelo turístico. Mas o remoto balneário teve outra função durante 1936 e 1945, quando foi ocupado pelos nazistas.
Em 1935, o engenheiro Wernher von Braun, em visita à ilha, a escolheu como o local perfeito para abrigar um programa de desenvolvimento e testagem de mísseis.
Isolada e oferecendo o Báltico como campo de provas, Usedom tornou-se então uma imensa fábrica de armas.

No auge de seu funcionamento, 12 mil pessoas trabalharam na construção de foguetes em uma fábrica que ocupou 25 quilômetros quadrados de área. Mas as pesquisas levadas a cabo nas cercanias do vilarejo de Peenemunde não apenas foram cruciais durante a Segunda Guerra Mundial - seu impacto também se deu na criação de armas de destruição em massa e mesmo na conquista espacial.

'Arma da Vingança'

Tudo o que resta do complexo é o prédio de tijolos vermelhos que servia de usina de força e hoje abriga o Museu Histórico Tecnológico de Peenemunde. Seus jardins são decorados com modelos de foguetes e a coleção do museu inclui documentos e fragmentos de protótipos.
Em um manuscrito datado de 1942, o líder militar do programa balístico, Walter Dornberger, resumiu bem a importância de Peenemunde para o esforço de guerra.
Naquele ano, os nazistas testaram com sucesso o Agreggat 4 (A-4), o primeiro míssil de longo alcance e que ficaria conhecido como V2 ou "Arma da Vingança".
"Desenvolvemos algo que é uma das mais revolucionárias invenções da história recente e que nos dará superioridade militar, econômica e política", escreveu ele em um manuscrito encontrado no complexo.
Vista aérea de PeenemundeDireito de imagemMADHVI RAMANI
Image captionO pátio do Museu Histórico Tecnológico guarda relíquias dos tempos de produção em massa de mísseis
Mas se os líderes do programa bélico acreditavam que os mísseis seriam vitais para ganhar a guerra, uma pessoa se matinha cética: Adolf Hitler.
O complexo não estava totalmente construído quando o líder nazista iniciou sua campanha militar, em 1939, o que forçou uma corrida contra o tempo e uma busca por materiais, estafe e verbas.

Foi apenas depois de ver um filme com o teste bem-sucedido do A4, que Hitler enfim deu sinal verde.

Trabalho escravo

Ainda assim, a situação era crítica e, em junho de 1943, os nazistas trouxeram 2,5 mil prisioneiros de campos de concentração para trabalhar em regime forçado na produção de mísseis. Registros mostram que a maioria vinha de França, Bélgica e Holanda.
Os prisioneiros trabalhavam sob condições terríveis na construção de armas que iriam causar terror e devastação em seus próprios países.
No verão europeu de 1943, os serviços de inteligência britânicos perceberam a importância de Peenemunde. Voos de reconhecimento revelaram a linha de produção de mísseis, que teria de ser interrompida - até porque nada menos que 1,5 mil mísseis V2 caíram no Reino Unido, a maioria deles em Londres, causando a morte de pelo menos 7 mil pessoas.
Na noite de 17 de agosto, a Força Aérea Britânica bombardeou Peenemunde, na maior operação aérea do país contra um único alvo durante a Segunda Guerra.
A operação não foi um sucesso no que diz respeito à destruição, mas atrasou a produção de mísseis e obrigou o programa a se transferir para a região central da Alemanha.
Fábrica abandonada em PeenemundeDireito de imagemALAMY
Image captionCerca de 2,5 mil prisioneiros de campo de concentração foram forçados a trabalhar na construção dos mísseis

