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casepaga

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31.07.18

quando...


antonio garrochinho



QUANDO MORREU SHACA ZULU
OS DIABOS FIZERAM A FESTA
ENTERRARAM-LHE UMA ESPADA NO CU
E ESPETARAM-LHE UMA CRUZ NA TESTA


Quadra do meu amigo Luis Murta

"Os Diabos" na consideração do Luís eram os colonialistas, a espada a arma da matança e a cruz a dos missionários que sempre acompanhava a repressão dos colonos e tropa

31.07.18

PCP contra Operação de Loteamento da Quinta Dos Ingleses – Carcavelos


antonio garrochinho

PCP contra Operação de Loteamento da Quinta Dos Ingleses – Carcavelos

No âmbito da discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental da operação de Loteamento da Quinta dos Ingleses em Carcavelos, o PCP pronunciou-se contra a aprovação deste projecto de loteamento porque considera uma violação grosseira das opções de planeamento e de estratégia deste território com graves impactes negativos. 

Para o PCP, face à realidade presente torna-se cada vez mais premente que se restrinjam as novas áreas a urbanizar em zonas já sobrecarregadas urbanisticamente e de se reforce a reabilitação urbana de áreas degradadas. 

O PCP defende que a Quinta dos Ingleses  se deveria manter como espaço verde de recreio e lazer , o contrario do que defende o PSD/CDS no executivo da CM de Cascais que teima em defender as urbanização com uma abordagem ultrapassada, contra tudo e contra todos, excepto naturalmente o promotor do Projecto.













www.dorl.pcp.pt

31.07.18

DIAS LOURENÇO – construtor do PCP


antonio garrochinho



in facebook

 
DIAS LOURENÇO – construtor do PCP

Um herói é assim. António Dias Lourenço é uma figura inultrapassável da mesma grandeza do Partido que ajudou, decisivamente, a construir e a reconstruir. Esteve nele durante 78 anos de aço misturado com uma sensibilidade humana/poética casada com o seu amor ao povo.

Falar da sua incrível e corajosa fuga da masmorra de Peniche é dos dados de Resistência mais iluminados da história épica do PCP. É acontecimento felizmente muito conhecido, pelo que aqui não me deterei.

Especialmente brutalizado pelos assassinos da pide, esteve encarcerado por 17 anos. Estava preso quando soube da leucemia que lhe tiraria o seu filho de 10 anos. Apenas lhe foi permitida, pelos esbirros policiais, uma breve visita de 5 minutos. Só o tornaria a ver, morto, vindo da URSS, levado pelo PCP na tentativa vã de o salvar.

Personagem central do grande livro de Saramago, “Levantado do Chão”, na minha opinião o mais importante do escritor meu camarada, foi Dias Lourenço quem escreveu o manifesto de greve que o livro retrata.

Na primeira vez que a matadora pide o apanhou, depois das torturas sem fim durante dias, ao regressar à cela ainda teve forças para bater nas portas dos camaradas presos e dizer: «malta, aqui ninguém fala. Os comunistas não falam».

Estava em casa de Bento de Jesus Caraça na altura da morte deste. Testemunharam-na o Professor Pulido Valente e o escritor Manuel Mendes. Ia, clandestinamente, em nome do Partido, levar ajuda material ao notável matemático comunista, caso este necessitasse.

Como última nota deste revolucionário inesquecível, exemplo de guerreiro referencial do MCI, não resisto a contar a origem de onde lhe cresceu a sua fortaleza heróica, o seu querido pai. Este estava a morrer, havia uma luz na mesa-de-cabeceira que lhe encadeava a vista. Dias Lourenço perguntou-lhe se preferia que a apagasse, ao que o pai lhe respondeu: «Não, filho, o que eu preciso é de luz, muita luz. Não a apagues, por favor»

Um par de Álvaro Cunhal. Um Grande do PCP!

