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casepaga

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30.06.16

O Lápis Azul que riscou Portugal


antonio garrochinho



riscou notícias, fados, peças de teatro e livros, apagou anúncios publicitários, caricaturas e pinturas de parede.

 

 

Sendo proibida qualquer referência ao material censurado, poucas foram as oportunidades de ver o que se perdeu.

 

 

O Lápis Azul


A Censura do Estado Novo, que vigorou 48 anos, desde o Golpe Militar de 28 de Maio de 1926 aos regimes de Oliveira Salazar e Marcello Caetano.



A Comissão da Censura é instituída a 22 de Junho de 1926


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Os jornais passam a ser obrigados a enviar a esta comissão quatro provas de página e a não deixar em branco o espaço das notícias censuradas.
A implicação desta medida causa a indignação nas redacções.
Em 1933 a Censura viria a ser legalmente instituída através da Constituição.

Começa assim a saga do lápis azul

que conhecerá dois momentos.
Um até Setembro de 1968, sob a alçada de António de Oliveira Salazar e com a designação de Comissão da Censura.
O outro com a nomenclatura de Comissão do Exame Prévio durante o governo de Marcello Caetano, que só terminará a 25 de Abril de 1974.


 
A actuação do censor variava entre a proibição total da matéria submetida a exame e a aprovação com cortes.
Entre a actualidade informativa algumas temáticas pareciam mais "predispostas" a receber o carimbo "Cortado".





A censura estendia-se a outros domínios que não a Imprensa.
A realização de um espectáculo público dependia de uma solicitação de autorização submetida à Comissão da Censura. E nem as letras dos fados a serem cantados escapavam ao exame da Inspecção dos Espectáculos, Serviços de Censura.



A censura é tão antiga quanto a sociedade humana

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