Mea culpa

Em 1944, Hitler admitiu para Dornberger que cometeu um erro ao não ter aprovado o projeto mais cedo.
"Em toda minha vida, só pedi desculpas para dois homens. O primeiro foi o marechal Von Brauchitsch. Não lhe dei ouvidos quando ele me falou diversas vezes sobre a importância das pesquisas (sobre mísseis). O segundo homem é você."
Mas o fim da guerra não representou o final do trabalho em Peenemunde. Os aliados estavam interessados na tecnologia balística do projeto V2, o primeiro foguete a lançar uma ogiva em uma trajetória pré-determinada. Cientistas e engenheiros que trabalharam no projeto receberam ofertas de asilo, cidadania e empregos em países como EUA, URSS, e Reino Unido.
Prédio atingido por V2 em LondresDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionExplosões causadas pela V2 mataram pelo menos sete mil pessoas no Reino Unido
Wernher Von Braun, por exemplo, mudou-se para os EUA e esteve à frente do desenvolvimento dos foguetes que levaram o homem à Lua. O trabalho lá feito influenciou os desenvolvimentos posteriores no que diz respeito aos mísseis.
O mais importante legado de Peenemunde, porém, é a reflexão sobre o impacto tecnológico e o papel de cientistas e engenheiros.
Como diz o curador do Museu Histórico Tecnológico, Phillip Aumann: "Progresso e inovação são um aspecto-chave das sociedades modernas. Nós temos influência sobre o que é pesquisado e desenvolvido".



www.bbc.com

16.09.17

CONHEÇA 10 SEGREDOS SUJOS DA IGREJA CATÓLICA


antonio garrochinho


Ao longo da sua longa história, a Igreja Católica tem sido abalada por escândalos que vão desde a criação da Ordem dos Templários, o julgamento de Galileu até a Madre Teresa??. Ao longo do século 20 e 21, muitos escândalos vieram à tona, mesmo com a Igreja tentando mantê-los em segredo.
Confira 10 segredos sujos da Igreja Católica e se surpreenda:

O retorno das crianças judias batizadas

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Enquanto o Papa Pio XII foi condenado por permanecer em silêncio sobre o Holocausto, a Igreja Católica tomou medidas para salvar milhares de judeus dos nazistas. Alguns judeus italianos e húngaros conseguiram certificados de batismo falsos e outros documentos identificando-os como católicos. Na França, muitas crianças judias foram batizadas e colocadas em escolas e orfanatos católicos para escondê-las dos nazistas.
O problema é o que aconteceu em seguida. Quando a guerra terminou, a Igreja Católica na França emitiu uma ordem que proibia os seus representantes de devolver as crianças judias que tinham sido batizados como católicas. O documento declarava firmemente que "as crianças que foram batizadas não devem ser confiadas a instituições que não estariam em condições de garantir a educação cristã."
A questão veio pela primeira vez à público na França, com o famoso caso de Robert e Gerald. Até hoje não está claro quantas crianças judias a Igreja Católica resgatou mas não devolveu ao seus pais.

Igreja Católica e o apoio ao Fascismo

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Em fevereiro de 1929 o ditador italiano Benito Mussolini assinou um tratado com a Igreja Católica, selando a paz entre o Estado Italiano e a Santa Sé. A benção do Sumo Pontífice ao acordo de certo modo legitimou o líder fascista aos olhos do mundo católico e sedimentou uma estranha aliança entre um regime político que exaltava a violência e a guerra com uma religião que enaltecia o amor e a concórdia.

Igreja Católica e o abuso sexual contra crianças

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O abuso infantil dentro da Igreja Católica tem sido um problema por um longo tempo, mas a questão só se tornou pública no final de 1980. O abuso é um enorme escândalo em si, mas o fato de que demorou tanto tempo para vir à tona esse tipo de crime é ainda pior: A Igreja Católica, como instituição, procurou deliberadamente encobrir o abuso de crianças e padres pedófilos.

Igreja e o auxílio na fuga de nazistas no pós 2° Guerra

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No final da II Guerra Mundial, muitos criminosos de guerra nazistas tentaram fugir da Europa para evitar processos. Em pelo menos alguns casos, eles receberam ajuda de altos clérigos católicos. Em dezembro de 1944, a Igreja permitiu que um bispo chamado Alois Hudal visitasse prisioneiros nazistas mantidos em campos de aliados, presumivelmente para fins religiosos. No entanto, o bispo Hudal usou sua posição para ajudar um número grande de criminosos de guerra nazistas fugir em segurança.
Hudal ajudou a criar rotas de fuga conhecidas como "ratlines", permitindo que os nazistas que queriam fugir para a América do Sul.Ele usou sua posição na hierarquia da Igreja para obter passaportes e vistos através de Organização do Vaticano para os Refugiados.