31.07.18

Ontem, quando terminou a entrevista com "Bolsoasno", percebi-me extremamente triste.


antonio garrochinho







Ontem, quando terminou a entrevista com Bolsoasno, percebi-me extremamente triste. O pior, é que tudo que eu lhe apontar de defeito - misoginia, racismo, ignorância, homofobia, truculência - será exatamente o motivo pelo qual ele ganha votos de uma parcela significativa da população, também misógina, racista, ignorante, homofóbica, truculenta. Observá-lo é observar uma falência. É perceber onde o humanismo não chega, onde não há frestas. Entre outras coisas, o ignorante teve coragem de negar publicamente
o golpe de 64, afirmou que negros e brancos têm iguais oportunidades no Brasil. Que a escravidão não gerou dívidas sociais, que os brancos não venderam escravos: foram os negros (!); que tudo que não concorda com ele é de esquerda (MPF, Organizações Internacionais, inclusive). Que Nelson Mandela não é bem isso que nós estamos pensando, que seu livro de cabeceira foi escrito por um torturador e que a mortalidade infantil é porque nascem muitos prematuros. Ah, e que a febre amarela não tem relação com falta de saneamento básico. Sim, e ficou claro que, entre inúmeras coisas, ele não sabe o que é saneamento básico.
Triste que haja eleitores para esse imbecil.


Adriane Garcia

31.07.18

SO FOSSE REAL .....


antonio garrochinho



BASEADO NUMA IMAGEM QUE ENCONTREI NA NET ESTIVE A CONSTRUIR ESTE "BONECO" E DIGO: O MUNDO RESPIRAVA MELHOR SE ESTES PULHAS ESTIVESSEM ATRÁS DAS GRADES OU NÃO ?

CLARO QUE FALTAM MUITOS QUE FICAM PARA OUTRA VEZ 


31.07.18

A ÂNCORA DUMA VELHA NAU QUE PRENDE O NAVIO AO PASSADO! - Martinho Júnior - António Jorge - RACISMO, COLONIALISMO E ESCRAVATURA


antonio garrochinho


A ÂNCORA DUMA VELHA NAU QUE PRENDE O NAVIO AO PASSADO!
Se Portugal não estivesse coberto pela manta da obscuridade que se chama "dilataçao da fé e do império", no próprio dia da vitória do Movimento das Forças Armadas, a 25 de Abril de 1974, teria sido denunciado o Exercício Alcora!...
O Exercício Alcora nem com a vitória angolana em Calueque, a 27 de Junho de 1988, no âmbito da batalha do Cuito Cuanavale, foi denunciado e só com o fim do "Arco de Governação", o fim de facto do spinolismo sem Spínola, isso se está a tornar possível!...
Mesmo assim, quanta luta há ainda a travar?

António Jorge - RACISMO, COLONIALISMO E ESCRAVATURA

Racismo, colonialismo e escravatura
...e a verdade histórica, através do direito a uma visão real do que foi, numa perspectiva dos povos que foram submetidos, colonizados e escravizados.
António Jorge