O Holocausto Croata

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Enquanto os campos de concentração administrados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial são, provavelmente, mais conhecido hoje, havia muitos campos de concentração semelhantes em outros países, incluindo alguns na Iugoslávia, dirigidos por padres católicos.
Após as Potências do Eixo ocuparem a Iugoslávia em 1941, um novo governo fascista foi formado chamado de ''Estado Independente da Croácia'', que foi considerado como tendo sido um "estado-fantoche nazista". O novo governo foi designado pela Utashe, versão croata dos nazistas, chefiado por um ditador chamado Ante Pavelic. O Utashe foi definido pelo catolicismo ultraconservador e racismo.
Depois de Pavelic assumiu o poder, o arcebispo católico Aloysius Stepinac realizou um banquete para o ditador, proclamando-o "a mão de Deus no trabalho." Pavelic também foi recebido pelo Papa Pio XII em pessoa. Quatro dias antes de Pavelic conhecer o Papa, o Utashe havia trancado centenas de sérvios dentro de uma igreja ortodoxa e os queimado lá dentro. Diplomatas iugoslavos advertiram o Papa das atrocidades e pediram para que ele não se encontrasse com o ditador fascista, mas o Papa Pio XII recusou.
Tais ambições genocidas logo se tornaram uma realidade horrível. Os campos de concentração foram criados em todo o país, incluindo um dos maiores campos na Europa em Jasenovac, onde cerca de 800.000 sérvios, judeus, ciganos e dissidentes políticos foram mortos. Clérigos católicos croatas serviram como guardas e carrascos nos campos. No campo de concentração de Jasenovac um ex-padre estudante chamado Petar Vrzica ganhou um concurso 1.350 cortando gargantas  em uma única noite.

O escândalo dos Orfãos de Duplessis

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Nos anos de 1930 e 1940, uma revolução conservadora inaugurou uma era na cidade de Quebec no Canadá, conhecida como " A Grande Escuridão". Liderados pelo Premier Maurice Duplessis, o período foi marcado por atos de corrupção sem precedentes e de repressão, muito dos quais envolvendo a Igreja Católica.
A partir dos anos 1940, o governo Duplessis, em colaboração com a Igreja Católica começou a diagnosticar crianças órfãs com problemas mentais que elas não possuíam. Como resultado desses falsos diagnósticos, milhares de órfãos foram enviados para instituições psiquiátricas da igreja, que recebiam subsídio do governo.
Diversos orfanatos foram convertidos em manicômios para crianças para que a Igreja Católica pudesse ganhar mais dinheiro com os subsídios. Cerca de 20 mil crianças foram erroneamente diagnosticada e presas desta maneira.
Para piorar a situação, muitos dos órfãos não eram exatamente órfãos. Alguns deles eram simplesmente os filhos de mães solteiras levados à força para a custódia da Igreja, que desaprovada a própria existência do parto fora do casamento. Depois de serem internadas, as crianças eram submetidas a uma vida de pesadelo, que incluía o abusos sexuais, terapia de eletrochoque e lobotomias forçadas.
Algumas crianças foram usadas em testes de drogas e outras experiências médicas.Muitos morreram como resultado de seu tratamento. Na década de 1990, cerca de 3.000 sobreviventes do escândalo dos Orfãos de Duplessis trouxeram a história a tona. O Governo fez um acordo monetário com as vítimas mas a Igreja Católica tentou abafar seu papel no escândalo mantendo-se em silêncio.

O escândalo das Crianças Britânicas

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Durante os séculos 19 e 20, em torno de 150.000 crianças britânicas foram enviadas para a Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Rodésia.
O esquema de tráfico infantil tinha como objetivo a criação de colônias de caucasianos (brancos). As crianças britânicas foram escolhidas para serem enviados pois de acordo com referências da época elas eram um "bom estoque de pessoas brancas."
Entre os anos 30 e início dos anos 60, a Igreja Católica enviou pelo menos 1.000 crianças britânicas e 310 crianças maltesas para escolas católicas na Austrália, onde muitos foram forçadas a trabalho escravo principalmente no ramo da construção.
Além de trabalhos forçados, inquéritos posteriores descobriram que muitas das crianças enviadas pela Igreja eram brutalmente espancadas, estuprados. Muitas crianças passavam fome e eram alimentadas com restos e no chão, como animais. Décadas mais tarde, em 2001, a Igreja Católica na Austrália confirmou os crimes cometidos e emitiu um pedido de desculpas.