Foto de António Jorge.
A primeira tentativa de Portugal de comemorar a sua longa história de escravidão com um monumento, inflamou as paixões sobre como o país deveria confrontar o seu passado colonial e encarar o seu presente multirracial.
O memorial a milhões de vítimas da escravidão continua a não ser construído, mas também não-assinado, embora os residentes tenham votado em dezembro passado, tentado erguê-lo numa agradável orla marítima chamada Ribeira das Naus.
Navios escravos descarregaram ali a sua carga humana, como parte de um comércio atlântico que durou 400 anos até o século XIX.
Não muito longe fica a prefeitura de Lisboa, no local de uma antiga cadeia de escravos onde os africanos eram mantidos até que seus donos pagassem impostos sobre os seus bens móveis.
Para uma nação que glorifica os seus exploradores e navegadores, examinar o seu passado colonial é divisivo.
E Portugal tradicionalmente se orgulha de ser daltônico.
Da escravidão ao racismo moderno.
"Queremos que este monumento traga vida ao debate em torno do racismo hoje", diz Beatriz Gomes Dias, cuja associação de afrodescendentes, Djass, está promovendo o monumento.
"Portugal precisa reconhecer que a escravidão não é algo que foi esclarecido no passado. Há uma linha clara entre a escravidão, o trabalho forçado que continuou depois e o racismo que se passa agora na sociedade."
Alguns observadores portugueses brancos, argumentam que o país não tem um problema de racismo, no entanto.
"Qualquer um que tenha algum conhecimento da Europa tem que concordar conosco: Portugal é provavelmente, se não definitivamente, o país menos racista da Europa", escreveu o acadêmico e fundador do Movimento Internacional lusófono, Renato Epifânio, no ano passado.
O escritor e historiador João Pedro Marques aceita que os descendentes de africanos têm o direito de lembrar o sofrimento do seu povo. Mas ele argumenta que os ativistas estão exagerando o papel de Portugal no tráfico de escravos e distorcendo a sua história colonial para fins políticos.
"Eu acho que aqueles que estão fazendo campanha contra o racismo querem substituir uma visão tendenciosa dos eventos por uma ainda mais tendenciosa", disse ele.
Orgulho do colonialismo
Gomes Dias diz que ativistas portugueses negros estão tentando "desafiar a narrativa dominante da identidade portuguesa".
"Não há lugar no imaginário português para os negros.
As pessoas de ascendência africana não são reconhecidas como parte da sociedade portuguesa", disse ela.
A forma como a "era vista a descoberta" de Portugal, ensinada nas escolas, cria uma sensação equivocada de orgulho no colonialismo, acredita ela.
"Queremos confrontar essa ideia de descoberta e ampliá-la para incluir as histórias de todas as pessoas. Não podemos dizer que a violência, a opressão e o genocídio são uma coisa positiva. Precisamos de um debate real sobre nosso passado comum", disse ela.
Até que a participação de Portugal no comércio de escravos terminou em 1836, navios portugueses e brasileiros transportaram perto de seis milhões de escravos durante um período de 400 anos, quase a metade do número total de pessoas tomadas através do Atlântico como escravos.
A maioria dos escravos foi capturada na África, mas também incluiu chineses da antiga colônia de portuguesa de Macau, na China.
A controvérsia também envolve o futuro de um museu de Lisboa, há muito planeado, que lida com o período de expansão internacional de Portugal
Inicialmente chamado de Museu das Descobertas, nomes mais recentes incluem Descobertas, Interculturalidade e, mais recentemente, Museu da Viagem.
Em junho, mais de 100 ativistas e intelectuais negros instaram o governo a não confundir escravidão e invasão com descobertas ou expansão marítima.
Identidades africanas e passado colonial de um continente
Escravidão e a 'corrida pela África'
De acordo com a lei portuguesa, é ilegal recolher informações relacionadas com a corrida, pelo que é difícil obter dados.
Mas Cristina Roldão, pesquisadora sociológica da Universidade de Lisboa, diz que os cidadãos negros portugueses ou moradores não desfrutam de igualdade.
Os jovens negros entre os 18 e os 25 anos têm apenas metade da probabilidade de irem para a universidade como portugueses brancos, de acordo com pesquisas em que ela trabalhou.
E a taxa de encarceramento em Portugal é 15 vezes mais alta para pessoas de origem africana.
Sendo negro e português
Nascido de pais de Cabo Verde em Portugal, o Dr. Roldão tem cidadania portuguesa, mas cita uma lei “injusta” de 1981 que impede que alguns afrodescendentes sejam considerados portugueses, apesar de terem nascido no país.
"Portugal continua a ver as pessoas não brancas como separadas da sua identidade nacional", diz Mamadou Ba, da SOS Racism Portugal.
Ele nasceu no Senegal e mora em Portugal há mais de 20 anos, e diz que a lei significa "crianças nascidas em Portugal são consideradas estrangeiras em seu próprio país".
Os ativistas reivindicam reformas na cidadania - que não é concedida aos nascidos em solo português
"Ser negro em Portugal significa vivenciar a subordinação econômica, cultural, social e política.
Ser negro em Portugal é ser confrontado permanentemente com a violência simbólica e física na vida cotidiana", afirmou.
O escritor João Pedro Marques concorda que existem pessoas racistas em Portugal, mas ele insiste que não tem problema com racismo.
Sob a ditadura de Antonio de Oliveira Salazar, Marques diz que figuras históricas eram "heróis sem defeitos ou defeitos". Agora ele se queixa de que a "extrema esquerda politicamente correta nos levou ao extremo oposto e nossos ancestrais se tornaram os piores do mundo".
Tornou-se um debate sobre muito mais do que um monumento às vítimas da escravidão.
Mas para a ativista Beatriz Gomes Dias, é a prova de que o monumento é necessário.
Ela e seus colegas ativistas estão procurando um artista que possa capturar o sofrimento histórico e as questões de raça no Portugal atual.