O roubo de crianças na Espanha

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Na década de 1930, o regime fascista de Francisco Franco procurou purificar Espanha através do roubo de bebês de pais "indesejáveis". O regime dizia que os bebês deveriam ser criados em um ambiente "politicamente aceitável". O regime inicialmente direcionou às crianças de esquerdistas, mas atingiu também mães solteiras. Aproximadamente 300 mil bebês acabaram roubados de seus pais.
O esquema de roubo de bebês foi realizado com a grande colaboração da Igreja Católica da Espanha. Depois de Franco subir ao poder, ele se declarou o defensor da Espanha católica. Assim, a Igreja controlava a maior parte dos serviços sociais na Espanha. Isso permitiu que milhares de crianças fossem roubadas de seus pais por médicos católicos, padres e freiras.
Em muitos casos, os enfermeiros em hospitais católicos levavam os bebês recém-nascidos de sua mãe para serem examinados. A enfermeira, então, voltava com um bebê morto mantidos no gelo com o propósito de convencer a mãe que o bebê tinha morrido. Depois que os bebês eram roubados de suas mães, eram vendidos em um mercado negro de adoções.
Depois da morte de Franco, em 1975, a Igreja manteve seu controle nos serviços sociais na Espanha e continuou o esquema. Os sequestros de crianças só diminuíram no fim de 1987, quando o governo espanhol começou endurecer os critérios de adoção. Estima-se que cerca de 15 por cento das adoções na Espanha entre 1960 e 1989, faziam parte do esquema de seqüestro.

Lavagem de dinheiro Nazista no Banco do Vaticano

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Em 1947, um agente do Tesouro dos EUA chamado Emerson Bigelow escreveu um relatório altamente confidencial, que alegou que a Igreja Católica tinha contrabandeado ouro nazista através do banco do Vaticano. O próprio relatório foi "perdido", mas uma carta escrita por Bigelow explicou que ele continha informações de uma fonte confiável revelando que a Croácia tinha contrabandeado cerca de 350 milhões de francos suíços em ouro para fora do país no final da guerra.
De acordo com Bigelow, aproximadamente 200 milhões de francos ficaram no Banco do Vaticano sob custódia. Um porta-voz do banco do Vaticano negou as alegações, mas a Igreja Católica permanece envolvida em ações judiciais sobre a sua suposta lavagem de ouro nazista. Em 2000, uma ação coletiva foi movida por cerca de 2.000 sobreviventes do Holocausto e familiares que buscavam a restituição do Vaticano até US$ 200 milhões, utilizando os dados de Bigelow e outros documentos recentemente liberados por agências de espionagem que alegam que o Vaticano tinha ouro confiscado dos judeus no regime Nazista. A ação está parada na justiça dos EUA até hoje.

Os manicômios de Maria Madalena

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Com base em seus dogmas ultraconservadores sobre a sexualidade, muitas mulheres foram presas pela Igreja Católica suspeitas de prostituição ou "promiscuidade". Elas eram aprisionadas em instituições para doentes mentais dirigidas pela Igreja conhecida como Manicômios de Maria Madalena. Inicialmente, as mulheres recebiam "tratamento" devido ao seu comportamento pecaminoso ou por serem promiscuas. Muitas mulheres foram enviadas para os manicômios por suas próprias famílias.
As principais instituições desse tipo se encontravam na Irlanda. Lá as mulheres eram presas  e forçadas a fazerem trabalho escravo, principalmente relacionadas a lavagem de roupas, durante sete dias por semana. É claro que a Igreja estava sendo paga pelo trabalho das mulheres. Essas lavanderias geravam um grande lucro para a igreja local. As mulheres presas também era espancadas, má alimentadas e sofriam abuso sexual. Estima-se que mais de 30.000 mulheres foram presas nessas instituições.
Os manicômios foram operados na Irlanda do final do século 18 ao final do século 20. Eles só se tornaram uma questão de debate público em 1993, quando 155 corpos foram descobertos em uma vala comum no norte de Dublin. As autoridades que administravam o manicômio haviam enterrado as mulheres em segredo, sem dizer a suas famílias ou mesmo das autoridades que eles tinham morrido.
Em 2013, as autoridades irlandesas concordaram em pagar, 45.000 mil dólares como indenização para cada sobrevivente após o Comitê contra a Tortura das Nações Unidas pedisse ao governo para tornar uma atitude.




www.fatosdesconhecidos.com.br

16.09.17

POLÍTICOS E ESCÂNDALOS SEXUAIS


antonio garrochinho



 O político que cobiçou a mulher alheia
Os Estados Unidos registram escândalos sexuais desde o primeiro ano de sua vida democrática. No ano seguinte à independência do país, o então secretário do Tesouro Alexander Hamilton foi pego no pulo tendo um caso extraconjugal com uma moça chamada Maria Reynolds. O marido dela – o comissário reformado James Reynolds – descobriu tudo e chantageou Hamilton, e isso o deixou numa situação bem embaraçosa. Mas como esses casos costumam rolar por baixo dos panos, a confissão só veio muito tempo depois, e chocou muito sua família e a sociedade. A história manchou a carreira do então secretário do Tesouro – que, segundo os livros, já não era lá essas coisas.

Um passarinho me contou
Embattled Mayoral Candidate Anthony Weiner Campaigns In Staten Island
Ainda nos Estados Unidos, em 2011, o democrata Anthony Weiner renunciou ao cargo depois de ter sido flagrado mandando cantadas para uma seguidora de sua conta no Twitter. Apesar de todas as evidências, Weiner primeiro negou (!!) ter enviado as mensagens, mas depois admitiu e se retirou do Congresso. Depois de ter procurado terapia e de ter restabelecido seu casamento, ele se candidatou a prefeito de Nova York, mas perdeu (dizem as más línguas que, com o codinome Carlos Danger, ele continuou atacando no Twitter).


Um é pouco, dois é demais
Profumo Arrives
Um filme de James Bond não teria uma trama tão boa quanto a do caso do ex-ministro inglês John Profumo com a prostituta Christine Keeler. Em plena Guerra Fria, Profumo tinha um papel estratégico como representante da terra da rainha na luta contra o comunismo. Mas Christine tinha um outro amante (#relacionamentoaberto): um espião russo. Profumo negou o caso com Christine em uma reunião parlamentar, mas é claro que a fofoca come solta e o romance foi descoberto. O político foi forçado a renunciar e, nos anos seguintes ao escândalo, (ficou arrasado e) escolheu fazer um trabalho voluntário limpando banheiros (#lovehurts).


O sedutor do futuro
Gov. Brown Unveils Offical Gubernatorial Portrait Of Former Governor Schwarzenegger
Depois de se aposentar como tira no jardim da infância, Arnold Schwarzenegger se elegeu governador da Califórnia – até aí, tudo certo. Mas aí, em 2011, a ex-mulher do Conan de Arnold descobriu que ele havia dado uma escapada com a empregada da mansão – e tido um filho com ela. Onde há fumaça, há fogo: em 2003, enquanto ainda fazia sua campanha eleitoral, ele foi acusado de assediar sexualmente mais de 12 mulheres. Como nada foi provado, a bola seguiu e ele não foi punido por isso.

 As mulheres do padre
O escândalo envolvendo o ex-presidente paraguaio e ex-bispo católico (!!) Fernando Lugo nos faz acreditar que a expressão “mulher do padre” tem um sentido totalmente diferente por lá. O político-religioso, já cinquentão, seduziu a adolescente Viviane Carrillo (tudo errado). No intervalo de dez dias depois da explosão do escândalo, mais três fiéis colocaram a boca no trombone para revelar que tinham filhos do então presidente.