31.07.18

PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO


antonio garrochinho


GOSTO DE VER E LER AQUI NO FACEBOOK AS PESSOAS QUE SÃO FRONTAIS E QUE SÃO INTELIGENTES.


NÃO ESTÃO CERTAS AS PESSOAS QUE MAL ALGUÉM MANIFESTE UMA DISCORDÂNCIA DE ANÁLISE, UMA ACHEGA, UMA OPINIÃO QUE NÃO SEJA IGUAL ÀS DOS QUE PELOS VISTOS POSSUEM O CARIMBO OFICIAL E NÃO POSSUEM, LOGO ENTRAM EM ADJECTIVOS DESCABIDOS E POR VEZES OFENSIVOS SEM QUE TENHAM PROVAS DAS "PROVOCAÇÕES REACCIONÁRIAS" QUE FAZEM.

ACONTECE QUE HÁ QUEM ACUSE PARA TAPAR AS SUAS FALHAS, A SUA CONDUTA A SUA IDEOLOGIA,

ASSIM É QUE SE UNE ?

AS MULHERES, HOMENS QUE NÃO DEBATEM E EXPÕEM OS SEUS PONTOS DE VISTA E QUE POR VEZES CAUSAM ATRITO COM OUTRAS PESSOAS NÃO SÃO TÃO LIVRES COMO APARENTAM.

NÃO SE É LIVRE, E POR MAIS QUE SE ARGUMENTE COM CHAVÕES, EXEMPLOS, DATA FORA DE PRAZO, OU COM ARGUMENTAÇÃO DO TIPO "DEVIA DE SER ASSIM MAS,,,,,"
NÃO SÃO LIVRES, OS QUE NÃO TÊM VONTADE PRÓPRIA, A SUA, COMO PESSOA, COMO HUMANOS, COMO PENSADORES.

POR MUITO QUE AS INTENÇÕES SEJAM BOAS, SÓ DO DEBATE NASCE A LUZ, E A UNIDADE REAL E CONCRETA. NÃO SE PODE FINGIR QUANDO HÁ MUITO POR DISCUTIR E ACORDAR.

FUGIR A ISTO COM DESCULPAS ONDE SÓ UM LADO É O DA RAZÃO NÃO É A SOLUÇÃO.

A UNIDADE PODE EXISTIR MESMO QUANDO HÁ PONTOS DE VISTA DIFERENTES E NÃO PODEMOS TIRAR O ESCALPE AOS QUE PENSAM OCASIONALMENTE DE OUTRA FORMA.

AS VÁRIAS ABORDAGENS AOS PROBLEMAS CONTRIBUEM PARA A S SOLUÇÕES E AO CONTRÁRIO É QUE É MAU.

A BASE, É A MAIS IMPORTANTE, A BASE É TUDO



António Garrochinho

31.07.18

SEM PAPAS NA LÍNGUA


antonio garrochinho



À BEIRA DAS URNAS ONDE VOTAM OS VIVOS E AINDA ALGUNS MORTOS NOS DIAS DE HOJE, OS PARTIDOS DÃO RAZÃO, BAJULAM, ENGRAXAM OS ELEITORES.

DEPOIS, INSTALADOS, COMEÇAM AS CONTRADIÇÕES.

QUANDO FAZEM MERDA NUNCA SE RETRATAM E SÃO SEMPRE OS ELEITORES QUE ESTÃO EQUIVOCADOS, SÃO OS ELEITORES QUE SÃO UNS MAL AGRADECIDOS, OS ELEITORES SÃO ESTÚPIDOS E NÃO SABEM INTERPRETAR O TRABALHO DOS ELEITOS.

NAS URNAS ONDE VOTAM OS VIVOS AINDA EXISTE MUITA ESCURIDÃO, MUITA MENTIRA.

NOUTRAS URNAS, AS QUE LEVAM OS SIMPLES MORTAIS PARA O REINO DO SILÊNCIO, POR VEZES TAMBÉM SE REPETEM AS MESMAS GRAXAS, OS ELOGIOS, AS ELEVAÇÕES EXAGERADAS, SEM NEXO, MAS QUE TÊM O FITO DE MANTER NO PODER OS QUE NOS QUEREM VIVOS PARA VOTAR E MORTOS NO AGIR E NO PENSAR.

ACONTECEM POR VEZES FENÓMENOS INEXPLICÁVEIS.

OS VIVOS QUE NÃO ESTÃO MORTOS COMPORTAM-SE COMO SE MORTOS ESTIVESSEM.

OS "AGENTES FUNERÁRIOS, OS ABUTRES" AGRADECEM E REJUBILAM E INVENTAM URNAS CADA VEZ MAIS ATRACTIVAS.

AMEN !


António Garrochinho

31.07.18

OLHÓ AVANTE ! - OPINIÃO - HENRIQUE CUSTÓDIO - ALGO PODRE


antonio garrochinho





Henrique Custódio 

Algo podre

Em notícia do Expresso – profusamente difundida pela SIC e algo pelos outros canais – ficou a saber-se que «o Banco de Portugal acusa Ricardo Salgado, Morais Pires e Isabel Almeida de terem desviado três mil milhões de euros do BES entre 2009 e 2014 através da holding Eurofin», sediada na Suiça.

Não é novidade, mas este repegar do assunto pelo semanário (e televisão) de Pinto Balsemão é curioso, sobretudo pelos pormenores minuciosos e comprometedores que recapitula.

Primeiro, define o «triângulo das malfeitorias» que o BdP identificou: Ricardo Salgado, no papel do presidente do BES «que consente», Amilcar Morais Pires «descrito como o cérebro do esquema» e Isabel Almeida, directora financeira, «a operacional de um esquema que, secretamente, tirava dinheiro do BES, deixando na ignorância os outros administradores, os investigadores e os investidores do banco».

Os três terão usado uma holding do grupo, a Eurofin, sediada na Suiça, para «financiar investimentos, o saco azul do GES, depósitos activos tóxicos e manipular acções do grupo BES». A investigaçao do BdP «detectou, entre 2009 e 2014 [data do encerramento do BES] um desvio de três mil milhões de euros (sublinhe-se a enormidade da quantia)», mil milhões dos quais desaparecidos num gigantesco buraco negro detectado no encerramento do banco e na sua transfiguração em «Novo Banco».

São também explicitados na notícia alguns beneficiários do «saco azul», nomeadamente Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, da PT, e Manuel Pinho, ex-ministro da Economia de José Sócrates que, por sinal, não se conteve e veio a público invectivar «os senhores deputados» que faziam perguntas a Pinho que sabiam «ele não poder responder» (por não ter prestado declarações ao juiz de instrução devido a manobra processual, mas isso Sócrates não invectivou), além das ladainhas do costume, em José Sócrates, contra o Ministério Público e os seus «métodos».

Sabemos que a supracitada investigação do Banco de Portugal ao escândalo BES escudará a sua lentidão em vir a público com resultados, na costumeira necessidade de tempo para estas inquisições. Será.

O que o BdP não explica é como deixou passar, incólume e impune, durante seis anos consecutivos a actuação desta gente no BES, quando se amontoavam os indícios, dia a dia mais claros e vindos de todos os lados do sector financeiro/bancário, a indicar que «algo estava podre no reino do BES», parafraseando Shakespeare.

O que reconfirma que algo também estava bastante podre, no reino do Banco de Portugal...



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