 Festa no apê
World Leaders Attend G8 Summit 2011 in Deauville
Esse parece até comédia pastelão, mas, como envolveu o ex-presidente italiano Silvio Berlusconi, não podemos dizer que foi exatamente uma surpresa. Durante um interrogatório de uma investigação sobre uma rede de prostituição no país, a imigrante marroquina Karima El Mahroug entregou que as festinhas na casa de Berlusconi sempre acabavam em (que vergonha de ter que escrever isto) “bunga bunga”. Era esse o simpático nome que o político dava para o trenzinho de prostitutas nuas seguidas dos convidados da festa em seu fim de noite. Como desgraça pouca é bobagem, as investigações ainda descobriram que Karima frequentava a mansão de Berlusconi enquanto ainda era menor de idade.

Na ponta do pé
O ex-senador estadunidense Larry Craig, de Idaho, um conservador homofóbico, foi pego com um pé pra fora da linha. Em junho de 2007, ele foi pego dando pinta em um banheiro masculino do aeroporto St. Paul, de Minneapolis. O senador estava batendo o pé – código dos gays dos EUA quando querem fazer sexo com alguém. Ele foi condenado por “conduta lasciva”, mas negou veementemente que é gay. Em vez disso, ele alegou que estava tentando pegar um pedaço de papel higiênico no toalete (sapateando??). Em dezembro do mesmo ano, 8 homens deram depoimento a um jornal de Idaho dizendo que Larry Craig tentou fazer sexo com todos eles. Aliás, até conseguiu, com um ou outro. Os rapazes deram detalhes bem gráficos do que fizeram com o ex-senador.

 De joelhos
Monica Lewinsky meets with President Clinton
Não há pessoa na casa dos 30 anos ou mais que não se lembre do escândalo do ex-presidente Bill Clinton com a então estagiária da Casa Branca Monica Lewinski. Escândalos sexuais de políticos nos Estados Unidos, como já vimos, acontecem desde que o país é país. Mas o de Clinton marcou pelo número – e pela qualidade – de detalhes que as investigações sobre o caso revelaram. Nos depoimentos dele e no dela, havia relatos de cenas que, certamente, deveriam estar em algum filme pornô. Clinton negava tudo, mas um exame de DNA em uma amostra de sêmen seco em um vestido azul que não foi mandado para a lavanderia (irc) deixaram o então presidente com cara de cachorro que virou a tigela diante do mundo todo.


  O pecado mora ao lado
John F. Kennedy
Para encerrar, um caso de puro glamour que envolveu ninguém menos que o homem mais poderoso do mundo e a atriz mais popular do universo: John Kennedy e Marilyn Monroe. Nos bastidores da Casa Branca, todos sabiam que eles tinham um caso. Mas isso era mantido sob sete chaves, pois no auge da Guerra Fria o presidente dos Estados Unidos – e, logo, o líder máximo de todo o lado capitalista do mundo – não podia parecer um mulherengo qualquer. Assim, o affair só foi revelado mesmo anos depois. Segundo o biógrafo de Marilyn, ela era completamente apaixonada pelo homem, e o término da relação dos dois foi o estopim para a depressão que culminou em seu suicídio, em 1962.

super.abril.com.br

16.09.17

FARO - QUATRO MEIOS AÉREOS COMBATEM FOGO NO PONTAL - GAMBELAS


antonio garrochinho





Um incêndio deflagrou este sábado numa zona de pinhal em Gambelas, freguesia do Montenegro, no concelho de Faro, e está a ser combatido por centena e meia de operacionais e quatro meios aéreos, disse fonte da Proteção Civil. O alerta foi recebido às 16h09 e hora e meia depois o fogo ainda "está ativo" e "a ser combatido pelo dispositivo" destacado para a zona das Gambelas, naquela freguesia do concelho de Faro, onde está também localizado um dos campus da Universidade do Algarve, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro. A mesma fonte precisou que estão no terreno a participar no dispositivo de combate ao fogo "36 veículos, quatro meios aéreos e 154 operacionais" de corporações de bombeiros do Algarve, designadamente de Faro, Loulé ou Albufeira. Questionado sobre se o fogo estava apenas a consumir área de pinhal e não havia construções em risco, a fonte do CDOS de Faro respondeu que não sabia precisar


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